FECHAMENTO · TERÇA · 14/07/2026

O Ibovespa fecha em alta de 0,51%, aos 176.641 pontos, no dia em que a primeira deflação americana desde 2020 virou o pregão e Trump recuou do pedágio de 20% em Ormuz: o dólar caiu a R$ 5,08, o Brent subiu assim mesmo e o time do juro assumiu a ponta, com 53 dos 83 papéis do Radar em alta.

O pregão desta terça começou com a guerra e terminou com o juro. A inflação ao consumidor dos Estados Unidos caiu 0,4% em junho, a primeira deflação mensal desde 2020, derrubou o dólar a R$ 5,08 e virou o Ibovespa, que perdera 1,20% na véspera, para uma alta de 0,51% que segurou até o fim. No Golfo, Trump anunciou que abriu mão do pedágio de 20% em Ormuz em troca de investimentos, mas manteve o bloqueio a navios do Irã, e o Brent subiu assim mesmo, a US$ 84,73.

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Como foi o pregão

O pregão começou olhando para a guerra e terminou olhando para o juro. A inflação ao consumidor dos Estados Unidos caiu 0,4% em junho, a primeira deflação mensal desde 2020 e mais que o dobro da queda esperada, com o índice de 12 meses recuando de 4,2% para 3,5%. O dólar à vista fechou em queda de 1,05%, a R$ 5,08, e o Ibovespa à vista, que perdera 1,20% na véspera, virou para alta de 0,51%, aos 176.641 pontos, com giro de R$ 16,8 bilhões e 53 dos 83 papéis do Radar em alta; o BOVA11 subiu 0,78%, a R$ 173,60. A rotação foi o retrato do dia: o bloco BESST inteiro fechou positivo, com o telecom liderando, enquanto as petroleiras equilibraram, com a Petrobras PN estável (R$ 40,66) e a BRAV3 subindo 6,49%. No Golfo, Trump anunciou que abriu mão do pedágio de 20% sobre a carga que cruza Ormuz, em troca de investimentos dos países do Golfo, mas manteve o bloqueio a navios ligados ao Irã, e o Brent subiu 1,72%, a US$ 84,73, no maior nível em um mês. A HAPV3 foi a maior alta do índice, com 6,98%, e a UGPA3 girou R$ 1,84 bilhão, o maior volume do pregão, sem comunicado.

O que moveu o dia

As três camadas do dia

20 mais líquidos (fechamento)

Entre os mais líquidos, o time do juro assumiu a ponta, com Banco do Brasil, Vibra, Vale, B3 e Rede D’Or; do lado vendido, a Ultrapar caiu com giro bilionário, seguida de Usiminas, Suzano, Bradesco e Petrobras ON.

MAIORES ALTAS
BBAS3+1,73%
VBBR3+1,65%
VALE3+1,59%
B3SA3+1,39%
RDOR3+1,38%
MAIORES BAIXAS
UGPA3-2,65%
USIM5-1,79%
SUZB3-0,92%
BBDC4-0,75%
PETR3-0,50%

BESST (fechamento)

O bloco BESST inteiro fechou em alta: telecom sobe 2,54%, seguros 0,60%, elétricas 0,59%, bancos 0,51% e saneamento 0,27%. TIM, Vivo, Banco do Brasil e Caixa Seguridade lideram; Bradesco, Engie e Copasa ficam para trás.

MAIORES ALTAS
TIMS3+2,80%
VIVT3+2,27%
BBAS3+1,73%
CXSE3+1,56%
ENGI11+1,33%
MAIORES BAIXAS
BBDC4-0,75%
EGIE3-0,52%
CSMG3-0,26%
TAEE11-0,22%
SANB11-0,11%

Mercado geral (fechamento)

No mercado geral, a Hapvida e a Brava lideram, com a saúde e a OPA da Ecopetrol no radar, seguidas de Vamos, TIM e MBRF; nas quedas, a CSN Mineração devolve com o minério fraco e a Ultrapar cai com o maior giro do pregão.

MAIORES ALTAS
HAPV3+6,98%
BRAV3+6,49%
VAMO3+4,30%
TIMS3+2,80%
MBRF3+2,35%
MAIORES BAIXAS
CMIN3-6,42%
UGPA3-2,65%
AZZA3-1,93%
USIM5-1,79%
TOTS3-1,71%

Os números do fechamento

Ibovespa176.641

Subiu 0,51%, aos 176.641 pontos, com giro de R$ 16,8 bilhões e 53 dos 83 papéis do Radar em alta

BOVA11R$ 173,60

O ETF que segue o Ibovespa subiu 0,78%, a R$ 173,60, acompanhando o índice

Dólar (fechamento)R$ 5,08

O dólar à vista caiu 1,05%, a R$ 5,08, devolvendo o prêmio de juro que vinha se acumulando desde o choque de Ormuz

BrentUS$ 84,73

Subiu 1,72%, no maior nível em um mês, mesmo depois de Trump abrir mão do pedágio de 20%; o bloqueio a navios do Irã segue de pé

Wall Streetem alta

O S&P 500 subiu 0,38% (7.543) e o Nasdaq 0,90% (26.107), puxados pelos chips, enquanto o Dow ficou de lado (alta de 0,02%, 52.508), com a IBM pesando

Minérioperto de US$ 98

O minério de ferro segue fraco, na casa dos US$ 98 a tonelada, com queda no mês; o PIB da China sai à noite e testa a demanda física

Boletim FocusIPCA 5,16%

No Focus desta semana, a mediana do IPCA de 2026 está em 5,16% e a da Selic de fim de ano em 14,00%; a próxima leitura sai na segunda

Selic14,25%

Segue em 14,25%; o Banco Central decide em 4 e 5 de agosto, e o barril firme é o principal risco para a aposta de corte

O que fica no radar