FECHAMENTO · QUINTA · 16/07/2026

O Ibovespa cai 1,24%, aos 173.825 pontos, no dia em que o tarifaço americano de 25% e a virada de Wall Street em queda se somaram: a dor migrou do aço e da petroquímica para o doméstico sensível a juro, com 62 dos 83 papéis do Radar em queda.

O pregão começou como racha, isentos subindo e taxados caindo com o tarifaço já oficializado, e terminou como queda ampla. O que virou o dia foi Wall Street, que caiu à tarde num tombo de chips, e essa segunda perna levou o Ibovespa ao pior momento da sessão. A dor saiu do exportador taxado e foi para o consumo, a construção e a locação, pelo canal do câmbio e da curva.

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Como foi o pregão

O dia teve dois atos. No primeiro, o tarifaço, agora fato com data: os Estados Unidos oficializaram a tarifa de 25% sobre grande parte das exportações brasileiras, em vigor em 22/07 e com 864 exceções, e o pregão se dividiu entre isentos que subiam e taxados que caíam. No segundo, Wall Street virou para a queda à tarde, com o Nasdaq caindo 1,47% num tombo de chips, e o Ibovespa foi ao pior momento do dia: fechou em queda de 1,24%, aos 173.825 pontos, com giro em torno de R$ 13,5 bilhões, e o BOVA11 recuou 1,15%, a R$ 170,77. A amplitude foi de 62 dos 83 papéis do Radar em queda. A dor mudou de endereço: de manhã era do aço e da petroquímica, com a Braskem caindo 4,84% e a Usiminas 3,66%; à tarde, o dólar em alta e a curva mais dura jogaram o peso sobre o doméstico, com a Cury caindo 4,40%, a Localiza 3,69% e a Renner 3,19%. No topo, o minério isento segurou a CSN Mineração em alta de 4,01%, enquanto a Vale caiu 2,05%, mas por China, não por tarifa.

O que moveu o dia

As três camadas do dia

20 mais líquidos (fechamento)

Entre os mais líquidos, só Ultrapar, Vibra, Banco do Brasil e Suzano seguraram a alta; do lado vendido, Eneva, Localiza, Copel, Sabesp e Vale puxaram as quedas num pregão de baixa ampla.

MAIORES ALTAS
UGPA3+2,86%
VBBR3+1,84%
BBAS3+1,02%
SUZB3+0,53%
ABEV3+0,19%
MAIORES BAIXAS
ENEV3-3,71%
RENT3-3,69%
CPLE3-2,80%
SBSP3-2,27%
VALE3-2,05%

BESST (fechamento)

No BESST, só os seguros fecharam em alta (+0,76%); bancos caíram 0,57%, telecom 0,64%, energia 0,29% e saneamento 1,45%. Light e BB Seguridade lideram; Eneva e Copel afundam.

MAIORES ALTAS
LIGT3+5,57%
BBSE3+1,15%
BBAS3+1,02%
ISAE4+0,79%
CPFE3+0,77%
MAIORES BAIXAS
ENEV3-3,71%
CPLE3-2,80%
SBSP3-2,27%
CSMG3-1,99%
ENGI11-1,65%

Mercado geral (fechamento)

No geral, a Light e a mineração isenta lideram, com CMIN3 e Ultrapar; nas quedas, a Braskem afunda, seguida da construção da Cury e da energia da Eneva, com a Vale caindo por China.

MAIORES ALTAS
LIGT3+5,57%
CMIN3+4,01%
UGPA3+2,86%
VBBR3+1,84%
COGN3+1,33%
MAIORES BAIXAS
BRKM5-4,84%
CURY3-4,40%
ENEV3-3,71%
RENT3-3,69%
USIM5-3,66%

Os números do fechamento

Ibovespa173.825

Caiu 1,24%, aos 173.825 pontos, com giro em torno de R$ 13,5 bilhões e 62 dos 83 papéis do Radar em queda

BOVA11R$ 170,77

O ETF que segue o Ibovespa recuou 1,15%, a R$ 170,77, acompanhando o índice

Dólar (fechamento)R$ 5,10

Passou de R$ 5,10, com o futuro em alta de 0,46%: o real perdeu terreno com a guerra comercial e o risk-off global

BrentUS$ 84,6

Recuou cerca de 0,4%, para perto de US$ 84,6; o petróleo ficou isento, então o efeito da tarifa sobre a Petrobras é indireto

Wall Streetem queda

O Nasdaq caiu 1,47%, o S&P 500 recuou 0,51% e o Dow cedeu 0,20%, num tombo de chips e receio sobre o gasto de inteligência artificial

Minérioperto de US$ 98

O minério de ferro segue nas mínimas do ano, perto de US$ 98 a tonelada, e é ele, com a China, que move a Vale, não a tarifa

Boletim FocusSelic 14,00%

A mediana da Selic de fim de ano segue em 14,00%; a guerra comercial e o câmbio entram como risco novo para a conta de inflação

Selic14,25%

Segue em 14,25%; o Banco Central decide em 4 e 5 de agosto, e o tarifaço soma-se ao câmbio como risco

O que fica no radar