Petróleo recua, Vale dispara e a bolsa reage.
O Ibovespa fechou em alta de cerca de 1,4%, na casa dos 174 mil pontos, em dia de alívio. O Irã passou a analisar uma proposta de acordo com os Estados Unidos, o petróleo recuou e o clima melhorou. A Vale disparou 4,04% e liderou os ganhos, com bancos e elétricas acompanhando, enquanto as petrolíferas caíram na contramão. O dólar recuou para perto de R$ 5,00.
Como abriu
A bolsa abriu a terça com viés positivo, na contramão do pregão anterior. A notícia de que o Irã voltou a analisar uma proposta de acordo com os Estados Unidos esfriou o medo de um fechamento do Estreito de Ormuz e derrubou o petróleo, o que melhorou o humor dos mercados. Logo cedo, o Ibovespa já subia cerca de 0,55%, na casa dos 173 mil pontos, e o dólar recuava para perto de R$ 5,00, acompanhando o enfraquecimento da moeda americana lá fora.
O que moveu o dia
O motor foi a virada na geopolítica. Com o Irã de volta à mesa de negociação, o prêmio de risco saiu do petróleo, o barril caiu e as ações de Petrobras e PRIO recuaram. Mas o índice subiu mesmo assim, puxado pela Vale, que disparou mais de 4% e foi a maior força do pregão, com os bancos e as elétricas acompanhando o movimento de alívio.
No mesmo dia, entrou no radar uma notícia de peso para o Brasil: o governo dos Estados Unidos propôs uma tarifa de 25% sobre diversos produtos brasileiros, citando práticas como Pix, etanol e pirataria. Apesar disso, o dólar recuou frente ao real, em um movimento explicado mais pelo enfraquecimento da moeda americana no exterior do que pelo cenário doméstico.
O dia em três camadas
O Irã passou a analisar uma proposta de acordo com os EUA, e o petróleo recuou. Os EUA propuseram uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. O BBAS3 passou a negociar ex-proventos. A Vale subiu 4,04%.
A queda do petróleo derrubou as petrolíferas (PETR4 -0,49%, PETR3 -0,59%, PRIO3 -1,34%). Em sentido oposto, a Vale liderou os ganhos e levou o índice para cima, com bancos e elétricas acompanhando (BBDC4 +1,52%, ITUB4 +0,51%, ITSA4 +1,10%, AXIA3 +2,37%, SBSP3 +1,50%). O dólar recuou para perto de R$ 5,00.
O pregão foi o espelho do anterior: a mesma notícia do Irã que ontem fez o petróleo subir, hoje, invertida, fez o petróleo cair e a bolsa reagir. A tarifa dos EUA é um risco novo no horizonte, mas no curtíssimo prazo pesou menos que o alívio externo. É interpretação, não garantia.
Como fechou: os números do dia
| Ibovespa | ≈ +1,4% · ~174 mil pts |
| BOVA11 | +1,37% · R$ 171 |
| Dólar comercial | recuo, perto de R$ 5,00 |
| Destaque | VALE3 +4,04% |
| Bancos e elétricas | BBDC4 +1,52% · ITSA4 +1,10% · AXIA3 +2,37% |
| Petrolíferas | PETR4 -0,49% · PETR3 -0,59% · PRIO3 -1,34% |
| Ex-proventos hoje | BBAS3 -0,35% |
Cotações de fechamento de 02/06/2026, a partir de dados de mercado e da tela do pregão. O nível do índice à vista está aproximado pela BOVA11; valores podem variar conforme a fonte.
O que fica no radar
O mercado segue de olho no vai e vem das negociações entre Irã e Estados Unidos, que vêm ditando o petróleo dia a dia, e nos desdobramentos da proposta de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. No calendário, o payroll dos Estados Unidos sai em 05/06, o BBAS3 paga JCP em 11/06 e o Copom decide a Selic em 16 e 17 de junho.
