O índice cede de leve, mas fecha a primeira semana de alta desde abril.
O Ibovespa fechou esta sexta em leve queda de 0,21%, a 171.132 pontos, devolvendo parte do rali da semana depois de tocar 172.544 no intradia e perder fôlego quando Trump endureceu o tom sobre o Irã. Ainda assim, emendou a primeira semana de alta desde o começo de abril. O peso do dia veio da Petrobras (PETR4 -1,39%), arrastada pelo petróleo: o Brent caiu mais de 3%, perto de US$ 87, na mínima de quase dois meses. A Vale (+0,47%) e parte dos bancos seguraram o índice, e o dólar recuou de novo, a R$ 5,08.
Como abriu
A sexta abriu embalada pelo rali da véspera e chegou a tocar 172.544 pontos no intradia, na esteira da aposta de um acordo de paz com o Irã neste fim de semana e do petróleo em queda. O IPCA de maio, divulgado pela manhã, veio acima do esperado e furou o teto da meta (4,72% em 12 meses), mas não tirou o humor inicial: o dinheiro seguia no doméstico sensível a juro.
O que moveu o dia
O fôlego se perdeu à tarde, quando Trump endureceu o tom e chamou a sinalização iraniana de fraca, esfriando as bolsas. O índice devolveu o ganho do dia e fechou em leve queda. O petróleo seguiu em forte baixa (Brent perto de US$ 87, na mínima de quase dois meses), o que derrubou a Petrobras e a petroquímica. A Braskem (BRKM5 -6,67%) liderou as quedas, em meio ao risco de recuperação extrajudicial. A Vale, a Engie e a Embraer seguraram o índice na ponta de cima.
As três camadas do dia
O Ibovespa fechou em queda de 0,21% (a 171.132 pontos), mas em alta na semana, a primeira alta semanal desde abril. Na ponta de cima: VAMO3 (+3,06%), EMBJ3 (+2,32%), PSSA3 (+1,98%) e EGIE3 (+1,94%). Na ponta de baixo: BRKM5 (-6,67%), COGN3 (-4,49%) e SLCE3 (-2,93%). A Petrobras pesou (PETR4 -1,39%, PETR3 -1,30%); a Vale subiu (+0,47%).
Petróleo mais barato alivia a inflação e a conta de combustível, mas corta a receita da Petrobras e tira a petroleira do papel de quem segura o índice. Como ela pesa muito na carteira, o sinal do dia ficou negativo mesmo com a Vale, os bancos e as elétricas em alta.
Fechar quase de lado depois de um rali forte é acomodação, e a semana em alta sugere fluxo voltando ao doméstico. O âncora agora é a super quarta de juros, dia 17, com Copom e Fed no mesmo dia e o Focus em Selic 2026 a 13,50%. É interpretação, não garantia.
Maiores altas e baixas
| Maiores altas (geral) | VAMO3 +3,06% · EMBJ3 +2,32% · PSSA3 +1,98% |
| Maiores baixas (geral) | BRKM5 -6,67% · COGN3 -4,49% · SLCE3 -2,93% |
| Entre os 20 mais líquidos | BBDC4 +0,68% · WEGE3 +0,61% · SUZB3 +0,56% |
Os números do fechamento
| Ibovespa | -0,21% · ~171.132 pts |
| BOVA11 | -0,46% · R$ 167,92 |
| Dólar | -0,86% · R$ 5,08 |
| Petróleo (Brent) | cerca de -3% · ~US$ 87 |
| Petrobras | PETR4 -1,39% · PETR3 -1,30% |
| Vale | VALE3 +0,47% · R$ 79,17 |
| Elétricas | EGIE3 +1,94% · CPLE3 +0,76% |
| Destaque negativo | BRKM5 -6,67% · risco de recuperação extrajudicial |
| Mundo | Trump fala em acordo no fim de semana · IPCA furou o teto (4,72%) · super quarta dia 17 |
O que fica no radar
A semana que vem tem super quarta: no dia 17, Copom e Fed decidem o juro no mesmo dia, com o Focus em Selic 2026 a 13,50% e o IPCA recém acima do teto da meta. O ponto a vigiar é se o acordo de paz com o Irã sai no fim de semana e se a trégua segura: se o petróleo seguir em baixa, alívia a inflação, mas um novo ruído geopolítico reverte o jogo rápido. No micro, a Braskem (BRKM5) fica no radar pelo risco de recuperação extrajudicial.
