O Ibovespa dispara 2,97%, aos 177.866 pontos, em alta ampla: 79 dos 80 papéis do Radar sobem e só a PRIO fica em queda, com o IPCA de junho abaixo do esperado reacendendo a aposta de corte da Selic.
O pregão desta sexta foi de compra generalizada. O Ibovespa saltou 2,97%, aos 177.866 pontos (índice à vista), com o BOVA11 a R$ 175,01 (mais 3,07%). O gatilho foi doméstico: o IPCA de junho veio a 0,16%, abaixo do 0,31% esperado (4,64% em 12 meses), e reacendeu a aposta de corte da Selic. A força veio das siderúrgicas e mineradoras (CMIN3 mais 8,28%, CSNA3 mais 7,92%), da Auren (AURE3 mais 8,22%), do MGLU3 (mais 7,41%) e dos bancos (BTG mais 5,48%, Santander mais 5,22%, Bradesco mais 4,78%, Itaú mais 4,02%), com saneamento e elétricas acompanhando. Na ponta fraca ficaram o petróleo, com a PRIO3 (menos 0,29%) como única baixa e a Petrobras entre as menores altas, e as defensivas, como a ABEV3 (mais 0,64%). Lá fora, Wall Street fechou em alta (Dow mais 0,29%, S&P 500 mais 0,42%, Nasdaq mais 0,29%), com a estreia da SK Hynix (mais 13%), o Brent recuou a US$ 75,92 (menos 0,50%) e o dólar à vista caiu 0,28%, a R$ 5,11, com o real firme.
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O dia foi de apetite por risco com o doméstico no comando. O Ibovespa disparou 2,97%, aos 177.866 pontos, numa alta de base larga: 79 dos 80 papéis do Radar subiram e só a PRIO3 (menos 0,29%) ficou em queda. O estopim foi o IPCA de junho, a 0,16%, abaixo do esperado, que reacendeu a aposta de corte da Selic; os setores sensíveis ao juro reagiram primeiro, com bancos, varejo e construção entre os que mais subiram. A liderança foi da siderurgia e da mineração, com a CMIN3 (mais 8,28%) e a CSNA3 (mais 7,92%) no topo, ao lado da Auren (mais 8,22%) e do MGLU3 (mais 7,41%). A VALE3 subiu de leve (mais 1,41%), colada ao minério estável, e as petroleiras ficaram para trás com o Brent fraco. O dólar à vista caiu a R$ 5,11.
O que moveu o dia
- IPCA de junho veio abaixo do esperado. A inflação ficou em 0,16% (ante 0,31% esperado), com 4,64% em 12 meses; combustíveis e alimentos seguraram o índice, e o resultado reacendeu a aposta de corte da Selic.
- Siderurgia e mineração lideraram. A CMIN3 (mais 8,28%) e a CSNA3 (mais 7,92%) foram as maiores altas; a VALE3 subiu de leve (mais 1,41%), colada ao minério estável na China.
- Bancos e domésticas puxaram o índice. BTG (mais 5,48%), Santander (mais 5,22%), Bradesco (mais 4,78%) e Itaú (mais 4,02%) subiram forte, com o Magazine Luiza (mais 7,41%) e a construção civil em alta.
- Petróleo fraco deixa as petroleiras para trás. O Brent recuou a US$ 75,92 (menos 0,50%) e a PRIO3 foi o único papel do Radar em queda; Wall Street fechou em alta com a estreia da SK Hynix (mais 13%).
As três camadas do dia
20 mais líquidos (fechamento)
Entre os mais líquidos, a alta foi quase geral: BTG, Eneva, Bradesco, Axia Energia e Copasa lideraram; do lado fraco, só a PRIO caiu, com Ambev, Petrobras e Suzano entre as menores altas.
BESST (fechamento)
No bloco BESST, tudo fechou em alta: a Auren disparou e liderou, seguida por BTG, Santander, Eneva e Bradesco; na ponta mais fraca, ABC Brasil, Caixa Seguridade e TIM tiveram as menores altas.
Mercado geral (fechamento)
No mercado geral, a liderança veio da siderurgia e da mineração, com CSN Mineração e CSN à frente, ao lado de Aura, Magazine Luiza e Cogna; do lado das quedas, só a PRIO recuou, com Brava, Ambev, Klabin e Embraer entre as menores altas.
Os números do fechamento
Disparou 2,97%, aos 177.866 pontos, numa alta de base larga, com 79 dos 80 papéis do Radar em alta e só a PRIO em queda
O ETF que segue o Ibovespa subiu 3,07%, a R$ 175,01, acompanhando o índice
O dólar à vista caiu 0,28%, a R$ 5,11, com o real firme no dia do IPCA
Veio a 0,16%, abaixo do 0,31% esperado (4,64% em 12 meses); combustíveis e alimentos seguraram o índice e reacenderam a aposta de corte da Selic
O Dow subiu 0,29% (52.637), o S&P 500 ganhou 0,42% (7.575) e o Nasdaq avançou 0,29% (26.282), com a estreia da SK Hynix (mais 13%)
Recuou 0,50%, a US$ 75,92, e acumula cerca de 16% de queda no mês; barril fraco deixa as petroleiras para trás, com a PRIO em queda
O contrato de Dalian fechou em alta de 0,27% (745,5 yuans), entre o risco de greve na BHP e a demanda mais fraca na China; a Vale seguiu colada à commodity
Segue em 14,25%; o IPCA fraco reacendeu a aposta de corte, mas o mercado segue dividido para o Copom de 4 e 5 de agosto
O que fica no radar
- Copom em 4 e 5 de agosto. O IPCA de junho abaixo do esperado reacendeu a aposta de corte da Selic (hoje em 14,25%), mas o mercado segue dividido, com a inflação de 2026 projetada acima do teto.
- Tarifaço em 15/07. O prazo para a tarifa de 25% dos Estados Unidos ao Brasil, com risco de chegar a 37,5% em alguns setores, segue no radar; qualquer sinal move exportadoras e o câmbio.
- Guerra no Oriente Médio. Novos ataques tensionaram o cessar-fogo, mas os Estados Unidos dizem manter a negociação aberta; enquanto o fornecimento não é cortado, o prêmio do barril entra e sai rápido.
- Dividendo em foco. A LREN3 e a VIVT3 pagam em 14/07 e a TIMS3 em 22/07; a próxima data-com de pagador perene é a da CXSE3, em 03/08.
- Vale e balanços. A VALE3 divulga produção em 21/07 e resultado em 30/07; a temporada do 2T começa no início de agosto.
