O Ibovespa fecha em leve baixa de 0,25%, aos 172.021 pontos, recuperando da mínima do dia e descolando de Wall Street, que caiu numa nova rotação para fora da inteligência artificial: o petróleo em alta sustentou as petroleiras e as elétricas seguraram, enquanto a Vale, a siderurgia, os bancos e os seguros pesaram.
O Ibovespa fechou esta terça-feira colado na linha d'água e descolou de uma Nova York que caiu. O índice à vista terminou aos 172.021 pontos, em queda de 0,25%, recuperando da mínima do dia e da tarde (-0,40%) e bem menos que os 0,93% da segunda. Em Nova York, o dia foi de nova rotação para fora da inteligência artificial: o Nasdaq recuou cerca de 1,3%, o S&P 500 cerca de 0,6% e o Dow devolveu parte do recorde (-0,4%) depois de renovar a máxima no intradiário; a Micron caiu perto de 7% e o ETF de semicondutores (SMH) recuou mais de 5%, com a SpaceX perdendo perto de 5% no dia da estreia no Nasdaq-100. O contraponto veio do petróleo: o Brent saltou mais de 2%, para perto de US$ 73,75, depois de o Irã atacar um navio de gás natural liquefeito do Catar perto do Estreito de Ormuz, reacendendo o prêmio de risco geopolítico. Por aqui, PRIO (+4,97%), Petrobras (PETR3 +2,65%, PETR4 +1,77%) e a Vibra (+2,46%) puxaram a ponta de cima, com a energia elétrica em alta (ISA Energia +2,47%, Engie +1,90%), enquanto a Vale (-2,04%) e a siderurgia (Usiminas -3,21%) pesaram com o minério perto de US$ 98; a CSN Mineração destoou e subiu 5,08%. Os bancos (-0,60%) e os seguros (-0,82%) fecharam em queda, e o dólar virou para cima, a R$ 5,19 (+0,66%), com o real perdendo força ao longo do dia.
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O dia foi de recuperação ao longo da sessão e de descolamento de Nova York. O Ibovespa fechou em queda de 0,25%, aos 172.021 pontos, melhor que a tarde (-0,40%) e que a mínima do dia, enquanto Wall Street caía numa nova rotação para fora da inteligência artificial: o Nasdaq recuou cerca de 1,3%, o S&P 500 cerca de 0,6% e o Dow devolveu parte do recorde. O que segurou a bolsa aqui foi o petróleo: o Brent saltou mais de 2%, para perto de US$ 73,75, depois de um ataque a um navio de gás no Estreito de Ormuz, e sustentou as petroleiras (PRIO +4,97%, PETR3 +2,65%, PETR4 +1,77%, Vibra +2,46%); a energia elétrica foi o único bloco claramente em alta (mais 0,85%), com ISA Energia (+2,47%) e Engie (+1,90%) à frente. Do lado fraco, a Vale (-2,04%) e a siderurgia (Usiminas -3,21%) pesaram com o minério perto de US$ 98, e os bancos (-0,60%) e os seguros (-0,82%) fecharam em queda; a CSN Mineração (+5,08%) destoou. O dólar virou para cima, a R$ 5,19, com o real perdendo força.
O que moveu o dia
- Petróleo dispara com ataque em Ormuz. O Irã atacou um navio de gás natural liquefeito do Catar perto do Estreito de Ormuz, e o Brent saltou mais de 2%, para perto de US$ 73,75; o prêmio de risco geopolítico voltou e deu fôlego às petroleiras.
- Rotação para fora da IA em Nova York. O Nasdaq recuou cerca de 1,3% e o Dow devolveu parte do recorde; a Micron caiu perto de 7% e o ETF de semicondutores recuou mais de 5%, num movimento que começou com o tombo da Ásia de madrugada.
- Vale e siderurgia pesaram. Com o minério perto de US$ 98, a Vale (-2,04%) e a Usiminas (-3,21%) ficaram na ponta fraca; a CSN Mineração (+5,08%) destoou por gatilho próprio.
- Bancos e seguros em queda. O bloco financeiro fechou em baixa (bancos -0,60%, seguros -0,82%), com Porto Seguro, Santander e BTG à frente das quedas; a Caixa Seguridade (+1,51%) foi exceção. A B3 pagou JCP hoje.
As três camadas do dia
Os 20 mais líquidos (fechamento)
Entre os mais líquidos, a alta veio das petroleiras e da energia: PRIO, Petrobras (PETR3), Vibra, Petrobras (PETR4) e Energisa fecharam em alta; do lado fraco, num dia de queda, Lojas Renner, Localiza, Vale, Ambev e Embraer lideraram as perdas.
BESST (fechamento)
No bloco BESST, a energia dominou a ponta de cima: ISA Energia, Engie, Caixa Seguridade e CPFL fecharam em alta, com a Cemig acompanhando; a ponta fraca veio dos seguros e dos bancos, com Porto Seguro, Santander, BTG, Sabesp e Bradesco liderando as quedas.
Mercado geral (fechamento)
No mercado geral, a alta se concentrou em mineração de caso próprio, petróleo e agro: CSN Mineração, PRIO, Azzas, SLC Agrícola e Petrobras (PETR3) subiram; do lado das quedas, os frigoríficos e os domésticos dominaram, com Marfrig, C&A, Yduqs, Porto Seguro e Direcional entre as maiores baixas.
Os números do fechamento
Fechou em queda de 0,25%, aos 172.021 pontos, recuperando da mínima do dia; descolou de Wall Street, que caiu numa nova rotação para fora da inteligência artificial
Virou para cima, mais 0,66% no dia, com o real perdendo força ao longo do pregão conforme o exterior piorou
Volume do pregão do Ibovespa, dentro da média, num dia de recuperação ao longo da sessão
O Nasdaq recuou cerca de 1,3%, o S&P 500 cerca de 0,6% e o Dow devolveu parte do recorde (-0,4%); a Micron caiu perto de 7% e o ETF de chips recuou mais de 5%
A energia elétrica foi o único bloco claramente em alta; os seguros, o pior do dia; os bancos recuaram 0,60% e o saneamento fechou de leve em alta (mais 0,08%)
Saltou mais de 2% depois de o Irã atacar um navio de gás natural liquefeito perto do Estreito de Ormuz; prêmio de risco geopolítico de volta
Seguiu perto de US$ 98, nas mínimas de mais de quatro meses, com a demanda de aço fraca na China; manteve a Vale e a siderurgia pressionadas
O BC cortou em junho e pediu cautela; o Focus vê o juro terminando 2026 em 14,00%, e o IPCA de sexta ajuda a calibrar
O que fica no radar
- Vendas no varejo e atas do Fomc na quarta. Em 08/07 saem as vendas no varejo do Brasil, que medem o fôlego do consumo, e as atas da última reunião do Fed, que costumam mexer com a curva americana e o apetite por risco.
- IPCA de junho na sexta. O índice oficial de inflação sai em 10/07 e é o dado doméstico central da semana; ajuda a calibrar quanto a Selic ainda pode ceder.
- Tarifaço no radar. O prazo legal para as tarifas de 25% dos Estados Unidos ao Brasil é 15/07; a audiência pública foi na segunda (06/07) e as negociações seguem. É o vetor doméstico de maior peso.
- Dividendo em foco. A Rede D'Or paga JCP na quarta (08/07), e Renner e Vivo pagam em 14/07; a BB Seguridade anunciou R$ 3,85 bilhões, com data após o balanço de 03/08.
- Vale e balanços. A Vale divulga produção em 21/07 e resultado em 30/07; a temporada do 2T26 começa no início de agosto, junto do próximo Copom.
