FECHAMENTO · SEXTA · 10/07/2026

O Ibovespa dispara 2,97%, aos 177.866 pontos, em alta ampla: 79 dos 80 papéis do Radar sobem e só a PRIO fica em queda, com o IPCA de junho abaixo do esperado reacendendo a aposta de corte da Selic.

O pregão desta sexta foi de compra generalizada. O Ibovespa saltou 2,97%, aos 177.866 pontos (índice à vista), com o BOVA11 a R$ 175,01 (mais 3,07%). O gatilho foi doméstico: o IPCA de junho veio a 0,16%, abaixo do 0,31% esperado (4,64% em 12 meses), e reacendeu a aposta de corte da Selic. A força veio das siderúrgicas e mineradoras (CMIN3 mais 8,28%, CSNA3 mais 7,92%), da Auren (AURE3 mais 8,22%), do MGLU3 (mais 7,41%) e dos bancos (BTG mais 5,48%, Santander mais 5,22%, Bradesco mais 4,78%, Itaú mais 4,02%), com saneamento e elétricas acompanhando. Na ponta fraca ficaram o petróleo, com a PRIO3 (menos 0,29%) como única baixa e a Petrobras entre as menores altas, e as defensivas, como a ABEV3 (mais 0,64%). Lá fora, Wall Street fechou em alta (Dow mais 0,29%, S&P 500 mais 0,42%, Nasdaq mais 0,29%), com a estreia da SK Hynix (mais 13%), o Brent recuou a US$ 75,92 (menos 0,50%) e o dólar à vista caiu 0,28%, a R$ 5,11, com o real firme.

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Como foi o pregão

O dia foi de apetite por risco com o doméstico no comando. O Ibovespa disparou 2,97%, aos 177.866 pontos, numa alta de base larga: 79 dos 80 papéis do Radar subiram e só a PRIO3 (menos 0,29%) ficou em queda. O estopim foi o IPCA de junho, a 0,16%, abaixo do esperado, que reacendeu a aposta de corte da Selic; os setores sensíveis ao juro reagiram primeiro, com bancos, varejo e construção entre os que mais subiram. A liderança foi da siderurgia e da mineração, com a CMIN3 (mais 8,28%) e a CSNA3 (mais 7,92%) no topo, ao lado da Auren (mais 8,22%) e do MGLU3 (mais 7,41%). A VALE3 subiu de leve (mais 1,41%), colada ao minério estável, e as petroleiras ficaram para trás com o Brent fraco. O dólar à vista caiu a R$ 5,11.

O que moveu o dia

As três camadas do dia

20 mais líquidos (fechamento)

Entre os mais líquidos, a alta foi quase geral: BTG, Eneva, Bradesco, Axia Energia e Copasa lideraram; do lado fraco, só a PRIO caiu, com Ambev, Petrobras e Suzano entre as menores altas.

MAIORES ALTAS
BPAC11+5,48%
ENEV3+5,15%
BBDC4+4,78%
AXIA3+4,65%
CSMG3+4,57%
MAIORES BAIXAS
PRIO3-0,29%
ABEV3+0,64%
PETR4+1,12%
SUZB3+1,27%
VALE3+1,41%

BESST (fechamento)

No bloco BESST, tudo fechou em alta: a Auren disparou e liderou, seguida por BTG, Santander, Eneva e Bradesco; na ponta mais fraca, ABC Brasil, Caixa Seguridade e TIM tiveram as menores altas.

MAIORES ALTAS
AURE3+8,22%
BPAC11+5,48%
SANB11+5,22%
ENEV3+5,15%
BBDC3+4,84%
MAIORES BAIXAS
ABCB4+1,34%
CXSE3+2,13%
TIMS3+2,20%
ISAE4+2,28%
EGIE3+2,94%

Mercado geral (fechamento)

No mercado geral, a liderança veio da siderurgia e da mineração, com CSN Mineração e CSN à frente, ao lado de Aura, Magazine Luiza e Cogna; do lado das quedas, só a PRIO recuou, com Brava, Ambev, Klabin e Embraer entre as menores altas.

MAIORES ALTAS
CMIN3+8,28%
AURE3+8,22%
CSNA3+7,92%
MGLU3+7,41%
COGN3+6,67%
MAIORES BAIXAS
PRIO3-0,29%
BRAV3+0,32%
ABEV3+0,64%
KLBN11+0,80%
EMBJ3+0,88%

Os números do fechamento

Ibovespa177.866

Disparou 2,97%, aos 177.866 pontos, numa alta de base larga, com 79 dos 80 papéis do Radar em alta e só a PRIO em queda

BOVA11R$ 175,01

O ETF que segue o Ibovespa subiu 3,07%, a R$ 175,01, acompanhando o índice

Dólar (fechamento)R$ 5,11

O dólar à vista caiu 0,28%, a R$ 5,11, com o real firme no dia do IPCA

IPCA de junho+0,16%

Veio a 0,16%, abaixo do 0,31% esperado (4,64% em 12 meses); combustíveis e alimentos seguraram o índice e reacenderam a aposta de corte da Selic

Wall Streetem alta

O Dow subiu 0,29% (52.637), o S&P 500 ganhou 0,42% (7.575) e o Nasdaq avançou 0,29% (26.282), com a estreia da SK Hynix (mais 13%)

BrentUS$ 75,92

Recuou 0,50%, a US$ 75,92, e acumula cerca de 16% de queda no mês; barril fraco deixa as petroleiras para trás, com a PRIO em queda

Minério~US$ 110

O contrato de Dalian fechou em alta de 0,27% (745,5 yuans), entre o risco de greve na BHP e a demanda mais fraca na China; a Vale seguiu colada à commodity

Selic14,25%

Segue em 14,25%; o IPCA fraco reacendeu a aposta de corte, mas o mercado segue dividido para o Copom de 4 e 5 de agosto

O que fica no radar