FECHAMENTO · TERÇA · 07/07/2026

O Ibovespa fecha em leve baixa de 0,25%, aos 172.021 pontos, recuperando da mínima do dia e descolando de Wall Street, que caiu numa nova rotação para fora da inteligência artificial: o petróleo em alta sustentou as petroleiras e as elétricas seguraram, enquanto a Vale, a siderurgia, os bancos e os seguros pesaram.

O Ibovespa fechou esta terça-feira colado na linha d'água e descolou de uma Nova York que caiu. O índice à vista terminou aos 172.021 pontos, em queda de 0,25%, recuperando da mínima do dia e da tarde (-0,40%) e bem menos que os 0,93% da segunda. Em Nova York, o dia foi de nova rotação para fora da inteligência artificial: o Nasdaq recuou cerca de 1,3%, o S&P 500 cerca de 0,6% e o Dow devolveu parte do recorde (-0,4%) depois de renovar a máxima no intradiário; a Micron caiu perto de 7% e o ETF de semicondutores (SMH) recuou mais de 5%, com a SpaceX perdendo perto de 5% no dia da estreia no Nasdaq-100. O contraponto veio do petróleo: o Brent saltou mais de 2%, para perto de US$ 73,75, depois de o Irã atacar um navio de gás natural liquefeito do Catar perto do Estreito de Ormuz, reacendendo o prêmio de risco geopolítico. Por aqui, PRIO (+4,97%), Petrobras (PETR3 +2,65%, PETR4 +1,77%) e a Vibra (+2,46%) puxaram a ponta de cima, com a energia elétrica em alta (ISA Energia +2,47%, Engie +1,90%), enquanto a Vale (-2,04%) e a siderurgia (Usiminas -3,21%) pesaram com o minério perto de US$ 98; a CSN Mineração destoou e subiu 5,08%. Os bancos (-0,60%) e os seguros (-0,82%) fecharam em queda, e o dólar virou para cima, a R$ 5,19 (+0,66%), com o real perdendo força ao longo do dia.

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Como foi o pregão

O dia foi de recuperação ao longo da sessão e de descolamento de Nova York. O Ibovespa fechou em queda de 0,25%, aos 172.021 pontos, melhor que a tarde (-0,40%) e que a mínima do dia, enquanto Wall Street caía numa nova rotação para fora da inteligência artificial: o Nasdaq recuou cerca de 1,3%, o S&P 500 cerca de 0,6% e o Dow devolveu parte do recorde. O que segurou a bolsa aqui foi o petróleo: o Brent saltou mais de 2%, para perto de US$ 73,75, depois de um ataque a um navio de gás no Estreito de Ormuz, e sustentou as petroleiras (PRIO +4,97%, PETR3 +2,65%, PETR4 +1,77%, Vibra +2,46%); a energia elétrica foi o único bloco claramente em alta (mais 0,85%), com ISA Energia (+2,47%) e Engie (+1,90%) à frente. Do lado fraco, a Vale (-2,04%) e a siderurgia (Usiminas -3,21%) pesaram com o minério perto de US$ 98, e os bancos (-0,60%) e os seguros (-0,82%) fecharam em queda; a CSN Mineração (+5,08%) destoou. O dólar virou para cima, a R$ 5,19, com o real perdendo força.

O que moveu o dia

As três camadas do dia

Os 20 mais líquidos (fechamento)

Entre os mais líquidos, a alta veio das petroleiras e da energia: PRIO, Petrobras (PETR3), Vibra, Petrobras (PETR4) e Energisa fecharam em alta; do lado fraco, num dia de queda, Lojas Renner, Localiza, Vale, Ambev e Embraer lideraram as perdas.

MAIORES ALTAS
PRIO3+4,97%
PETR3+2,65%
VBBR3+2,46%
PETR4+1,77%
ENGI11+1,74%
MAIORES BAIXAS
LREN3-3,12%
RENT3-3,05%
VALE3-2,04%
ABEV3-1,70%
EMBJ3-1,12%

BESST (fechamento)

No bloco BESST, a energia dominou a ponta de cima: ISA Energia, Engie, Caixa Seguridade e CPFL fecharam em alta, com a Cemig acompanhando; a ponta fraca veio dos seguros e dos bancos, com Porto Seguro, Santander, BTG, Sabesp e Bradesco liderando as quedas.

MAIORES ALTAS
ISAE4+2,47%
EGIE3+1,90%
CXSE3+1,51%
CPFE3+1,25%
CMIG4+0,46%
MAIORES BAIXAS
PSSA3-3,56%
SANB11-2,62%
BPAC11-1,50%
SBSP3-0,81%
BBDC4-0,56%

Mercado geral (fechamento)

No mercado geral, a alta se concentrou em mineração de caso próprio, petróleo e agro: CSN Mineração, PRIO, Azzas, SLC Agrícola e Petrobras (PETR3) subiram; do lado das quedas, os frigoríficos e os domésticos dominaram, com Marfrig, C&A, Yduqs, Porto Seguro e Direcional entre as maiores baixas.

MAIORES ALTAS
CMIN3+5,08%
PRIO3+4,97%
AZZA3+3,61%
SLCE3+2,81%
PETR3+2,65%
MAIORES BAIXAS
MBRF3-4,14%
CEAB3-4,13%
YDUQ3-3,80%
PSSA3-3,56%
DIRR3-3,39%

Os números do fechamento

Ibovespa172.021

Fechou em queda de 0,25%, aos 172.021 pontos, recuperando da mínima do dia; descolou de Wall Street, que caiu numa nova rotação para fora da inteligência artificial

Dólar (fechamento)R$ 5,19

Virou para cima, mais 0,66% no dia, com o real perdendo força ao longo do pregão conforme o exterior piorou

Giro financeiroR$ 15,3 bi

Volume do pregão do Ibovespa, dentro da média, num dia de recuperação ao longo da sessão

Wall Streetchips caem

O Nasdaq recuou cerca de 1,3%, o S&P 500 cerca de 0,6% e o Dow devolveu parte do recorde (-0,4%); a Micron caiu perto de 7% e o ETF de chips recuou mais de 5%

Energia e seguros+0,85% e -0,82%

A energia elétrica foi o único bloco claramente em alta; os seguros, o pior do dia; os bancos recuaram 0,60% e o saneamento fechou de leve em alta (mais 0,08%)

BrentUS$ 73,75

Saltou mais de 2% depois de o Irã atacar um navio de gás natural liquefeito perto do Estreito de Ormuz; prêmio de risco geopolítico de volta

Minério~US$ 98

Seguiu perto de US$ 98, nas mínimas de mais de quatro meses, com a demanda de aço fraca na China; manteve a Vale e a siderurgia pressionadas

Selic14,25%

O BC cortou em junho e pediu cautela; o Focus vê o juro terminando 2026 em 14,00%, e o IPCA de sexta ajuda a calibrar

O que fica no radar