FECHAMENTO · SEXTA · 03/07/2026

O Ibovespa fechou em alta de 0,74%, aos 174.070 pontos, sustentando quase toda a valorização do dia mesmo sem Nova York, fechada pelo feriado de 4 de Julho: seguros e bancos lideraram e a energia elétrica destoou em queda.

O Ibovespa encerrou esta sexta-feira aos 174.070 pontos, em alta de 0,74%, segurando quase toda a valorização do dia num movimento espalhado, com giro fino, na casa de R$ 9 bilhões, reflexo da liquidez reduzida pelo feriado de 4 de Julho nos Estados Unidos. O real ficou firme, com o dólar à vista recuando perto de 0,9%, na casa de R$ 5,16, e o futuro caindo 0,74%. O apoio veio de fora: depois do tombo dos semicondutores na quinta, a Ásia recuperou com força, com SK Hynix e Samsung, e a Europa avançou, com a Alemanha em máxima histórica. Por aqui, seguros subiu 1,05% e bancos 0,73%, com a B3 e o BTG à frente, enquanto a energia elétrica foi o único bloco em queda (-0,47%), puxada pela ISA Energia, que caiu 4,29% por fatores próprios. No mercado geral, CSN (+4,33%), Magazine Luiza (+4,22%) e Ultrapar (+3,50%) lideraram as altas. O Brent rondou US$ 70, nas mínimas do ano, e o minério ficou perto de US$ 100.

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Como foi o pregão

O dia foi de alta espalhada, e o roteiro veio de fora. Sem Nova York, fechada pelo feriado de 4 de Julho, faltou o principal gatilho externo e o giro ficou fino, na casa de R$ 9 bilhões, mas o humor global ajudou. Depois da forte queda dos semicondutores na quinta, a Ásia devolveu o tombo, com a Coreia subindo forte (SK Hynix e Samsung), e a Europa avançou, com a Alemanha em máxima histórica e as utilities à frente, no mesmo perfil defensivo do alívio de juro. No Brasil, o Ibovespa fechou em alta de 0,74%, aos 174.070 pontos, um pouco abaixo da máxima intradiária de 174.374, sustentado por seguros (+1,05%) e bancos (+0,73%), com a B3 e o BTG entre os destaques. A energia elétrica foi o único setor em queda (-0,47%), arrastada pela ISA Energia, que caiu 4,29% por fatores próprios. O real ficou firme, com o dólar à vista recuando perto de 0,9%, na casa de R$ 5,16. O Brent rondou US$ 70, nas mínimas do ano, e o minério ficou perto de US$ 100, com a China fraca. A produção industrial de maio veio fraca (-0,2%), reforçando a leitura de que a Selic pode seguir caindo.

O que moveu o dia

As três camadas do dia

Os 20 mais líquidos (fechamento)

Entre os mais líquidos, a alta veio de BTG, Embraer, Vibra, Gerdau e RD Saúde; do lado fraco, num dia de ganho espalhado, o Banco do Brasil e a Ambev ficaram levemente em queda, com Lojas Renner e Suzano perto da estabilidade.

MAIORES ALTAS
BPAC11+2,38%
EMBJ3+2,08%
VBBR3+1,84%
GGBR4+1,37%
RADL3+1,13%
MAIORES BAIXAS
BBAS3-0,10%
ABEV3-0,06%
LREN30,00%
SUZB3+0,05%
BBDC4+0,55%

BESST (fechamento)

No bloco BESST, a força foi de seguros e saneamento: Caixa Seguridade e Sabesp lideraram, com Porto/Prev, CPFL e TIM em alta; a ponta fraca ficou na energia, com a ISA Energia caindo mais de 4% por fatores próprios, seguida da Sanepar, que suspendeu o JCP do semestre.

MAIORES ALTAS
CXSE3+1,84%
SBSP3+1,54%
PSSA3+1,37%
CPFE3+1,31%
TIMS3+0,75%
MAIORES BAIXAS
ISAE4-4,29%
SAPR11-1,96%
EGIE3-0,68%
AXIA3-0,52%
CPLE3-0,07%

Mercado geral (fechamento)

No mercado geral, a alta foi puxada por CSN, Magazine Luiza, Ultrapar, Auren e Vamos, num dia de forte apetite por cíclicos e varejo; do lado das quedas, a ISA Energia liderou, seguida de Azzas, BRF, Braskem e Engie.

MAIORES ALTAS
CSNA3+4,33%
MGLU3+4,22%
UGPA3+3,50%
AURE3+3,00%
VAMO3+2,50%
MAIORES BAIXAS
ISAE4-4,29%
AZZA3-1,15%
MBRF3-0,94%
BRKM5-0,79%
EGIE3-0,68%

Os números do fechamento

Ibovespa174.070

Fechou em alta de 0,74%, aos 174.070 pontos, um pouco abaixo da máxima intradiária de 174.374; movimento espalhado com a maioria dos papéis em alta

Dólar (à vista)R$ 5,16

Recuou perto de 0,9%; o real ficou firme com o alívio de juro nos Estados Unidos, e o futuro (DOLPRO) caiu 0,74%

Giro financeiroR$ 9 bi

Volume fino, abaixo da média, reflexo da liquidez reduzida pelo feriado de 4 de Julho nos Estados Unidos

Seguros e bancos+1,05% e +0,73%

Os setores que lideraram o dia, com B3 e BTG à frente, favorecidos pela expectativa de novo corte de Selic

Energia elétrica-0,47%

O único setor em queda, puxado pela ISA Energia (-4,29%) por fatores próprios e por nomes de geração

Produção industrial (maio)-0,2%

Primeiro recuo desde dezembro, abaixo do esperado; reforça a leitura de juro cedendo e favorece seguir cortando a Selic

Brent~US$ 70

Fechou a semana perto das mínimas do ano, com excesso de oferta e o fluxo por Ormuz se recuperando

Minério~US$ 100

Ensaiou recuperação, mas a demanda chinesa fraca e os estoques altos seguem pesando sobre a Vale

Selic14,25%

O BC cortou em junho e pediu cautela; a indústria fraca de maio aumentou a chance de novo corte

O que fica no radar