FECHAMENTO · QUINTA · 23/07/2026

O Ibovespa cai 0,46%, aos 176.723 pontos, mas só 13 dos 83 papéis sobem; o Brent fura os US$ 100 e segura a Petrobras e a Vale, enquanto a tecnologia, o varejo e a saúde apanham.

A queda enganou. O Ibovespa caiu só 0,46%, aos 176.723 pontos, mas 68 dos 83 papéis do Radar fecharam em queda: o índice segurou porque a Petrobras e a Vale, dois dos maiores pesos, subiram com o petróleo. O Brent disparou 7,04% e fechou a US$ 100,69, após novo ataque a petroleiros no Mar Vermelho, e reacendeu a inflação que derrubou banco, varejo, saúde e tecnologia. A Totvs caiu 6,37% e a Hapvida 8,08%, a maior queda do dia. O dólar subiu 0,64%, a R$ 5,084, e o BCE manteve os juros.

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Como foi o pregão

O número do fechamento enganou: o Ibovespa caiu apenas 0,46%, aos 176.723 pontos, num giro somado de cerca de R$ 21 bilhões, mas a amplitude foi bem pior, com só 13 dos 83 papéis do Radar em alta e 68 em queda. O que segurou o índice foi o petróleo: o Brent disparou 7,04% e fechou a US$ 100,69, o primeiro fechamento acima dos US$ 100 em meses, depois de um novo ataque a petroleiros no Mar Vermelho, e levantou a Petrobras, que subiu 0,87% na preferencial e 1,67% na ordinária, e as petroleiras, com a Vibra Energia avançando 1,77% e a PRIO 1,29%. A Vale ajudou pelo peso, com alta de 0,77%. Mas o mesmo petróleo caro reacendeu a inflação e derrubou o resto da bolsa: a Totvs caiu 6,37% no rastro da Nasdaq, que recuava 2,15% lá fora, a Hapvida despencou 8,08%, a maior queda do dia, e o varejo apanhou, com o Assaí em queda de 4,52%. O dólar comercial subiu 0,64%, a R$ 5,084, e o Banco Central europeu manteve os juros, com a taxa de depósito em 2,25%.

O que moveu o dia

As três camadas do dia

20 mais líquidos (fechamento)

Entre os papéis de maior giro, o dia foi das petroleiras e da logística: a Rumo, a Vibra e a Ultrapar lideraram, com a Petrobras e a PRIO atrás. Do lado fraco, a WEG devolveu o salto de ontem, e a Vivo, a B3 e os bancos-âncora recuaram.

MAIORES ALTAS
RAIL3+2,35%
VBBR3+1,77%
UGPA3+1,71%
PETR3+1,67%
PRIO3+1,29%
MAIORES BAIXAS
WEGE3-2,29%
VIVT3-1,92%
B3SA3-1,57%
BBDC4-1,32%
BPAC11-1,26%

BESST (fechamento)

No BESST, quase tudo fechou em queda: a Light foi a rara alta expressiva e a Caixa Seguridade escapou de leve. Do lado fraco, a telecom pesou, com a TIM e a Vivo na ponta, seguidas por Alupar, B3 e Bradesco.

MAIORES ALTAS
LIGT3+4,62%
CXSE3+0,09%
ISAE4-0,11%
CMIG4-0,18%
TAEE11-0,41%
MAIORES BAIXAS
TIMS3-3,93%
VIVT3-1,92%
ALUP11-1,81%
B3SA3-1,57%
BBDC4-1,32%

Mercado geral (fechamento)

Na bolsa toda, as pontas contam a história: as maiores altas vieram de energia, logística e petróleo, e as maiores quedas de saúde, tecnologia e varejo. Só 13 dos 83 papéis fecharam em alta.

MAIORES ALTAS
LIGT3+4,62%
RAIL3+2,35%
VBBR3+1,77%
UGPA3+1,71%
PETR3+1,67%
MAIORES BAIXAS
HAPV3-8,08%
TOTS3-6,37%
ASAI3-4,52%
MRVE3-4,36%
AZZA3-4,27%

Os números do fechamento

Ibovespa176.723

Caiu 0,46%, aos 176.723,62 pontos, num giro de cerca de R$ 21 bilhões, mas com só 13 dos 83 papéis do Radar em alta; máxima em 177.896 e mínima em 176.293 pontos

BOVA11R$ 173,45

O ETF que segue o Ibovespa caiu 0,72%, a R$ 173,45

Dólar (fechamento)R$ 5,084

O dólar comercial subiu 0,64%, a R$ 5,084, acompanhando a moeda americana mais forte e o risco de inflação do petróleo

BrentUS$ 100,69

Disparou 7,04%, a US$ 100,69, o primeiro fechamento acima dos US$ 100 em meses, após novo ataque a petroleiros no Mar Vermelho

Wall Streetqueda na tech

A Nasdaq caía 2,15% e o Dow Jones 0,97% no horário do fechamento brasileiro, na ressaca dos balanços de Alphabet e Tesla e do temor com o gasto em inteligência artificial

BCEdepósito 2,25%

O Banco Central europeu manteve os juros, com a taxa de depósito em 2,25%, numa decisão unânime, e ainda projeta uma possível alta em setembro

Selic14,25%

Segue em 14,25%; o Banco Central decide em 4 e 5 de agosto, com o petróleo acima dos US$ 100 como novo ponto de atenção

O que fica no radar