FECHAMENTO · SEXTA · 26/06/2026

Ibovespa fecha em alta, com bancos e domésticas no alívio dos juros; a Braskem desaba na crise com os credores.

No fechamento desta sexta, o Ibovespa à vista subiu 0,76% (aos 173.295 pontos), retomando o patamar dos 173 mil após cair pela manhã e renovar máximas à tarde. O motor foi o alívio na curva de juros, depois de um IPCA-15 abaixo do esperado, somado à volta do fluxo estrangeiro, o que reacendeu a aposta de corte da Selic e empurrou os setores ligados a juro. Os bancos lideraram (BBDC4 +1,70%, BBAS3 +1,45%, ITUB4 +1,29%) e o varejo foi destaque (LREN3 +3,10%, CEAB3 +2,99%, ASAI3 +2,56%), com a Totvs disparando (TOTS3 +5,63%). Na contramão, as commodities caíram: a Petrobras recuou com o petróleo, e a mineração e a siderurgia cederam mesmo com o minério em alta, enquanto a Suzano despencou (-4,50%). A Braskem desabou (-8,36%) na crise com os credores. O dólar recuou para perto de R$ 5,17, com o real firme. Na semana, o índice subiu cerca de 2,95% e quase zerou as perdas de junho.

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Como abriu

A sexta abriu em leve baixa e chegou a cair 0,50% pela manhã, sem fôlego no exterior, onde a tecnologia voltava a ser vendida. Ao longo da tarde o índice ganhou força e renovou sucessivas máximas, embalado pelo alívio na curva de juros, pela melhora da percepção sobre a inflação, depois de um IPCA-15 abaixo do esperado, e pelo retorno do fluxo estrangeiro à bolsa. Foi o doméstico ligado a juro, banco, varejo, incorporadora e elétrica, que sustentou a alta, na contramão de Nova York.

O que moveu o dia

No mercado amplo, a Totvs disparou (TOTS3 +5,63%), seguida da Renner (LREN3 +3,10%), da C&A (CEAB3 +2,99%), da Marfrig (MBRF3 +2,70%) e da Direcional (DIRR3 +2,68%). Os bancos puxaram o índice (BBDC4 +1,70%, BBAS3 +1,45%, ITUB4 +1,29%, B3SA3 +2,12%), com o varejo e o atacarejo (ASAI3 +2,56%, ABEV3 +2,07%) reforçando. Do outro lado, a Braskem desabou sozinha (BRKM5 -8,36%) na crise com os credores; a Suzano despencou (SUZB3 -4,50%) com a celulose fraca e o real firme, e a siderurgia caiu (USIM5 -2,71%, CSNA3 -1,87%) mesmo com o minério em alta. A Petrobras recuou com o petróleo (PETR3 -1,17%, PETR4 -1,01%).

As três camadas do dia

Fato

O Ibovespa fechou em alta de 0,76% (a 173.295 pontos), em máxima; o BOVA11 subiu 0,72% (R$ 170,22) e o dólar recuou para perto de R$ 5,17, num real firme. O volume financeiro somou cerca de R$ 23,7 bilhões. Na ponta de cima: TOTS3 (+5,63%), LREN3 (+3,10%), CEAB3 (+2,99%) e MBRF3 (+2,70%). Na ponta de baixo: BRKM5 (-8,36%), SUZB3 (-4,50%), USIM5 (-2,71%) e CSNA3 (-1,87%).

Impacto no Radar

A sessão teve um fio condutor: o doméstico no comando. Um IPCA-15 mais fraco que o esperado cedeu a curva de juros e reacendeu a aposta de que o Copom ainda corta a Selic, o que valoriza justamente quem é sensível a juro: banco, varejo, incorporadora e elétrica. A volta do fluxo estrangeiro reforçou as blue chips financeiras. Por isso o índice subiu apesar da tecnologia em queda em Nova York. As commodities caíram, com o petróleo e o real firme pesando nas exportadoras, mesmo com o minério em alta.

Leitura de Mercado

Foi mais um dia de doméstico vencendo o externo, agora com o reforço da melhora na percepção de inflação e juro. O alívio, porém, é de margem: o acumulado em doze meses segue acima do teto. Bastou para dar o tom e fechar uma semana de recuperação, com o índice subindo cerca de 2,95% e quase zerando as perdas de junho. O caso Braskem corre por fora do índice, mas vigia-se a negociação com os credores. É interpretação, não garantia.

Maiores altas e baixas

Maiores altas (geral)TOTS3 +5,63% · LREN3 +3,10% · CEAB3 +2,99%
Maiores baixas (geral)BRKM5 -8,36% · SUZB3 -4,50% · USIM5 -2,71%
Entre os 20 mais líquidosLREN3 +3,10% · B3SA3 +2,12% · ABEV3 +2,07%

Os números do fechamento

Ibovespa+0,76% · ~173.295 pts
BOVA11+0,72% · R$ 170,22
Dólarem queda · perto de R$ 5,17
Petróleo (Brent)repique · perto de US$ 75
Minério de ferroem alta · siderurgia mesmo assim cai
PetrobrasPETR4 -1,01% · R$ 38,06
ValeVALE3 -0,65% · R$ 78,15
Destaque negativoBRKM5 -8,36% · impasse com credores
MundoWall Street cai · tech vendida

O que fica no radar

Com inflação e emprego já divulgados, o foco passa à temporada de balanços do 2T26, que começa no começo de agosto e tende a guiar os próximos proventos. O acumulado da inflação em doze meses segue acima do teto, então o alívio de hoje não resolve o quadro de fundo; a próxima reunião do Copom, no começo de agosto, segue no centro, com o mercado apostando em mais um corte de 0,25 ponto, reforçado pelo IPCA-15 mais brando. No corporativo, o caso Braskem segue no radar: o mercado acompanha a negociação da dívida com os credores. Fluxo estrangeiro, dólar, petróleo e minério seguem no centro das atenções.