O Ibovespa fecha em alta de 0,47%, aos 177.999 pontos, num pregão que só começou às 12h30 pela falha da B3: a Vale virou para a alta após o balanço e o Santander saltou 13,35% na oferta da matriz, enquanto os grandes bancos perderam força no fim.
Foi um pregão atípico. Uma falha na Câmara de compensação da B3 adiou a abertura, deixou ações, futuros e o Tesouro Direto em leilão e só liberou a negociação às 12h30. No pregão comprimido, o Ibovespa subiu 0,47%, aos 177.999 pontos, com 49 dos 83 papéis do Radar em alta contra 30 em queda. A composição da alta girou na tarde: cedo vinha dos bancos, no fim os grandes bancos recuaram do topo e quem sustentou o índice foi a Vale, que virou para a alta após o balanço, e as petroleiras. O Santander saltou 13,35% com a oferta da matriz espanhola, e o dólar fechou de lado, a R$ 5,08.
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O Ibovespa subiu 0,47% nesta sexta, aos 177.999 pontos, num pregão que só começou às 12h30 depois de uma falha na Câmara de compensação da B3 deixar ações, futuros e o Tesouro Direto em leilão por horas. Foram 49 dos 83 papéis do Radar em alta contra 30 em queda. A alta trocou de motor ao longo da tarde: cedo se apoiava nos bancos, mas no fim os grandes bancos perderam força (ITUB4 a 0,35%, BBDC4 a 0,22%) e quem sustentou o índice foi a Vale, que virou para 0,25% após o balanço, e as petroleiras (PETR4 a 1,35%, PRIO3 a 1,48%). O Santander saltou 13,35% com a oferta da matriz espanhola pelos minoritários. Na ponta de baixo ficaram a Brava (2,89%), a siderurgia (Usiminas 2,52%, CSN 2,22%), a Vamos e a MBRF. O dólar fechou de lado, a R$ 5,08.
O que moveu o dia
- A B3 falhou e adiou o pregão. Uma falha na Câmara de compensação, por atraso no envio dos arquivos de abertura, deixou ações, futuros e o Tesouro Direto em leilão e só liberou a negociação às 12h30; foi tratado como episódio sem precedentes recentes.
- O índice fechou em alta, trocando de motor. O Ibovespa subiu 0,47%, aos 177.999; cedo a alta era dos bancos, no fim veio da Vale, que virou para a alta, e das petroleiras, com os grandes bancos já em recuo.
- O Santander disparou com a OPA da matriz. A SANB11 fechou a 13,35% depois de o Santander da Espanha lançar oferta pelos minoritários, por troca de 0,4056 ação da matriz por unit, com prêmio de 15%; a unit segue na B3. É reação à oferta, não ao balanço fraco do 2T.
- A Vale reagiu bem ao balanço. Virou para 0,25%, a R$ 76,28: o mercado premiou o EBITDA de US$ 4,1 bilhões e os R$ 8,64 bilhões em proventos e recompra, acima do lucro contábil de US$ 1,375 bilhão, abaixo do consenso.
- A siderurgia e a Brava pesaram. A Usiminas caiu 2,52% e a CSN 2,22%, com a Brava (2,89%), a Vamos e a MBRF junto, na ponta de baixo de um dia de alta estreita.
As três camadas do dia
20 mais líquidos (fechamento)
Entre os de maior giro, quase tudo fechou em alta: o Santander disparou com a OPA, e as petroleiras e a Sabesp seguiram firmes, enquanto a Axia foi a única queda relevante e Bradesco e Vale ficaram perto da estabilidade.
BESST (fechamento)
No BESST, o Santander lidera com folga pela OPA, seguido da IRB e de bancos e saneamento; a energia elétrica, com Light e Auren, concentra as quedas do bloco.
Mercado geral (fechamento)
Na bolsa toda, o Santander, a Azzas e a Hapvida puxaram as altas, enquanto a Brava, a siderurgia, a Vamos e a MBRF ocuparam a ponta de baixo do fechamento.
Os números do fechamento
Subiu 0,47%, aos 177.999 pontos, com 49 dos 83 papéis do Radar em alta, num pregão que só começou às 12h30
O ETF que segue o Ibovespa subiu 0,41%, a R$ 175,02
Fechou de lado, em alta de 0,03%, a R$ 5,08
Maior alta da bolsa, a R$ 28,62, com a oferta da matriz espanhola pelos minoritários
Virou para a alta, a R$ 76,28, com o mercado premiando o EBITDA e os proventos acima do lucro contábil
Segue em 14,25%; o Banco Central decide em 4 e 5 de agosto, com a aposta majoritária de corte
O que fica no radar
- A Câmara da B3 precisa normalizar por completo. O pregão foi liberado às 12h30 e a compensação seguiu ao longo da tarde; o teste é a abertura regular no próximo pregão, sem novo atraso.
- A Selic é o evento da semana que vem. O Copom decide em 4 e 5 de agosto, com corte no preço, reforçado pela inflação comportada no Brasil e nos Estados Unidos; o emprego dos Estados Unidos sai em 07/08.
- A OPA do Santander vira novela societária. O prêmio de 15% é em ação da matriz, não em caixa, então o valor da troca oscila com a cotação lá fora e o câmbio; prazo e condições saem no fato relevante.
- A agenda de proventos segue cheia. O Bradesco (BBDC4) paga em 31/07, o Santander (SANB11) em 06/08, o ABC Brasil (ABCB4) em 12/08 e a Petrobras (PETR4) a primeira parcela do JCP em 20/08; a Vale paga em setembro, data-com a confirmar.
