FECHAMENTO · TERÇA · 21/07/2026

O Ibovespa fecha de lado, em queda de 0,03%, aos 173.325,65 pontos, na quarta baixa seguida, mas com 50 dos 83 papéis do Radar em queda; o Banco do Brasil e a MBRF seguraram o índice e a saúde desabou com a lei do CEIS.

A calmaria da média foi só aparente. O índice andou 0,03%, mas a maioria da carteira caiu, e o que segurou o número foram os pesos: o Banco do Brasil subiu 3,52% com a medida provisória do crédito do agro, a MBRF liderou com 4,06% e a Petrobras avançou 1,24% na preferencial. Do outro lado, a saúde desabou depois da sanção da lei do complexo industrial do setor, com a Hypera caindo 5,51%, e o bloco de juro longo voltou a ceder mesmo com o dólar mais fraco, a R$ 5,073. Nova York disparou com os chips e o Brasil descolou. A prévia de produção da Vale saiu depois do fechamento.

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Como foi o pregão

O número do fechamento engana. O Ibovespa caiu só 0,03%, aos 173.325,65 pontos, quarta baixa seguida, mas o placar interno ficou em 31 altas contra 50 quedas, com dois papéis estáveis, entre os 83 do Radar, e giro somado de R$ 13,2 bilhões. O que segurou a média foi o topo da carteira: o Banco do Brasil subiu 3,52%, lido como beneficiário da medida provisória de renegociação de dívidas do agronegócio, a MBRF liderou o índice com 4,06%, com a carne fora da lista da tarifa americana, e a Petrobras avançou 1,24% na preferencial e 1,43% na ordinária, com o Brent perto de US$ 89. Do lado oposto, a saúde desabou depois da sanção, na segunda, da lei que institui a Estratégia Nacional do Complexo Econômico-Industrial da Saúde: a Hypera caiu 5,51% e a Rede D’Or 4,32%, um vetor regulatório e específico, não de juro. E o bloco sensível à curva longa voltou a ceder mesmo com o dólar recuando pela quarta vez, a R$ 5,073: a Sabesp caiu 1,31%, a Sanepar 1,18% e a Localiza 2,51%, enquanto a construção ficou dividida, com a Cyrela subindo 0,24%. Lá fora era dia de apetite a risco, com Nova York disparando pela recuperação dos semicondutores, e a bolsa brasileira não embarcou, de olho no Oriente Médio e na prévia da mineradora.

O que moveu o dia

As três camadas do dia

20 mais líquidos (fechamento)

Entre os papéis de maior giro, o Banco do Brasil lidera, com Petrobras e bancos atrás; nas quedas, a Rede D’Or, a WEG e a Embraer.

MAIORES ALTAS
BBAS3+3,52%
PETR4+1,24%
BBDC4+0,76%
ITUB4+0,54%
VALE3+0,43%
MAIORES BAIXAS
RDOR3-4,32%
WEGE3-1,53%
EMBJ3-0,77%
B3SA3-0,59%
VBBR3-0,47%

BESST (fechamento)

No BESST, só bancos e telecom fecharam em alta, com 0,66% e 0,34%; energia caiu 0,81%, seguros 0,64% e saneamento 1,18%, o pior dos cinco blocos.

MAIORES ALTAS
BBAS3+3,52%
BBSE3+1,22%
BBDC4+0,76%
SANB11+0,74%
ITUB4+0,54%
MAIORES BAIXAS
LIGT3-6,12%
CPLE3-2,68%
PSSA3-1,33%
SBSP3-1,31%
SAPR11-1,18%

Mercado geral (fechamento)

A MBRF lidera toda a bolsa, com siderurgia e Banco do Brasil atrás. Nas quedas, saúde, educação e petroquímica, cada uma com o seu vetor próprio.

MAIORES ALTAS
MBRF3+4,06%
USIM5+3,68%
CMIN3+3,53%
BBAS3+3,52%
RECV3+1,77%
MAIORES BAIXAS
HYPE3-5,51%
RDOR3-4,32%
YDUQ3-4,16%
BRKM5-3,87%
AZZA3-3,80%

Os números do fechamento

Ibovespa173.325

Caiu 0,03%, aos 173.325,65 pontos, quarta baixa seguida, com 31 altas contra 50 quedas entre os 83 papéis do Radar e giro somado de R$ 13,2 bilhões

BOVA11R$ 170,34

O ETF que segue o Ibovespa subiu 0,02%, a R$ 170,34

Dólar (fechamento)R$ 5,073

Caiu 0,31% à vista, na quarta baixa seguida; o contrato futuro cedeu 0,39%, aos 5.086,50 pontos

BrentUS$ 89

Fechou perto de US$ 89 por barril, na máxima de cinco semanas, entre a proposta de trégua de 10 dias e o décimo dia de hostilidades

Wall Streetem alta

O S&P 500 subiu 0,90%, aos 7.509 pontos, o Nasdaq 1,30%, aos 25.837, e o Dow Jones 0,70%, aos 52.224, puxados pela recuperação dos semicondutores

Vale, prévia do 2º tri84,3 Mt

Depois do fechamento, a mineradora informou 84,3 milhões de toneladas de minério de ferro no trimestre, alta de 20,9% sobre o primeiro e o melhor 2º trimestre desde 2018, com vendas de 79,7 milhões e guidance de 2026 mantido

Selic14,25%

Segue em 14,25%; o Banco Central decide em 4 e 5 de agosto, com o Focus projetando 14,00% para o fim de 2026

O que fica no radar