FECHAMENTO · QUARTA · 22/07/2026

O Ibovespa dispara 2,44%, aos 177.547 pontos, com quase toda a carteira em alta; a WEG salta 10,05% após o balanço, a Vale sobe 3,96% com prévia forte e novo conselho, e o dólar recua a R$ 5,07.

O medo da largada não se pagou. O pregão começou com o petróleo em disparada e a tarifa americana de 25% entrando em vigor, e terminou com o Ibovespa subindo 2,44%, aos 177.547 pontos, na máxima do mês. Foram 77 altas contra seis quedas entre os 83 papéis do Radar, com giro perto de R$ 17,7 bilhões. A WEG disparou 10,05% depois do balanço, a Vale subiu 3,96% em dia de prévia e assembleia do conselho e a Petrobras avançou 2,21% com o Brent perto de US$ 94. Por trás, o dólar cedeu a R$ 5,07 e o fluxo estrangeiro entrou.

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Como foi o pregão

O número do fechamento foi a manchete: o Ibovespa subiu 2,44%, aos 177.547,57 pontos, a maior alta em semanas, com 77 altas contra seis quedas e nenhum estável entre os 83 papéis do Radar, e giro somado perto de R$ 17,7 bilhões. O dia desmentiu o roteiro da largada, que temia o petróleo caro e a tarifa em vigor travando a bolsa pela inflação. A estrela foi a WEG, que disparou 10,05% depois do balanço do segundo trimestre, lido como alívio, e puxou o índice pelo peso. A Vale subiu 3,96% somando a prévia forte de produção à assembleia que elegeu Manuel Lino Oliveira, o Ollie, para a presidência do conselho, mesmo com o minério caindo na China. O petróleo firme, com o Brent perto de US$ 94, levantou a Petrobras, que avançou 2,21% na preferencial, e os bancos acompanharam, com a B3 subindo 4,81% e o BTG 2,98%, num sinal de que a curva de juro não comprou a inflação. Por trás de tudo, o dólar cedeu para perto de R$ 5,07 e o fluxo estrangeiro entrou, atraído pelo desconto de preço da bolsa, com o governo anunciando cerca de R$ 18,5 bilhões em crédito para amortecer o tarifaço.

O que moveu o dia

As três camadas do dia

20 mais líquidos (fechamento)

Entre os papéis de maior giro, a WEG disparou após o balanço, a B3 e a Vale acompanharam e a Vibra subiu com o petróleo; do lado fraco, só a Vivo caiu, com a Caixa Seguridade e os bancos-âncora entre as menores altas.

MAIORES ALTAS
WEGE3+10,05%
B3SA3+4,81%
VALE3+3,96%
VBBR3+3,03%
BPAC11+2,98%
MAIORES BAIXAS
VIVT3-1,17%
CXSE3+0,40%
ITUB4+0,87%
BBAS3+1,01%
EMBJ3+1,38%

BESST (fechamento)

No BESST, saneamento e seguros lideraram, com bancos e energia atrás; só a telecom fechou em queda, com a TIM em dia de pagamento de proventos e a Vivo em queda.

MAIORES ALTAS
PSSA3+3,68%
CPLE3+3,03%
AURE3+3,03%
BPAC11+2,98%
ENGI11+2,57%
MAIORES BAIXAS
TIMS3-2,43%
LIGT3-1,30%
VIVT3-1,17%
EGIE3-0,13%
ISAE4+0,35%

Mercado geral (fechamento)

A WEG liderou toda a bolsa após o balanço, com siderurgia, petroquímica e proteína logo atrás. Só seis papéis dos 83 acompanhados fecharam em queda, puxados pela telecom e por nomes que ficaram ex.

MAIORES ALTAS
WEGE3+10,05%
CSNA3+6,32%
BRKM5+6,30%
MBRF3+6,09%
B3SA3+4,81%
MAIORES BAIXAS
TIMS3-2,43%
VIVT3-1,17%
YDUQ3-0,77%
NATU3-0,34%
EGIE3-0,13%

Os números do fechamento

Ibovespa177.547

Subiu 2,44%, aos 177.547,57 pontos, a maior alta em semanas, com 77 altas contra seis quedas entre os 83 papéis do Radar e giro somado perto de R$ 17,7 bilhões

BOVA11R$ 174,70

O ETF que segue o Ibovespa subiu 2,56%, a R$ 174,70

Dólar (fechamento)R$ 5,07

Ficou perto de R$ 5,07 à vista, em leve baixa, sem reagir ao petróleo com estresse; o real firme reflete o apetite a risco e o fluxo estrangeiro

BrentUS$ 94,07

Fechou em alta de 3,36%, a US$ 94,07, na quarta sessão seguida de ganho, com a escalada entre Estados Unidos e Irã sustentando o prêmio de risco

Wall Streetperto da estabilidade

O Nasdaq caiu 0,57%, o S&P 500 ficou perto de 7.499 pontos e o Dow em torno da estabilidade; Alphabet e Tesla reportaram depois do fechamento

Vale, conselho e prévia+3,96%

A assembleia elegeu Manuel Lino Oliveira, o Ollie, apoiado pela Previ, para a presidência do conselho, e Ieda Gomes ficou com a cadeira de Daniel Stieler; a ação subiu 3,96% somando a prévia forte de 84,3 milhões de toneladas, mesmo com o minério caindo na China

Selic14,25%

Segue em 14,25%; o Banco Central decide em 4 e 5 de agosto, com o Focus projetando 14,00% para o fim de 2026

O que fica no radar