O Ibovespa fecha em alta de 0,51%, aos 176.641 pontos, no dia em que a primeira deflação americana desde 2020 virou o pregão e Trump recuou do pedágio de 20% em Ormuz: o dólar caiu a R$ 5,08, o Brent subiu assim mesmo e o time do juro assumiu a ponta, com 53 dos 83 papéis do Radar em alta.
O pregão desta terça começou com a guerra e terminou com o juro. A inflação ao consumidor dos Estados Unidos caiu 0,4% em junho, a primeira deflação mensal desde 2020, derrubou o dólar a R$ 5,08 e virou o Ibovespa, que perdera 1,20% na véspera, para uma alta de 0,51% que segurou até o fim. No Golfo, Trump anunciou que abriu mão do pedágio de 20% em Ormuz em troca de investimentos, mas manteve o bloqueio a navios do Irã, e o Brent subiu assim mesmo, a US$ 84,73.
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O pregão começou olhando para a guerra e terminou olhando para o juro. A inflação ao consumidor dos Estados Unidos caiu 0,4% em junho, a primeira deflação mensal desde 2020 e mais que o dobro da queda esperada, com o índice de 12 meses recuando de 4,2% para 3,5%. O dólar à vista fechou em queda de 1,05%, a R$ 5,08, e o Ibovespa à vista, que perdera 1,20% na véspera, virou para alta de 0,51%, aos 176.641 pontos, com giro de R$ 16,8 bilhões e 53 dos 83 papéis do Radar em alta; o BOVA11 subiu 0,78%, a R$ 173,60. A rotação foi o retrato do dia: o bloco BESST inteiro fechou positivo, com o telecom liderando, enquanto as petroleiras equilibraram, com a Petrobras PN estável (R$ 40,66) e a BRAV3 subindo 6,49%. No Golfo, Trump anunciou que abriu mão do pedágio de 20% sobre a carga que cruza Ormuz, em troca de investimentos dos países do Golfo, mas manteve o bloqueio a navios ligados ao Irã, e o Brent subiu 1,72%, a US$ 84,73, no maior nível em um mês. A HAPV3 foi a maior alta do índice, com 6,98%, e a UGPA3 girou R$ 1,84 bilhão, o maior volume do pregão, sem comunicado.
O que moveu o dia
- O CPI virou o pregão. A inflação americana de junho caiu 0,4% no mês, a primeira deflação desde 2020, com os 12 meses em 3,5%. O dólar caiu a R$ 5,08 e o time do juro, bancos, elétricas, saneamento, seguros e telecom, assumiu a ponta compradora e segurou a alta até o fechamento.
- Trump recuou do pedágio, o barril subiu assim mesmo. Trump abriu mão de cobrar o pedágio de 20% em Ormuz em troca de investimentos do Golfo, mas manteve o bloqueio a navios do Irã; o Brent subiu 1,72%, a US$ 84,73, no maior nível em um mês. O prêmio do petróleo é o risco de o estreito fechar, não a tarifa.
- A Vale subiu e as mineradoras menores caíram. A VALE3 avançou 1,59% com a renúncia de Stieler no conselho, não com minério; a CMIN3 devolveu 6,42% e a USIM5 1,79%, com o minério de ferro fraco, perto de US$ 98 a tonelada.
- Ultrapar girou R$ 1,84 bilhão sem comunicado. A UGPA3 caiu 2,65%, a R$ 30,11, com o maior volume do pregão, mais que o dobro do da Petrobras PN e nenhum fato relevante até o fechamento; leitura de negócio em bloco, ainda não confirmada.
As três camadas do dia
20 mais líquidos (fechamento)
Entre os mais líquidos, o time do juro assumiu a ponta, com Banco do Brasil, Vibra, Vale, B3 e Rede D’Or; do lado vendido, a Ultrapar caiu com giro bilionário, seguida de Usiminas, Suzano, Bradesco e Petrobras ON.
BESST (fechamento)
O bloco BESST inteiro fechou em alta: telecom sobe 2,54%, seguros 0,60%, elétricas 0,59%, bancos 0,51% e saneamento 0,27%. TIM, Vivo, Banco do Brasil e Caixa Seguridade lideram; Bradesco, Engie e Copasa ficam para trás.
Mercado geral (fechamento)
No mercado geral, a Hapvida e a Brava lideram, com a saúde e a OPA da Ecopetrol no radar, seguidas de Vamos, TIM e MBRF; nas quedas, a CSN Mineração devolve com o minério fraco e a Ultrapar cai com o maior giro do pregão.
Os números do fechamento
Subiu 0,51%, aos 176.641 pontos, com giro de R$ 16,8 bilhões e 53 dos 83 papéis do Radar em alta
O ETF que segue o Ibovespa subiu 0,78%, a R$ 173,60, acompanhando o índice
O dólar à vista caiu 1,05%, a R$ 5,08, devolvendo o prêmio de juro que vinha se acumulando desde o choque de Ormuz
Subiu 1,72%, no maior nível em um mês, mesmo depois de Trump abrir mão do pedágio de 20%; o bloqueio a navios do Irã segue de pé
O S&P 500 subiu 0,38% (7.543) e o Nasdaq 0,90% (26.107), puxados pelos chips, enquanto o Dow ficou de lado (alta de 0,02%, 52.508), com a IBM pesando
O minério de ferro segue fraco, na casa dos US$ 98 a tonelada, com queda no mês; o PIB da China sai à noite e testa a demanda física
No Focus desta semana, a mediana do IPCA de 2026 está em 5,16% e a da Selic de fim de ano em 14,00%; a próxima leitura sai na segunda
Segue em 14,25%; o Banco Central decide em 4 e 5 de agosto, e o barril firme é o principal risco para a aposta de corte
O que fica no radar
- PIB da China hoje à noite. O pacote de PIB e atividade do segundo trimestre sai perto de 23h de Brasília e testa a perna do minério, depois de as exportações de junho crescerem 27% na comparação anual.
- Tarifaço em 15/07. O prazo da tarifa de 25% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros vence amanhã, com PPI e Livro Bege no mesmo dia e Warsh no Senado; a WEGE3 e a EMBJ3 são os nomes mais expostos.
- O contador de Ormuz. O que separa prêmio de risco de custo permanente é quanto do fluxo de navios volta a passar pelo estreito; com o pedágio abandonado, o preço do barril passa a medir só o risco do bloqueio.
- Dividendo em foco. O SANB11 tem data-com em 21/07 (pagamento em 06/08), a LREN3 e a VIVT3 pagaram em 14/07 e a TIMS3 paga em 22/07.
- Vale e balanços. A VALE3 divulga produção em 21/07 e resultado em 30/07; a temporada do segundo trimestre começa no início de agosto, e o Banco Central decide a Selic em 4 e 5 de agosto.
