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Newsletter · Fechamento · Quinta · 13/08/2026
O balanço veio acima do esperado e o papel caiu 4,16%: o que derrubou o Banco do Brasil foi uma frase da teleconferência, dita sobre o que ainda não aconteceu. | O que ninguém tá vendo
O Ibovespa caiu 0,23% e fechou aos 167.100,95 pontos, na oitava sessão seguida em baixa, a maior sequência em três anos, mas o número do índice esconde o pregão: entre os 85 papéis, 41 subiram, 42 caíram e dois ficaram estáveis, com 47,4 pontos percentuais separando a maior alta da maior baixa. O papel do dia foi o Banco do Brasil, que divulgou lucro ajustado de R$ 3,9 bilhões, acima dos R$ 3,6 bilhões projetados, passou a manhã perto da estabilidade e desabou 4,16% à tarde, durante a teleconferência, quando a diretoria informou que as provisões devem ficar na ponta alta das estimativas e o lucro na ponta baixa. É a distinção que decide preço de banco: o balanço mede um trimestre encerrado em junho, e provisão é dinheiro separado hoje para perda que ainda vai aparecer. A inadimplência acima de 90 dias foi a 5,61%, contra 3,96% um ano antes, com juro básico em 14%. | Os números do fechamento | Ibovespa | -0,23% · 167.100,95 pts | | BOVA11 | -0,32% · R$ 164,15 | | Giro do índice | R$ 22,44 bi · 1.694.570 negócios | | Placar do painel | 41 altas · 42 quedas · 2 estáveis | | Selic | 14,00% · próxima reunião 15 e 16/09 | | Banco do Brasil (BBAS3) | -4,16% · a R$ 18,21 | | Hapvida (HAPV3) | -33,09% · a R$ 6,41 | | MRV (MRVE3) | +14,29% · a R$ 4,80 |
Maiores altas (geral): MRVE3 +14,29%, COGN3 +7,88%, RDOR3 +6,31%, CSNA3 +5,56%, UGPA3 +5,08%. Maiores baixas: HAPV3 -33,09%, BEEF3 -7,60%, SBSP3 -7,04%, MGLU3 -6,13%, CMIN3 -5,18%. Foram 41 altas, dois estáveis e 42 quedas entre os 85 papéis, com amplitude de 47,4 pontos percentuais e giro de R$ 22,44 bilhões no índice à vista. |
| Olho no setor · Saúde: os dois lados da mesma conta, no mesmo dia
A Hapvida (HAPV3) caiu 33,09% e a Rede D’Or (RDOR3) subiu 6,31% no mesmo pregão, e os dois números são um só visto de lados opostos. Sinistralidade é a fatia da mensalidade que a operadora gasta pagando atendimento, e ela foi a 75,2% no trimestre, alta de 1,3 ponto percentual em doze meses; cada real que sai dessa conta entra na receita de quem atende, e o hospital reportou Ebitda de R$ 2,9 bilhões, 18,2% maior. O lucro ajustado da operadora caiu 95,8%, para R$ 12,5 milhões, enquanto o do hospital subiu 8,5%, para R$ 1,3 bilhão. O detalhe que quase ninguém tirou dessa noite foi anunciado pela própria companhia: cerca de 947 mil beneficiários, aproximadamente 11% da carteira, foram identificados fora dos critérios de rentabilidade e adimplência, com reajuste ou encerramento de contrato em estudo. Traduzindo o mecanismo, a operadora vai devolver ao mercado exatamente os contratos que mais consomem serviço, o que melhora a margem dela sem reduzir o atendimento no país e transfere a conta para outro pagador. O Fleury (FLRY3) subiu 0,38% e a Hypera (HYPE3) 1,25%, o que reforça a leitura: quem vende exame e remédio de marca atravessa aperto de custo assistencial melhor do que quem carrega o risco da carteira. | Amanhã e à frente
Amanhã vencem as séries semanais de opções, o que costuma concentrar giro na última hora do pregão. A faixa que o Radar de Risco publicou em 12/08 para o Banco do Brasil (BBAS3), de R$ 17,45 a R$ 20,55, conteve o fechamento de hoje, de R$ 18,21; e o próprio preço da proteção desabou junto com a dúvida, porque a série que vence amanhã marcava volatilidade implícita de 91,21% ontem e marca 44,03% hoje, o que levou o papel de risco extremo para risco normal. O quadro de hoje coloca esse papel entre R$ 17,70 e R$ 18,72 até sexta. No Brasil, às 8h sai a Sondagem do Mercado de Trabalho de julho da Fundação Getúlio Vargas e às 10h a taxa de desocupação do trimestre encerrado em julho, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística; nos Estados Unidos, às 9h30 as vendas no varejo de julho e às 11h a prévia de Michigan. Reportam Cosan (CSAN3) e Vibra (VBBR3), encerrando a temporada. Na agenda de proventos, ficam data-com amanhã a Cury (CURY3), com R$ 0,6167878071 por ação e pagamento em 08/09, e a Taesa (TAEE11), com R$ 0,60023833452 por unit e pagamento em 26/11, enquanto o BTG Pactual (BPAC11) paga R$ 0,640768146 líquido por unit. A Alupar (ALUP11) encerrou hoje a data-com de R$ 0,21 por unit e passa a negociar sem o direito. Na segunda, 17/08, Copasa (CSMG3) e Caixa Seguridade (CXSE3) pagam e a PetroRecôncavo (RECV3) fica data-com. Confirme no RI. |
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