O Ibovespa cai 1,52%, aos 174.042 pontos, no segundo pregão seguido de perdas; a ISA Energia despenca 7,16% no follow-on, a Petrobras cede com o petróleo e o dólar segura pela aposta da Selic.
A leitura defensiva se pagou. O Ibovespa caiu 1,52%, aos 174.042 pontos, no segundo pregão seguido de perdas, com 69 dos 83 papéis do Radar em queda e, desta vez, sem o colchão dos pesos: a Petrobras cedeu com o petróleo abaixo da máxima e a Vale ficou de lado. A ISA Energia despencou 7,16% depois de precificar seu follow-on a R$ 27, com desconto. O respiro veio do dólar, que fechou de lado, a R$ 5,08, amparado pela aposta de corte da Selic, e da telecom, único setor em alta, com a Vivo subindo 2,22%.
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O Ibovespa caiu 1,52% nesta sexta, aos 174.042 pontos, no segundo pregão seguido de perdas, num giro de cerca de R$ 16,5 bilhões, e desta vez a queda não teve disfarce: 69 dos 83 papéis do Radar fecharam em queda. Ao contrário da véspera, quando a Petrobras e a Vale seguraram o índice, hoje os pesos caíram junto: a Petrobras recuou 1,72% na preferencial e 2,36% na ordinária, com o petróleo abaixo da máxima, e a Vale cedeu 0,58%. O grande destaque negativo foi a ISA Energia, que despencou 7,16% depois de precificar seu follow-on a R$ 27 por ação, com desconto, para captar cerca de R$ 1,2 bilhão. A saúde apanhou de novo, com a Hapvida caindo 5,25%, e a Caixa Seguridade recuou 5,21%. O respiro veio de dois lados: o dólar fechou de lado, em leve baixa de 0,06%, a R$ 5,08, amparado pela aposta de corte da Selic, e a telecom foi o único setor em alta, com a Vivo subindo 2,22% e a TIM 1,04%.
O que moveu o dia
- A queda desta vez não teve disfarce. O Ibovespa caiu 1,52% e 69 dos 83 papéis fecharam em queda; a Petrobras e a Vale, que seguraram o índice ontem, caíram junto e não houve amortecedor.
- A ISA Energia despencou no follow-on. A ação caiu 7,16% após precificar a oferta de ações a R$ 27, com desconto, para captar cerca de R$ 1,2 bilhão destinado a pagar ativos de transmissão da Axia.
- O petróleo virou peso sobre a Petrobras. Com o barril abaixo da máxima, a Petrobras recuou 1,72% na preferencial e passou a arrastar o índice, o inverso do pregão anterior.
- O dólar segurou pela aposta da Selic. Na contramão da bolsa, a moeda fechou de lado, a R$ 5,08, com a confiança do consumidor da FGV reforçando a aposta de corte da Selic em agosto.
- A telecom foi o único setor em alta. A Vivo subiu 2,22% e a TIM 1,04%, numa rotação defensiva; entre os poucos verdes, a Yduqs saltou 3,05% e a WEG subiu 0,70%.
As três camadas do dia
20 mais líquidos (fechamento)
Entre os papéis de maior giro, o dia foi de perdas quase generalizadas: a TIM e a WEG escaparam em alta e a Vale caiu menos que a média; do lado fraco, a ISA Energia despencou no follow-on, seguida por Caixa Seguridade, BTG e PRIO.
BESST (fechamento)
No BESST, a telecom foi o único bloco em alta, com a Vivo e a TIM na ponta; do lado fraco, a ISA Energia liderou as perdas no follow-on, seguida por Caixa Seguridade, Copasa e os bancos.
Mercado geral (fechamento)
Na bolsa toda, os poucos pontos verdes vieram da educação, da telecom e da construção, num repique de nomes castigados; as maiores quedas foram da ISA Energia, da saúde e da proteína.
Os números do fechamento
Caiu 1,52%, aos 174.042 pontos, no segundo pregão seguido de perdas, com 69 dos 83 papéis do Radar em queda e sem o colchão dos pesos
O ETF que segue o Ibovespa caiu 1,44%, a R$ 170,95
Fechou de lado, em leve baixa de 0,06%, amparado pela aposta de corte da Selic; na contramão da bolsa
O Nasdaq caiu 0,64%, mas o Dow Jones subiu 0,46%, numa rotação para fora da tecnologia
Despencou após precificar o follow-on a R$ 27 por ação, com desconto, captando cerca de R$ 1,2 bilhão
Subiu 0,51%, recuperando parte do brilho de refúgio num dia de aversão a risco
Segue em 14,25%; o Banco Central decide em 4 e 5 de agosto, com a aposta majoritária de corte
O que fica no radar
- A Selic é o grande evento da semana que vem. O Banco Central decide em 4 e 5 de agosto, com a aposta majoritária de corte, reforçada pela confiança do consumidor um pouco melhor em julho.
- O balanço da Vale sai em 30/07. O resultado completo, o primeiro sob o novo conselho, é o próximo catalisador do bloco de mineração; no mesmo dia sai o núcleo do PCE americano.
- A ISA Energia entra num novo ciclo. Com cerca de R$ 1,2 bilhão captado, a ISAE4 passa a digerir a diluição e o uso dos recursos na compra de ativos de transmissão.
- A tecnologia global segue no radar. A divergência entre o Nasdaq e o Dow Jones mostra um sell-off que perde força mas não virou; o humor de risco segue sensível.
- A agenda de proventos segue cheia. A Iguatemi (IGTI11) paga em 29/07, o Bradesco (BBDC4) em 31/07, o Santander em 06/08 e a Petrobras (PETR4) em 20/08.
