O Ibovespa cai 0,46%, aos 176.723 pontos, mas só 13 dos 83 papéis sobem; o Brent fura os US$ 100 e segura a Petrobras e a Vale, enquanto a tecnologia, o varejo e a saúde apanham.
A queda enganou. O Ibovespa caiu só 0,46%, aos 176.723 pontos, mas 68 dos 83 papéis do Radar fecharam em queda: o índice segurou porque a Petrobras e a Vale, dois dos maiores pesos, subiram com o petróleo. O Brent disparou 7,04% e fechou a US$ 100,69, após novo ataque a petroleiros no Mar Vermelho, e reacendeu a inflação que derrubou banco, varejo, saúde e tecnologia. A Totvs caiu 6,37% e a Hapvida 8,08%, a maior queda do dia. O dólar subiu 0,64%, a R$ 5,084, e o BCE manteve os juros.
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O número do fechamento enganou: o Ibovespa caiu apenas 0,46%, aos 176.723 pontos, num giro somado de cerca de R$ 21 bilhões, mas a amplitude foi bem pior, com só 13 dos 83 papéis do Radar em alta e 68 em queda. O que segurou o índice foi o petróleo: o Brent disparou 7,04% e fechou a US$ 100,69, o primeiro fechamento acima dos US$ 100 em meses, depois de um novo ataque a petroleiros no Mar Vermelho, e levantou a Petrobras, que subiu 0,87% na preferencial e 1,67% na ordinária, e as petroleiras, com a Vibra Energia avançando 1,77% e a PRIO 1,29%. A Vale ajudou pelo peso, com alta de 0,77%. Mas o mesmo petróleo caro reacendeu a inflação e derrubou o resto da bolsa: a Totvs caiu 6,37% no rastro da Nasdaq, que recuava 2,15% lá fora, a Hapvida despencou 8,08%, a maior queda do dia, e o varejo apanhou, com o Assaí em queda de 4,52%. O dólar comercial subiu 0,64%, a R$ 5,084, e o Banco Central europeu manteve os juros, com a taxa de depósito em 2,25%.
O que moveu o dia
- O índice enganou sobre o tamanho da queda. O Ibovespa caiu só 0,46%, mas 68 dos 83 papéis fecharam em queda; a conta ficou perto do zero porque a Petrobras e a Vale, dois dos maiores pesos, subiram e seguraram o placar.
- O petróleo furou os US$ 100. O Brent disparou 7,04%, a US$ 100,69, após novo ataque a petroleiros no Mar Vermelho, e fez as duas coisas ao mesmo tempo: levantou a Petrobras e reacendeu a inflação que derrubou o resto da bolsa.
- A tecnologia derreteu junto com Nova York. A Nasdaq caiu 2,15% na ressaca de Alphabet e Tesla e do gasto com inteligência artificial, e a Totvs recuou 6,37% no mesmo tema.
- A saúde e o varejo pagaram a conta. A Hapvida caiu 8,08%, a maior queda do dia, o Assaí 4,52% e a MRV, na construção, 4,36%, penalizados pelo dólar em alta e pelo juro pressionado.
- O dólar voltou a subir e o BCE segurou os juros. A moeda avançou 0,64%, a R$ 5,084, e o Banco Central europeu manteve a taxa de depósito em 2,25%, ainda com uma alta possível em setembro.
As três camadas do dia
20 mais líquidos (fechamento)
Entre os papéis de maior giro, o dia foi das petroleiras e da logística: a Rumo, a Vibra e a Ultrapar lideraram, com a Petrobras e a PRIO atrás. Do lado fraco, a WEG devolveu o salto de ontem, e a Vivo, a B3 e os bancos-âncora recuaram.
BESST (fechamento)
No BESST, quase tudo fechou em queda: a Light foi a rara alta expressiva e a Caixa Seguridade escapou de leve. Do lado fraco, a telecom pesou, com a TIM e a Vivo na ponta, seguidas por Alupar, B3 e Bradesco.
Mercado geral (fechamento)
Na bolsa toda, as pontas contam a história: as maiores altas vieram de energia, logística e petróleo, e as maiores quedas de saúde, tecnologia e varejo. Só 13 dos 83 papéis fecharam em alta.
Os números do fechamento
Caiu 0,46%, aos 176.723,62 pontos, num giro de cerca de R$ 21 bilhões, mas com só 13 dos 83 papéis do Radar em alta; máxima em 177.896 e mínima em 176.293 pontos
O ETF que segue o Ibovespa caiu 0,72%, a R$ 173,45
O dólar comercial subiu 0,64%, a R$ 5,084, acompanhando a moeda americana mais forte e o risco de inflação do petróleo
Disparou 7,04%, a US$ 100,69, o primeiro fechamento acima dos US$ 100 em meses, após novo ataque a petroleiros no Mar Vermelho
A Nasdaq caía 2,15% e o Dow Jones 0,97% no horário do fechamento brasileiro, na ressaca dos balanços de Alphabet e Tesla e do temor com o gasto em inteligência artificial
O Banco Central europeu manteve os juros, com a taxa de depósito em 2,25%, numa decisão unânime, e ainda projeta uma possível alta em setembro
Segue em 14,25%; o Banco Central decide em 4 e 5 de agosto, com o petróleo acima dos US$ 100 como novo ponto de atenção
O que fica no radar
- O petróleo acima dos US$ 100 é o novo ponto de atenção. Se o barril sustentar esse patamar, vira o tipo de choque que pode segurar o corte da Selic; a decisão é em 4 e 5 de agosto.
- A Vale entra em foco pelo balanço. O resultado completo sai em 30/07, o primeiro sob o novo conselho; é nele que aparecem preço realizado, custo e a decisão sobre proventos.
- A tecnologia global segue no radar. A queda da Nasdaq no rastro de Alphabet e Tesla contamina o humor de risco, e a Totvs (TOTS3) tende a seguir esse tema.
- A ISA Energia faz assembleia em 24/07. A assembleia da ISAE4 trata da oferta primária de cerca de R$ 650 milhões, um evento próprio do papel.
- A agenda de proventos segue cheia. A Iguatemi (IGTI11) paga em 29/07, o Bradesco (BBDC4) em 31/07, o Santander em 06/08 e a Petrobras (PETR4) em 20/08.
