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Radar Ibov

Newsletter · Fechamento · Segunda · 14/09/2026

O índice caiu 0,91% e não foi por petróleo

O que ninguém tá vendo

O Ibovespa fechou aos 185.500,88 pontos, queda de 0,91%, e a manchete do dia era o petróleo. Não era: o Brent tocou US$ 110 no intradia e devolveu quase tudo, fechando a US$ 105,68, abaixo do nível que o mercado lia de manhã, e o ouro caiu 1,28% num dia de conflito no Golfo. As duas proteções clássicas falharam juntas, e isso localiza a causa em outro lugar: o título americano de dez anos tocou 5%, o maior nível desde outubro de 2023, enquanto o de dois anos ficou parado em 4,62%. Aqui, o contrato de janeiro de 2036 subiu 11,5 pontos-base e o de janeiro de 2027 ficou parado. Quando as duas curvas inclinam do mesmo jeito no mesmo dia, o preço que se cobra é de prazo, e não de reunião.

Os números do fechamento

Ibovespa185.500,88 (-0,91%)
Giro das 85 açõesR$ 17,29 bi
Placar das 85 ações21 altas, 63 quedas, 1 estável
BOVA11R$ 182,55 (-0,71%)
Dólar à vistaR$ 5,1384 (+0,43%)
BrentUS$ 105,68 (+1,02%)
Juro de 10 anos dos EUA4,986% (+0,01 ponto)
Minério de ferroUS$ 97,55 (-0,48%)

Maiores altas (geral): TOTS3 +4,34%, HYPE3 +3,38%, IRBR3 +2,48%, CSMG3 +1,64%, FLRY3 +1,61%. Maiores baixas (geral): CMIN3 -6,85%, USIM5 -4,74%, CSNA3 -4,65%, AZZA3 -4,02%, BRAP4 -3,99%.

Olho no bloco de minério e aço

O minério de referência caiu 0,48%, a US$ 97,55 a tonelada, e a CSN Mineração caiu 6,85%, a maior queda do pregão. Quando a ação cai dez vezes mais do que a matéria-prima, o que foi reprecificado não é o preço da tonelada, é a margem de quem compra a tonelada: a lucratividade das siderúrgicas chinesas caiu 22,51 pontos percentuais, para 7,79%, com o pátio das usinas recebendo mais 1,41 milhão de toneladas de importado e a utilização de altos-fornos em 88,73%. Usina no prejuízo adia embarque antes de a cotação ceder, então a tonelada é o último elo da fila a cair. Sete dos oito nomes do bloco perderam 3% ou mais.

Amanhã e à frente

Hoje às 23h a China divulga produção industrial, vendas no varejo e desemprego de agosto, com consenso de alta de 4,8% na produção e de 0,8% no varejo em doze meses, e o efeito cai no pregão de 15/09. Amanhã, 15/09, o plenário do Supremo se reúne às 10h e as vendas no varejo de julho saem às 09h, com consenso de alta de 1,0% no mês; no mesmo dia o Bradesco paga R$ 0,6442 por ação preferencial, de rodada com data de corte encerrada. Em 16/09 saem as duas decisões de juro: o banco central americano às 15h, com 90,3% de chance de alta de 0,25 ponto precificada, e o banco central brasileiro às 18h30, com a taxa básica em 14,00% e 94,25% de chance de corte de 0,25 ponto precificada.

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