O Ibovespa fechou em baixa de 0,93%, aos 172.448 pontos, recuperando parte da queda no fim do pregão e destoando de uma Nova York que renovou recorde no Dow: educação, varejo e construção lideraram as perdas e as commodities resistiram.
O Ibovespa fechou esta segunda-feira em baixa e descolou de uma Nova York que renovou máximas. O índice à vista caiu 0,93%, aos 172.448 pontos, recuperando parte da queda depois de chegar a ceder 1,21% no meio do pregão. O contraste com o exterior foi o traço do dia: o Dow Jones subiu 0,29% e bateu recorde de fechamento acima de 53 mil pontos, o S&P 500 avançou 0,72% e a Nasdaq ganhou 1,12%, puxados pela tecnologia e pelos chips. A pressão aqui foi doméstica, com o mercado digerindo o temor das tarifas dos Estados Unidos ao Brasil e realizando lucros após a sexta ter fechado perto da máxima. As perdas se concentraram nos papéis do ciclo interno: educação com Yduqs (-4,19%) e Cogna (-2,60%), varejo com Lojas Renner (-4,80%), tecnologia doméstica com Totvs (-4,97%), construção com Cyrela (-3,46%), Cury (-3,24%) e Direcional (-2,80%), além de locadoras como Localiza (-2,73%). Na contramão, resistiram os ligados a commodity e exportação, com Brava (+3,29%), Gerdau (+1,87%) e Metalúrgica Gerdau (+1,48%), Embraer (+1,72%), Cosan (+1,59%) e PRIO (+1,15%); a RD Saúde (+2,78%) subiu mesmo negociando ex-proventos. No câmbio, o dólar recuou, com o real ganhando força, cotado perto de R$ 5,16 no fechamento. O Brent fechou pouco mudado, em US$ 72, depois de a OPEP+ elevar a produção de agosto, e o minério seguiu perto de US$ 98 a US$ 100, nas mínimas do ano.
📥Newsletter desta ediçãoA versão que foi para o e-mail, com o Olho no Setor do dia. 🧭Cenário do diaA leitura macro em vigor neste dia: os vetores e como cada setor tende a reagir.Como foi o pregão
O dia foi de queda espalhada e de descolamento de Nova York. O Ibovespa fechou em baixa de 0,93%, aos 172.448 pontos, recuperando parte da perda depois de ceder 1,21% no meio do pregão, enquanto Wall Street renovava máximas: o Dow subiu 0,29% e bateu recorde acima de 53 mil pontos, o S&P 500 ganhou 0,72% e a Nasdaq 1,12%, puxados pela tecnologia e pelos chips. A pressão aqui foi doméstica, com o mercado digerindo o temor das tarifas dos Estados Unidos ao Brasil e realizando lucros após a sexta ter fechado perto da máxima. As perdas se concentraram no ciclo interno: educação (Yduqs -4,19%, Cogna -2,60%), varejo (Lojas Renner -4,80%), tecnologia doméstica (Totvs -4,97%) e construção (Cyrela -3,46%, Cury -3,24%, Direcional -2,80%), além de locadoras como Localiza (-2,73%). Na contramão, resistiram os ligados a commodity e exportação, com Brava (+3,29%), Gerdau (+1,87%), Embraer (+1,72%), Cosan (+1,59%) e PRIO (+1,15%); a RD Saúde (+2,78%) subiu mesmo negociando ex. O dólar recuou a R$ 5,16, com o real ganhando força; o Brent fechou em US$ 72 e o minério seguiu perto de US$ 98 a US$ 100.
O que moveu o dia
- Descolamento de Nova York. A B3 fechou em baixa enquanto o Dow batia recorde acima de 53 mil e a Nasdaq subia com a tecnologia; a pressão aqui foi doméstica, ligada ao temor do tarifaço e à realização após a sexta.
