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Radar Ibov

Newsletter · Fechamento · Sexta · 07/08/2026

O Ibovespa cai 1,73%, aos 172.513 pontos, com a Petrobras recuando 2,99% no dia seguinte ao lucro recorde, enquanto Nova York fecha em máxima histórica.

O que ninguém tá vendo

O mesmo relatório de emprego levantou Nova York e derrubou a bolsa daqui, e o canal é diferente em cada praça. Lá, payroll fraco tira do preço a hipótese de alta de juro e devolve a de corte, o que vale múltiplo maior e levou o S&P 500 a 7.757,64 pontos, recorde de fechamento. Aqui, o mesmo número é lido como economia global perdendo tração, e a reação padrão do gestor estrangeiro é cortar exposição a emergente. Por isso o real ficou mais forte e a bolsa caiu junto: dólar fraco no mundo não é a mesma coisa que dinheiro entrando em ação brasileira. O segundo detalhe do dia está no giro: a maior queda do painel, a Renner, foi também o papel com mais negócios do pregão, 84.256, mais do que a própria Petrobras, e fechou bem acima do fundo. Isso descreve troca de base acionária, não fuga.

Os números do fechamento

Ibovespa-1,73% · 172.513 pts
BOVA11-1,55% · R$ 169,37
Dólar (fechamento)-0,50% · R$ 5,0977
Selic14,00% · próxima reunião 15 e 16/09
Fleury (FLRY3)+9,73% · a R$ 18,95
Lojas Renner (LREN3)-8,09% · a R$ 12,39

Maiores altas (geral): FLRY3 +9,73%, AZZA3 +5,06%, RECV3 +1,59%, HYPE3 +1,27%, NATU3 +1,22%. Maiores baixas: LREN3 -8,09%, CMIN3 -5,22%, ENGI11 -5,22%, UGPA3 -4,49%, PSSA3 -4,24%. Apenas dez papéis do painel fecharam em alta, com três estáveis.

Olho no setor · Olho no Setor: o seguro do papel como termômetro

Estreia hoje o Radar de Risco, que lê nas opções da B3 quanto o mercado cobra para proteger nove papéis e onde o preço coloca a maioria dos cenários da semana. O quadro de hoje traz três leituras que a manchete não dá. No Magazine Luiza, a volatilidade implícita da série semanal desabou de 120,46% na véspera do balanço para 56,79%, mesmo com a ação caindo: o prêmio pago era pela incerteza do evento, e ele evaporou quando o evento passou. Na Petrobras, a implícita da mensal recuou de 31,69% para 27,01% num dia de queda de 2,99%, ou seja, o mercado tratou o movimento como reprecificação e não como risco novo. Já no Banco do Brasil, a semana que contém o balanço de 12/08 marca 43,64% contra 35,91% da mensal, com a curva invertida no papel exato onde há evento marcado. Direção ninguém sabe; risco tem preço.

Amanhã e à frente

O que fica no radar: o dia 12/08, que concentra o maior número de balanços da temporada, com o Banco do Brasil (BBAS3) no centro, ao lado de Sabesp, Suzano, MRV, Braskem, Ultrapar e Azzas 2154; a data-com da Petrobras (PETR4) em 21/08, de R$ 1,35 por ação, com ex em 24/08 e pagamento em 23/11 e 21/12; e o Estreito de Ormuz, com Irã e Omã acertando um arcabouço para reabrir a rota, o que tirou prêmio do barril. Na agenda de dividendos, o ABC Brasil (ABCB4) paga em 12/08, a Copasa (CSMG3) e a Caixa Seguridade (CXSE3) pagam em 17/08, e a Engie Brasil Energia (EGIE3) fica data-com em 20/08 do dividendo intercalar de R$ 0,54420747574 por ação.

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