O Ibovespa fechou em alta de 0,74%, aos 174.070 pontos, sustentando quase toda a valorização do dia mesmo sem Nova York, fechada pelo feriado de 4 de Julho: seguros e bancos lideraram e a energia elétrica destoou em queda.
O Ibovespa encerrou esta sexta-feira aos 174.070 pontos, em alta de 0,74%, segurando quase toda a valorização do dia num movimento espalhado, com giro fino, na casa de R$ 9 bilhões, reflexo da liquidez reduzida pelo feriado de 4 de Julho nos Estados Unidos. O real ficou firme, com o dólar à vista recuando perto de 0,9%, na casa de R$ 5,16, e o futuro caindo 0,74%. O apoio veio de fora: depois do tombo dos semicondutores na quinta, a Ásia recuperou com força, com SK Hynix e Samsung, e a Europa avançou, com a Alemanha em máxima histórica. Por aqui, seguros subiu 1,05% e bancos 0,73%, com a B3 e o BTG à frente, enquanto a energia elétrica foi o único bloco em queda (-0,47%), puxada pela ISA Energia, que caiu 4,29% por fatores próprios. No mercado geral, CSN (+4,33%), Magazine Luiza (+4,22%) e Ultrapar (+3,50%) lideraram as altas. O Brent rondou US$ 70, nas mínimas do ano, e o minério ficou perto de US$ 100.
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O dia foi de alta espalhada, e o roteiro veio de fora. Sem Nova York, fechada pelo feriado de 4 de Julho, faltou o principal gatilho externo e o giro ficou fino, na casa de R$ 9 bilhões, mas o humor global ajudou. Depois da forte queda dos semicondutores na quinta, a Ásia devolveu o tombo, com a Coreia subindo forte (SK Hynix e Samsung), e a Europa avançou, com a Alemanha em máxima histórica e as utilities à frente, no mesmo perfil defensivo do alívio de juro. No Brasil, o Ibovespa fechou em alta de 0,74%, aos 174.070 pontos, um pouco abaixo da máxima intradiária de 174.374, sustentado por seguros (+1,05%) e bancos (+0,73%), com a B3 e o BTG entre os destaques. A energia elétrica foi o único setor em queda (-0,47%), arrastada pela ISA Energia, que caiu 4,29% por fatores próprios. O real ficou firme, com o dólar à vista recuando perto de 0,9%, na casa de R$ 5,16. O Brent rondou US$ 70, nas mínimas do ano, e o minério ficou perto de US$ 100, com a China fraca. A produção industrial de maio veio fraca (-0,2%), reforçando a leitura de que a Selic pode seguir caindo.
O que moveu o dia
- Alta espalhada sem Nova York. O Ibovespa segurou quase toda a valorização do dia mesmo com os mercados dos Estados Unidos fechados pelo feriado de 4 de Julho, com a maioria dos papéis em alta.
- Seguros e bancos lideraram. O bloco financeiro puxou o índice (+1,05% em seguros e +0,73% em bancos), com a B3 e o BTG à frente, favorecidos pela expectativa de mais um corte de Selic.
- Energia na contramão. A energia elétrica foi o único setor em queda, puxada pela ISA Energia (-4,29%) por fatores próprios; a Sanepar caiu após suspender o JCP do semestre.
- Exterior sustentou. A Ásia recuperou com força o tombo dos chips e a Europa subiu, com a Alemanha em máxima; a CSN e o Magazine Luiza lideraram as altas do mercado geral.
As três camadas do dia
Os 20 mais líquidos (fechamento)
Entre os mais líquidos, a alta veio de BTG, Embraer, Vibra, Gerdau e RD Saúde; do lado fraco, num dia de ganho espalhado, o Banco do Brasil e a Ambev ficaram levemente em queda, com Lojas Renner e Suzano perto da estabilidade.
BESST (fechamento)
No bloco BESST, a força foi de seguros e saneamento: Caixa Seguridade e Sabesp lideraram, com Porto/Prev, CPFL e TIM em alta; a ponta fraca ficou na energia, com a ISA Energia caindo mais de 4% por fatores próprios, seguida da Sanepar, que suspendeu o JCP do semestre.
Mercado geral (fechamento)
No mercado geral, a alta foi puxada por CSN, Magazine Luiza, Ultrapar, Auren e Vamos, num dia de forte apetite por cíclicos e varejo; do lado das quedas, a ISA Energia liderou, seguida de Azzas, BRF, Braskem e Engie.
Os números do fechamento
Fechou em alta de 0,74%, aos 174.070 pontos, um pouco abaixo da máxima intradiária de 174.374; movimento espalhado com a maioria dos papéis em alta
Recuou perto de 0,9%; o real ficou firme com o alívio de juro nos Estados Unidos, e o futuro (DOLPRO) caiu 0,74%
Volume fino, abaixo da média, reflexo da liquidez reduzida pelo feriado de 4 de Julho nos Estados Unidos
Os setores que lideraram o dia, com B3 e BTG à frente, favorecidos pela expectativa de novo corte de Selic
O único setor em queda, puxado pela ISA Energia (-4,29%) por fatores próprios e por nomes de geração
Primeiro recuo desde dezembro, abaixo do esperado; reforça a leitura de juro cedendo e favorece seguir cortando a Selic
Fechou a semana perto das mínimas do ano, com excesso de oferta e o fluxo por Ormuz se recuperando
Ensaiou recuperação, mas a demanda chinesa fraca e os estoques altos seguem pesando sobre a Vale
O BC cortou em junho e pediu cautela; a indústria fraca de maio aumentou a chance de novo corte
O que fica no radar
- Fluxo externo manda. Enquanto o juro americano ceder e os chips estabilizarem, o apetite por risco em emergentes tende a se sustentar; a Bolsa brasileira segura o nível mesmo com a liquidez fina.
- Segunda reabre Nova York. Sai o ISM de serviços dos Estados Unidos, o próximo grande dado depois do payroll, e a RADL3 e o Bradesco passam a negociar ex; as atas do Fomc saem na quarta (08/07).
- Dividendo em foco. Ficaram data-com hoje a RD Saúde (RADL3) e o JCP intermediário do Bradesco; a Sanepar suspendeu o JCP do semestre e a BB Seguridade anunciou R$ 3,85 bilhões, sem data ainda.
- Energia sob observação. A queda da ISA Energia foi caso próprio, mas vale acompanhar se há algo estrutural; o setor segue defensivo e sensível ao ritmo de corte da Selic.
- Petróleo nas mínimas. O Brent ronda US$ 70, com excesso de oferta; barril baixo é neutro a levemente negativo para Petrobras e PRIO, com foco no payout.
