O Ibovespa dispara 1,88%, aos 177.158 pontos, num rebote amplo depois da queda do dia do Fed: o nucleo do PCE americano esfriou, Wall Street subiu forte na tecnologia e o dólar recuou, mas a Usiminas afunda 9,25% no guidance.
Foi um pregão de recuperacao forte. Um dia depois da queda no dia do Fed, o Ibovespa subiu 1,88%, aos 177.158 pontos, com 72 dos 83 papéis do Radar em alta. O empurrão veio de fora: o nucleo do PCE americano de junho esfriou para 3,3%, abaixo do temido, e Wall Street disparou na tecnologia. O financeiro liderou, o dólar recuou para R$ 5,08 e a bolsa foi comprada por dentro. A exceção foi a siderurgia: a Usiminas despencou 9,25% depois de sinalizar um segundo semestre mais fraco, e a Vale subiu na vespera do balanço, que sai hoje, depois do fechamento.
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O Ibovespa subiu 1,88% nesta quinta, aos 177.158 pontos, num rebote amplo: foram 72 dos 83 papéis do Radar em alta contra 11 em queda. O empurrão veio de fora, do nucleo do PCE americano esfriando para 3,3%, abaixo do que o mercado temia depois do Fed duro, e de Wall Street disparando na tecnologia. Aqui, os bancos subiram 1,48% e lideraram, com a energia elétrica avançando 2,35% e o saneamento ganhando 2,79%; o dólar recuou para R$ 5,08. A exceção pesada foi a siderurgia: a Usiminas despencou 9,25% depois de entregar um segundo trimestre em linha, mas sinalizar um segundo semestre mais fraco, e a CSN (-4,81%) e a CSN Mineração (-4,35%) cairam junto. No topo da bolsa, a MBRF (+7,80%), a Totvs (+5,74%) e o Magazine Luiza (+5,46%). A Vale subiu 1,39% na vespera do balanço, que sai hoje, depois do fechamento.
O que moveu o dia
- A inflação americana esfriou. O nucleo do PCE de junho veio em 3,3%, abaixo do que o mercado temia depois do Fed duro, e a leitura mensal foi ainda mais fraca; o alívio destravou o apetite por risco no mundo.
- Wall Street disparou na tecnologia. Microsoft e semicondutores puxaram Nova York, e o petróleo aliviou; o Brasil pegou carona, com o dólar recuando para R$ 5,08.
- O financeiro liderou o rebote. Os bancos subiram 1,48%, com o BTG (+3,59%) e o Itau (+2,20%) na frente; energia, saneamento e consumo acompanharam forte.
- A Usiminas despencou na contramao. Caiu 9,25% num trimestre em linha, mas com guidance fraco para o segundo semestre; a CSN (-4,81%) e a CSN Mineração (-4,35%) cairam junto, no único bloco em queda.
- A Vale sobe na vespera do balanço. A ação avançou 1,39% e o resultado do segundo trimestre sai hoje, depois do fechamento, com a decisão sobre proventos no radar; a reação fica para amanha.
As três camadas do dia
20 mais líquidos (fechamento)
Entre os de maior giro, os bancos, a WEG e a Sabesp subiram forte, enquanto a Usiminas despencou no balanço, seguida da Brava e do Santander na ponta de baixo.
BESST (fechamento)
No BESST, quase tudo fechou em alta, com a Light, o BTG e a Axia na frente; o Santander e alguns seguros foram as poucas quedas do bloco.
Mercado geral (fechamento)
Na bolsa toda, o varejo, a tecnologia e o consumo lideraram as altas, enquanto a siderurgia e a mineração ocuparam sozinhas a ponta de baixo.
Os números do fechamento
Disparou 1,88%, aos 177.158 pontos, com 72 dos 83 papéis do Radar em alta, num rebote amplo
O ETF que segue o Ibovespa subiu 2,20%, a R$ 174,31
Recuou 0,97%, para R$ 5,08, na volta do apetite por risco global
Wall Street disparou na tecnologia, com Microsoft e semicondutores, e o petróleo aliviou
A inflação preferida do Fed esfriou para 3,3% no ano, abaixo do que o mercado temia depois do Fed duro
O barril deu uma folga la fora, o que ajudou o humor e a leitura de inflação
Segue em 14,25%; o Banco Central decide em 4 e 5 de agosto, com a aposta majoritaria de corte
O que fica no radar
- A Vale reporta hoje a noite. O balanço do segundo trimestre sai depois do fechamento, com a decisão sobre proventos; a reação e a teleconferencia ficam para 31/07.
- A Selic e o evento da semana que vem. O Copom decide em 4 e 5 de agosto, com corte no preço, reforçado pela inflação comportada no Brasil e nos Estados Unidos.
- O rebote foi importado. O empurrão veio do PCE e de Wall Street, não de um fato local; a força de fora ajuda, mas deixa o índice refem do humor global.
- A agenda de proventos segue cheia. O Bradesco (BBDC4) paga em 31/07, o Santander (SANB11) em 06/08, o ABC Brasil (ABCB4) em 12/08 e a Petrobras (PETR4) a primeira parcela do JCP em 20/08.
