Ibovespa retoma os 170 mil em alta ampla, com saneamento e telecom na frente; petróleo recua lá fora.
No fechamento desta segunda, o Ibovespa subiu 1,21% (a 170.370 pontos), retomando a marca dos 170 mil numa alta espalhada pela maioria dos papéis e puxada pelos setores ligados a juro: saneamento +3,89%, telecom +4,20%, energia elétrica +1,63% e bancos +1,27%, com os juros futuros cedendo na véspera da ata do Copom. O dólar recuou para perto de R$ 5,14, com o Banco Central atuando via leilões. Lá fora, o petróleo caiu: negociadores do Irã e dos Estados Unidos relataram avanço nas conversas, com Teerã aceitando a entrada de inspetores nucleares, o que aliviou o prêmio de risco. A maior alta do dia foi AZZA3 (+10,48%) e a maior baixa, SUZB3 (-2,75%).
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A segunda abriu a semana com a bolsa em recuperação e fôlego comprador desde cedo. Com os juros futuros cedendo e o dólar em queda, o índice retomou os 170 mil pontos ao longo do pregão, numa alta ampla que pegou quase todos os setores. O pano de fundo externo ajudou: o petróleo recuou com o avanço nas conversas EUA-Irã, tirando pressão do prêmio de risco que tinha reaparecido no fim de semana.
O que moveu o dia
A alta foi puxada pelos setores de juro: o saneamento (+3,89%) liderou, com CSMG3 (+4,68%), SBSP3 (+3,52%) e SAPR11 (+3,47%); o telecom (+4,20%) veio logo atrás, com TIMS3 (+5,08%) e VIVT3 (+3,33%); as elétricas (+1,63%) e os bancos (+1,27%) completaram, com ITUB4 (+2,68%) e BPAC11 (+3,10%) entre os destaques. No mercado amplo, AZZA3 (+10,48%) e YDUQ3 (+5,23%) dominaram as altas. Do outro lado, a Suzano (SUZB3 -2,75%) foi a maior baixa, pressionada pelo real mais forte, seguida de POMO4 (-1,34%) e SLCE3 (-1,32%); os seguros (-0,10%) ficaram na contramão do dia.
As três camadas do dia
O Ibovespa fechou em alta de 1,21% (a 170.370 pontos), retomando os 170 mil; o BOVA11 subiu 1,21% (R$ 167,12) e o dólar recuou para perto de R$ 5,14. Na ponta de cima: AZZA3 (+10,48%), YDUQ3 (+5,23%), TIMS3 (+5,08%) e CSMG3 (+4,68%). Na ponta de baixo: SUZB3 (-2,75%), POMO4 (-1,34%), SLCE3 (-1,32%) e CEAB3 (-1,21%).
A alta ampla veio da aposta em juro menor: com a curva de juros cedendo na véspera da ata do Copom, os setores de receita previsível e dividendo (saneamento, telecom, elétricas) se reprecificam para cima, e os bancos acompanham a melhora de apetite por risco. O petróleo mais baixo lá fora é desinflacionário na margem e reforça a tese de corte; o real mais forte, porém, penaliza as exportadoras como Suzano e WEG.
A leitura nas mesas é que a semana decisiva é esta: a ata do Copom, amanhã, deve dizer o quanto o comitê está disposto a seguir cortando a Selic, e o IPCA-15 e o PCE dos Estados Unidos, na quinta, completam o quadro de inflação. A alta de hoje é aposta; confirmar a virada depende desses dados. É interpretação, não garantia.
Maiores altas e baixas
| Maiores altas (geral) | AZZA3 +10,48% · YDUQ3 +5,23% · TIMS3 +5,08% |
| Maiores baixas (geral) | SUZB3 -2,75% · POMO4 -1,34% · SLCE3 -1,32% |
| Entre os 20 mais líquidos | CSMG3 +4,68% · SBSP3 +3,52% · BPAC11 +3,10% |
Os números do fechamento
| Ibovespa | +1,21% · ~170.370 pts |
| BOVA11 | +1,21% · R$ 167,12 |
| Dólar | recuou · perto de R$ 5,14 |
| Petróleo (Brent BRN1!) | em queda · avanço nas conversas EUA-Irã |
| Minério (Dalian FEF1!) | na faixa pressionada · limita a Vale |
| Vale | VALE3 +0,20% · R$ 80,91 |
| Destaque positivo | AZZA3 +10,48% · saneamento e telecom |
| Destaque negativo | SUZB3 -2,75% · seguros -0,10% |
| Mundo | Petróleo recua · conversas EUA-Irã avançam · tech cai em NY |
O que fica no radar
O foco da semana é a ata do Copom, amanhã, que calibra as apostas para o ritmo de corte da Selic; na quinta, o IPCA-15 e o PCE dos Estados Unidos completam o quadro de inflação. Seguem no radar o boletim Focus, que voltou a elevar a projeção de Selic para 2026, e a curva de juros. No setorial, a Embraer (EMBJ3) tem amanhã o último dia de negociação com direito ao JCP, e a Rumo (RAIL3) anunciou troca de presidente, com efeito em 20 de julho. O dólar e o petróleo continuam no centro das atenções.
