O Ibovespa dispara 2,44%, aos 177.547 pontos, com quase toda a carteira em alta; a WEG salta 10,05% após o balanço, a Vale sobe 3,96% com prévia forte e novo conselho, e o dólar recua a R$ 5,07.
O medo da largada não se pagou. O pregão começou com o petróleo em disparada e a tarifa americana de 25% entrando em vigor, e terminou com o Ibovespa subindo 2,44%, aos 177.547 pontos, na máxima do mês. Foram 77 altas contra seis quedas entre os 83 papéis do Radar, com giro perto de R$ 17,7 bilhões. A WEG disparou 10,05% depois do balanço, a Vale subiu 3,96% em dia de prévia e assembleia do conselho e a Petrobras avançou 2,21% com o Brent perto de US$ 94. Por trás, o dólar cedeu a R$ 5,07 e o fluxo estrangeiro entrou.
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O número do fechamento foi a manchete: o Ibovespa subiu 2,44%, aos 177.547,57 pontos, a maior alta em semanas, com 77 altas contra seis quedas e nenhum estável entre os 83 papéis do Radar, e giro somado perto de R$ 17,7 bilhões. O dia desmentiu o roteiro da largada, que temia o petróleo caro e a tarifa em vigor travando a bolsa pela inflação. A estrela foi a WEG, que disparou 10,05% depois do balanço do segundo trimestre, lido como alívio, e puxou o índice pelo peso. A Vale subiu 3,96% somando a prévia forte de produção à assembleia que elegeu Manuel Lino Oliveira, o Ollie, para a presidência do conselho, mesmo com o minério caindo na China. O petróleo firme, com o Brent perto de US$ 94, levantou a Petrobras, que avançou 2,21% na preferencial, e os bancos acompanharam, com a B3 subindo 4,81% e o BTG 2,98%, num sinal de que a curva de juro não comprou a inflação. Por trás de tudo, o dólar cedeu para perto de R$ 5,07 e o fluxo estrangeiro entrou, atraído pelo desconto de preço da bolsa, com o governo anunciando cerca de R$ 18,5 bilhões em crédito para amortecer o tarifaço.
O que moveu o dia
- A bolsa subiu contra o medo. O par petróleo caro e tarifa em vigor ameaçava travar o índice pela inflação, mas o Ibovespa subiu 2,44%, com 77 altas e só seis quedas entre os 83 papéis; o motor foi o fluxo estrangeiro e o dólar mais fraco.
- A WEG foi a estrela. O papel disparou 10,05%, a ação mais negociada do dia, depois do balanço do segundo trimestre, lido como alívio, com lucro perto de R$ 1,55 bilhão; uma indústria pesada subindo 10% move o índice pelo peso.
- A Vale subiu contra o minério. Ganhou 3,96% mesmo com o contrato de Dalian caindo perto de 1,3% na China; a assembleia definiu o novo conselho e a prévia veio forte, então o dia foi de evento próprio, não de commodity.
- Os bancos desmontaram o medo do juro. A B3 subiu 4,81%, o BTG 2,98% e o Bradesco 2,26%; se o bloco de juro sobe em dia de petróleo caro, o mercado não comprou a tese da inflação naquele pregão.
- A tarifa virou fato sem drama. A sobretaxa de 25% entrou em vigor, mas o governo anunciou cerca de R$ 18,5 bilhões em crédito para os afetados, e até a Braskem, taxada, subiu 6,30%.
As três camadas do dia
20 mais líquidos (fechamento)
Entre os papéis de maior giro, a WEG disparou após o balanço, a B3 e a Vale acompanharam e a Vibra subiu com o petróleo; do lado fraco, só a Vivo caiu, com a Caixa Seguridade e os bancos-âncora entre as menores altas.
BESST (fechamento)
No BESST, saneamento e seguros lideraram, com bancos e energia atrás; só a telecom fechou em queda, com a TIM em dia de pagamento de proventos e a Vivo em queda.
Mercado geral (fechamento)
A WEG liderou toda a bolsa após o balanço, com siderurgia, petroquímica e proteína logo atrás. Só seis papéis dos 83 acompanhados fecharam em queda, puxados pela telecom e por nomes que ficaram ex.
Os números do fechamento
Subiu 2,44%, aos 177.547,57 pontos, a maior alta em semanas, com 77 altas contra seis quedas entre os 83 papéis do Radar e giro somado perto de R$ 17,7 bilhões
O ETF que segue o Ibovespa subiu 2,56%, a R$ 174,70
Ficou perto de R$ 5,07 à vista, em leve baixa, sem reagir ao petróleo com estresse; o real firme reflete o apetite a risco e o fluxo estrangeiro
Fechou em alta de 3,36%, a US$ 94,07, na quarta sessão seguida de ganho, com a escalada entre Estados Unidos e Irã sustentando o prêmio de risco
O Nasdaq caiu 0,57%, o S&P 500 ficou perto de 7.499 pontos e o Dow em torno da estabilidade; Alphabet e Tesla reportaram depois do fechamento
A assembleia elegeu Manuel Lino Oliveira, o Ollie, apoiado pela Previ, para a presidência do conselho, e Ieda Gomes ficou com a cadeira de Daniel Stieler; a ação subiu 3,96% somando a prévia forte de 84,3 milhões de toneladas, mesmo com o minério caindo na China
Segue em 14,25%; o Banco Central decide em 4 e 5 de agosto, com o Focus projetando 14,00% para o fim de 2026
O que fica no radar
- O contra-vetor do petróleo segue no radar. O barril perto de US$ 94 não derrubou a bolsa hoje, mas é o tipo de choque que pode segurar o corte da Selic se persistir; a decisão é em 4 e 5 de agosto.
- A Vale entra num novo ciclo de governança. Com Ollie na presidência do conselho, o balanço de 30/07 será o primeiro sob o novo comando; é nele que aparecem preço realizado, custo e a decisão sobre proventos.
- A inflação dos EUA sai na sexta. O indicador de 24/07 é o próximo teste do humor de risco global, e com o petróleo em alta qualquer surpresa para cima pesa mais nas bolsas emergentes.
- A ISA Energia decide a oferta em 24/07. A assembleia da ISAE4 trata da oferta primária de cerca de R$ 650 milhões, um evento próprio do papel.
- A agenda de proventos segue cheia. A TIMS3 pagou hoje e o Santander ficou ex; à frente, o ABC Brasil paga em 12/08, a Copasa e a Caixa Seguridade em 17/08 e a Petrobras em 20/08.
