O Ibovespa sobe 0,74%, aos 175.334 pontos, mesmo com a Petrobras afundando: o petróleo derrete com a trégua entre Estados Unidos e Irã, as petroleiras devolvem o prêmio de guerra e a bolsa fecha comprada por dentro.
O petróleo mandou no dia, mas para os dois lados. Estados Unidos e Irã seguraram a trégua do fim de semana e o Brent despencou cerca de 8,6%, para perto de US$ 88; na B3, a Petrobras e a PRIO afundaram, mas bancos, elétricas e consumo compensaram com folga. O Ibovespa fechou aos 175.334 pontos, em alta de 0,74%, com 68 dos 83 papéis do Radar em alta. A divergência ficou com o dólar, que destoou do alívio e subiu 0,86%, para a casa dos R$ 5,13.
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O Ibovespa subiu 0,74% nesta segunda, aos 175.334 pontos, num pregão que ganhou força na ponta final e fechou comprado por dentro: foram 68 dos 83 papéis do Radar em alta contra 15 em queda. O motor foi a trégua entre Estados Unidos e Irã, que derreteu o petróleo e rachou a tela. A ponta produtora afundou, com a PRIO cedendo 5,29%, a Petrobras recuando 2,84% na preferencial e 3,15% na ordinária e a PetroReconcavo perdendo 3,31%, mas a queda concentrada nas petroleiras foi mais do que compensada pelo resto da bolsa. Os bancos subiram 1,64%, a Vale virou para a alta (+0,60%) e a alimentação, a tecnologia, a siderurgia e a construção puxaram as altas, com a MBRF a +7,08%, a TOTVS a +6,95%, a CSN a +6,53% e a Embraer a +5,33%. A nota fora do tom ficou com o dólar, que destoou do alívio de risco e subiu 0,86%, para a casa dos R$ 5,13.
O que moveu o dia
- A trégua derreteu o petróleo. Estados Unidos e Irã seguraram a pausa nos ataques e o Brent caiu cerca de 8,6%, para perto de US$ 88, com o WTI na casa dos US$ 82, devolvendo o prêmio de guerra da semana passada.
- As petroleiras lideraram as perdas. A PRIO cedeu 5,29% e a Petrobras recuou 2,84% na preferencial, porque barril mais barato tira receita e prêmio da produtora; a PetroReconcavo perdeu 3,31%.
- Mesmo assim o índice fechou em alta, por dentro. Os bancos subiram 1,64% e, com elétricas, saneamento e consumo, levaram o Ibovespa para a alta; foram 68 dos 83 papéis do Radar no positivo.
- O petróleo mais barato reforça a aposta de corte da Selic. O mesmo barril que pesa sobre a Petrobras alivia a inflação importada e joga a favor de bancos, elétricas e consumo financiado, o eixo doméstico da bolsa.
- O dólar foi a divergência do dia. Num dia de menos risco lá fora, a moeda subiu 0,86%, para a casa dos R$ 5,13, sem fato de primeira linha que explique; fica como divergência a observar.
As três camadas do dia
20 mais líquidos (fechamento)
Entre os papéis de maior giro, o petróleo domina o lado negativo e a alimentação, a tecnologia e a Embraer o positivo; a Vale virou para a alta e a maior queda é a da PRIO.
BESST (fechamento)
No BESST, quatro dos cinco blocos sobem, com bancos, energia, telecom e saneamento em alta; só o de seguros cai, e cai forte, com Caixa Seguridade e BB Seguridade na ponta negativa.
Mercado geral (fechamento)
Na bolsa toda, a alimentação, a tecnologia e a siderurgia lideram as altas, num repique amplo; as maiores quedas ficam com o petróleo e os seguros.
Os números do fechamento
Subiu 0,74%, aos 175.334 pontos, com 68 dos 83 papéis do Radar em alta; a queda concentrada nas petroleiras limitou um avanço maior
O ETF que segue o Ibovespa subiu 1,05%, a R$ 172,75
Subiu 0,86%, para a casa dos R$ 5,13, na contramão do alívio de risco lá fora
O Dow subiu 0,51% e o S&P 500 ficou de lado, mas a Nasdaq caiu 0,18% num novo tombo de tecnologia, na véspera do Fed
Despencou cerca de 8,6%, para perto de US$ 88, depois de Estados Unidos e Irã sustentarem a trégua do fim de semana
Subiu 0,28%, a US$ 4.081, mantendo o brilho de refúgio
Segue em 14,25%; o Banco Central decide em 4 e 5 de agosto, com a aposta majoritária de corte
O que fica no radar
- O Federal Reserve decide na quarta. O banco central americano anuncia a decisão de juro em 29/07; o tom do comunicado mexe com o dólar, a curva global e o apetite por risco nas bolsas emergentes.
- O IPCA-15 sai amanhã. A prévia da inflação de julho é o próximo termômetro doméstico; uma leitura mais branda reforça a aposta de corte da Selic, e o petróleo mais barato de hoje joga a favor do lado benigno.
- O balanço da Vale sai em 30/07. O resultado do segundo trimestre, o primeiro sob o novo conselho, é o próximo catalisador da mineração; no mesmo dia sai o núcleo do PCE americano.
- A trégua é reversível. O gatilho de hoje é sinalização política, não acordo assinado: se os ataques voltarem, o prêmio volta ao barril e a Petrobras (PETR4) troca de lado outra vez.
- A Selic é o grande evento da semana que vem. O Banco Central decide em 4 e 5 de agosto, com a aposta majoritária de corte; a agenda de proventos segue cheia, com a Iguatemi (IGTI11) em 29/07, o Bradesco (BBDC4) em 31/07 e a Petrobras (PETR4) em 20/08.
