FECHAMENTO · SEGUNDA · 06/07/2026

O Ibovespa fechou em baixa de 0,93%, aos 172.448 pontos, recuperando parte da queda no fim do pregão e destoando de uma Nova York que renovou recorde no Dow: educação, varejo e construção lideraram as perdas e as commodities resistiram.

O Ibovespa fechou esta segunda-feira em baixa e descolou de uma Nova York que renovou máximas. O índice à vista caiu 0,93%, aos 172.448 pontos, recuperando parte da queda depois de chegar a ceder 1,21% no meio do pregão. O contraste com o exterior foi o traço do dia: o Dow Jones subiu 0,29% e bateu recorde de fechamento acima de 53 mil pontos, o S&P 500 avançou 0,72% e a Nasdaq ganhou 1,12%, puxados pela tecnologia e pelos chips. A pressão aqui foi doméstica, com o mercado digerindo o temor das tarifas dos Estados Unidos ao Brasil e realizando lucros após a sexta ter fechado perto da máxima. As perdas se concentraram nos papéis do ciclo interno: educação com Yduqs (-4,19%) e Cogna (-2,60%), varejo com Lojas Renner (-4,80%), tecnologia doméstica com Totvs (-4,97%), construção com Cyrela (-3,46%), Cury (-3,24%) e Direcional (-2,80%), além de locadoras como Localiza (-2,73%). Na contramão, resistiram os ligados a commodity e exportação, com Brava (+3,29%), Gerdau (+1,87%) e Metalúrgica Gerdau (+1,48%), Embraer (+1,72%), Cosan (+1,59%) e PRIO (+1,15%); a RD Saúde (+2,78%) subiu mesmo negociando ex-proventos. No câmbio, o dólar recuou, com o real ganhando força, cotado perto de R$ 5,16 no fechamento. O Brent fechou pouco mudado, em US$ 72, depois de a OPEP+ elevar a produção de agosto, e o minério seguiu perto de US$ 98 a US$ 100, nas mínimas do ano.

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Como foi o pregão

O dia foi de queda espalhada e de descolamento de Nova York. O Ibovespa fechou em baixa de 0,93%, aos 172.448 pontos, recuperando parte da perda depois de ceder 1,21% no meio do pregão, enquanto Wall Street renovava máximas: o Dow subiu 0,29% e bateu recorde acima de 53 mil pontos, o S&P 500 ganhou 0,72% e a Nasdaq 1,12%, puxados pela tecnologia e pelos chips. A pressão aqui foi doméstica, com o mercado digerindo o temor das tarifas dos Estados Unidos ao Brasil e realizando lucros após a sexta ter fechado perto da máxima. As perdas se concentraram no ciclo interno: educação (Yduqs -4,19%, Cogna -2,60%), varejo (Lojas Renner -4,80%), tecnologia doméstica (Totvs -4,97%) e construção (Cyrela -3,46%, Cury -3,24%, Direcional -2,80%), além de locadoras como Localiza (-2,73%). Na contramão, resistiram os ligados a commodity e exportação, com Brava (+3,29%), Gerdau (+1,87%), Embraer (+1,72%), Cosan (+1,59%) e PRIO (+1,15%); a RD Saúde (+2,78%) subiu mesmo negociando ex. O dólar recuou a R$ 5,16, com o real ganhando força; o Brent fechou em US$ 72 e o minério seguiu perto de US$ 98 a US$ 100.

O que moveu o dia

As três camadas do dia

Os 20 mais líquidos (fechamento)

Entre os mais líquidos, a alta veio dos ligados a commodity e de defensivos: Gerdau, Embraer, Ultrapar, PRIO e Copasa fecharam em alta; do lado fraco, num dia de queda, Localiza, Ambev, Sabesp, Rede D'Or e Vale lideraram as perdas.

MAIORES ALTAS
GGBR4+1,87%
EMBJ3+1,72%
UGPA3+1,49%
PRIO3+1,15%
CSMG3+0,63%
MAIORES BAIXAS
RENT3-2,73%
ABEV3-2,52%
SBSP3-2,17%
RDOR3-2,10%
VALE3-1,33%

BESST (fechamento)

No bloco BESST, poucos ficaram em alta: a defesa veio de Copasa, das seguradoras (Caixa Seguridade, BB Seguridade) e do ABC Brasil, com a Engie no zero a zero; a ponta fraca se concentrou em saneamento e energia, com Sanepar, Sabesp, Taesa e CPFL liderando as quedas.

MAIORES ALTAS
CSMG3+0,63%
CXSE3+0,24%
BBSE3+0,16%
ABCB4+0,08%
EGIE30,00%
MAIORES BAIXAS
SAPR11-2,56%
SBSP3-2,17%
TAEE11-1,95%
CPFE3-1,77%
PSSA3-1,46%

Mercado geral (fechamento)

No mercado geral, a alta se concentrou em commodity e em nomes próprios: Brava, RD Saúde, Auren, Gerdau e Azzas subiram; do lado das quedas, os domésticos dominaram, com Totvs, Lojas Renner, Yduqs, Braskem e Marcopolo entre as maiores baixas do dia.

MAIORES ALTAS
BRAV3+3,29%
RADL3+2,78%
AURE3+1,92%
GGBR4+1,87%
AZZA3+1,81%
MAIORES BAIXAS
TOTS3-4,97%
LREN3-4,80%
YDUQ3-4,19%
BRKM5-3,85%
POMO4-3,69%

Os números do fechamento

Ibovespa172.448

Fechou em baixa de 0,93%, aos 172.448 pontos, recuperando parte da queda depois de ceder 1,21% no intradia; descolou de Nova York, que renovou máximas

Dólar (fechamento)R$ 5,16

Recuou, com o real ganhando força; o dólar global rondou a mínima de duas semanas, com o mercado reduzindo apostas de corte de juro nos Estados Unidos

Giro financeiroR$ 12,4 bi

Volume do pregão do Ibovespa, dentro da média, num dia de queda espalhada e realização após a sexta perto da máxima

Wall Streetrecorde

O Dow subiu 0,29% e fechou acima de 53 mil pela primeira vez (53.056), o S&P ganhou 0,72% e a Nasdaq 1,12%, puxados pela tecnologia; o Brasil destoou

Saneamento e telecom-1,37% e -1,02%

Os setores mais pressionados, com Sanepar e Sabesp à frente das quedas; bancos (-0,63%) foram o menos ruim entre os grandes blocos

BrentUS$ 72

Fechou pouco mudado, em US$ 71,99, nas mínimas do ano, após a OPEP+ elevar a produção de agosto e a Arábia Saudita cortar o preço de venda

Minério~US$ 98

Seguiu na casa de US$ 98 a US$ 100, tentando reagir das mínimas de cerca de um ano, com a China restringindo a Fortescue mas estoques recordes nos portos

Selic14,25%

O BC cortou em junho e pediu cautela; a produção industrial fraca de maio reforça a chance de novo corte, com o Focus vendo 14,00% no fim do ano

O que fica no radar