- Domésticos lideraram as perdas. Educação, varejo, tecnologia doméstica e construção ficaram entre as maiores baixas, pressionados pelo humor com risco e pela leitura de tarifa.
- Commodities resistiram. Brava, Gerdau, Metalúrgica Gerdau, Embraer, Cosan e PRIO fecharam em alta, menos expostas à leitura de tarifa; a Embraer veio de entrega recorde no 2T.
- Dividendo em dia de ex. A RADL3 e o Bradesco passaram a negociar ex; a RD Saúde ainda assim subiu, e o Bradesco ajustou tecnicamente no preço.
As três camadas do dia
Os 20 mais líquidos (fechamento)
Entre os mais líquidos, a alta veio dos ligados a commodity e de defensivos: Gerdau, Embraer, Ultrapar, PRIO e Copasa fecharam em alta; do lado fraco, num dia de queda, Localiza, Ambev, Sabesp, Rede D'Or e Vale lideraram as perdas.
BESST (fechamento)
No bloco BESST, poucos ficaram em alta: a defesa veio de Copasa, das seguradoras (Caixa Seguridade, BB Seguridade) e do ABC Brasil, com a Engie no zero a zero; a ponta fraca se concentrou em saneamento e energia, com Sanepar, Sabesp, Taesa e CPFL liderando as quedas.
Mercado geral (fechamento)
No mercado geral, a alta se concentrou em commodity e em nomes próprios: Brava, RD Saúde, Auren, Gerdau e Azzas subiram; do lado das quedas, os domésticos dominaram, com Totvs, Lojas Renner, Yduqs, Braskem e Marcopolo entre as maiores baixas do dia.
Os números do fechamento
Fechou em baixa de 0,93%, aos 172.448 pontos, recuperando parte da queda depois de ceder 1,21% no intradia; descolou de Nova York, que renovou máximas
Recuou, com o real ganhando força; o dólar global rondou a mínima de duas semanas, com o mercado reduzindo apostas de corte de juro nos Estados Unidos
Volume do pregão do Ibovespa, dentro da média, num dia de queda espalhada e realização após a sexta perto da máxima
O Dow subiu 0,29% e fechou acima de 53 mil pela primeira vez (53.056), o S&P ganhou 0,72% e a Nasdaq 1,12%, puxados pela tecnologia; o Brasil destoou
Os setores mais pressionados, com Sanepar e Sabesp à frente das quedas; bancos (-0,63%) foram o menos ruim entre os grandes blocos
Fechou pouco mudado, em US$ 71,99, nas mínimas do ano, após a OPEP+ elevar a produção de agosto e a Arábia Saudita cortar o preço de venda
Seguiu na casa de US$ 98 a US$ 100, tentando reagir das mínimas de cerca de um ano, com a China restringindo a Fortescue mas estoques recordes nos portos
O BC cortou em junho e pediu cautela; a produção industrial fraca de maio reforça a chance de novo corte, com o Focus vendo 14,00% no fim do ano
O que fica no radar
- Tarifaço no radar. O temor com as tarifas dos Estados Unidos ao Brasil segue como o vetor doméstico a acompanhar, capaz de manter a bolsa descolada de Nova York.
- Atas do Fomc na quarta. Saem em 08/07 e ajudam a calibrar a leitura do próximo passo do Fed; o ISM de serviços de junho saiu em 54,0, ainda em expansão.
- Dividendo em foco. A B3 paga JCP na terça (07/07) e a Rede D'Or na quarta (08/07); a BB Seguridade anunciou R$ 3,85 bilhões, sem data ainda, e a Sanepar suspendeu o JCP do semestre.
- Vale e balanços. A Vale divulga produção em 21/07 e resultado em 30/07; a temporada do 2T26 começa no início de agosto, junto do próximo Copom.
- Petróleo nas mínimas. O Brent ronda US$ 72, com excesso de oferta após a OPEP+ e o corte saudita; barril baixo é neutro a levemente negativo para Petrobras e PRIO, com foco no payout.
