O Ibovespa cai 1,52%, aos 173.885 pontos, num dia de Federal Reserve: o petróleo sobe e as petroleiras ficam sozinhas em alta, enquanto o Santander despenca 7,37% no balanço e leva os bancos, e a siderurgia afunda com a China.
Foi um pregão que se espalhou em queda. O petróleo subiu, com o Brent avançando mais de 4%, perto de US$ 89, diante da tensão renovada no Oriente Médio, e as petroleiras foram o único bloco em alta, mas sozinhas: o Ibovespa caiu 1,52%, aos 173.885 pontos, com 71 dos 83 papéis do Radar no negativo. O Santander desabou 7,37% depois do balanço do segundo trimestre, a siderurgia afundou (CSN -7,80%, Usiminas -4,26%) e o saneamento recuou com a Sabesp (-5,87%). O Federal Reserve manteve o juro em 3,50% a 3,75%, mas por 9 a 3, e a coletiva reforçou o tom; o dólar fechou perto de R$ 5,13.
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O Ibovespa caiu 1,52% nesta quarta, aos 173.885 pontos, num pregão de Federal Reserve que se espalhou pela queda: foram 71 dos 83 papéis do Radar no negativo contra 12 em alta. O único bloco firme foi o petróleo, com o Brent subindo mais de 4%, perto de US$ 89, diante da tensão renovada no Oriente Médio; as petroleiras ficaram sozinhas no topo. Do outro lado, o Santander desabou 7,37% depois do balanço do segundo trimestre e os bancos recuaram 2,45%, com todos em queda; a siderurgia afundou (CSN -7,80%, Usiminas -4,26%), o saneamento afundou 4,04% pela Sabesp (-5,87%), a energia elétrica cedeu 2,12% e a telecom recuou 3,81%, enquanto os seguros recuaram 0,93%. O Federal Reserve manteve o juro em 3,50% a 3,75%, mas por 9 votos a 3, e a coletiva de Kevin Warsh reforçou o tom; o dólar fechou perto de R$ 5,13, praticamente de lado.
O que moveu o dia
- O petróleo subiu e segurou as produtoras. O Brent avançou mais de 4%, perto de US$ 89, com a tensão renovada no Oriente Médio; PRIO, Petrobras e as produtoras foram o único bloco em alta.
- O Santander desabou depois do balanço. O Santander (SANB11) recuou 7,37% depois do segundo trimestre, lido como fraco, e arrastou o financeiro: Itau, Bradesco, B3 e até o Banco do Brasil fecharam em queda.
- A siderurgia apanhou da China. CSN e Usiminas cairam forte com o minério e a demanda chinesa fracos, na vespera do balanço da Vale, marcado para amanha, 30/07.
- O Fed manteve, mas de forma dura. O juro ficou em 3,50% a 3,75%, mas por 9 votos a 3, com três diretores pedindo alta, e a coletiva de Kevin Warsh reforçou que a meta e 2%.
- A bolsa caiu num dia de Fed, mas o dólar quase não reagiu. O câmbio fechou de lado, perto de R$ 5,13; o que derrubou a bolsa foi doméstico, o balanço do Santander e a China na siderurgia, mais que a decisão americana.
As três camadas do dia
20 mais liquidos (fechamento)
Entre os papéis de maior giro, a Petrobras e a PRIO fecharam em alta com o petróleo, enquanto o Santander liderou as quedas depois do balanço, seguido de Sabesp, B3, Vivo e Embraer.
BESST (fechamento)
No BESST, só a Light fechou em alta e o Banco do Brasil amorteceu a queda; o Santander despencou no balanço e puxou bancos, saneamento e telecom para o fundo do bloco.
Mercado geral (fechamento)
Na bolsa toda, as petroleiras e os frigorificos lideraram as altas, enquanto a siderurgia, o Santander, o vestuario, o saneamento e a construção ocuparam a ponta de baixo.
Os números do fechamento
Caiu 1,52%, aos 173.885 pontos, com 71 dos 83 papéis do Radar em queda; só as petroleiras seguraram a alta
O ETF que segue o Ibovespa caiu 1,84%, a R$ 170,55
Ficou praticamente de lado, a R$ 5,13 (menos 0,20%), mesmo com o Fed mantendo o juro de forma dura
As bolsas viraram para a queda depois da coletiva dura de Kevin Warsh, presidente do Fed
Subiu mais de 4%, perto de US$ 89, com a tensão renovada no Oriente Médio
Manteve o juro pela quinta vez, mas por 9 votos a 3, com três diretores pedindo alta; a coletiva reforçou o tom
Segue em 14,25%; o Banco Central decide em 4 e 5 de agosto, com a aposta majoritaria de corte
O que fica no radar
- A Vale reporta amanha. O balanço do segundo trimestre sai em 30/07, depois do fechamento, em meio a uma recomposição do conselho; o mercado espera o número e a decisão sobre proventos.
- O nucleo do PCE americano sai amanha. A medida de inflação preferida do Federal Reserve também sai em 30/07 e ajuda a ler o próximo passo do juro nos Estados Unidos.
- O Fed subindo e o Brasil cortando. Enquanto três diretores do Fed pedem alta, aqui a aposta e de corte da Selic; ciclos opostos costumam pressionar a moeda emergente, e o dólar vai testar isso.
- A Selic e o grande evento da semana que vem. O Banco Central decide em 4 e 5 de agosto, com a aposta majoritaria de corte, reforçada pela inflação mais baixa do IPCA-15 de julho.
- A agenda de proventos segue cheia. O Bradesco (BBDC4) paga em 31/07, o Santander (SANB11) em 06/08, o ABC Brasil (ABCB4) em 12/08 e a Petrobras (PETR4) a primeira parcela do JCP em 20/08.
