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WIZC3 Wiz Co

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Move o preço:Contratos de balcãoPrêmios emitidosResultado das JVsDividendos

Conteúdo de contexto: explica o que move a ação e não envelhece. O snapshot de cotação é atualizado periodicamente.

A Wiz Co é uma corretora e distribuidora de seguros, consórcios e produtos financeiros. Ela não carrega o risco das apólices: vende o produto de seguradoras parceiras, sobretudo dentro de balcões de bancos, e fica com uma comissão sobre cada venda. É um negócio de capital leve, margem alta e caixa forte, o que historicamente sustentou dividendos generosos. A história do papel é a história de uma reinvenção: a empresa nasceu e cresceu dentro do ecossistema da Caixa, perdeu essa exclusividade em 2021 e se reconstruiu como plataforma multicanal, apoiada em parcerias como BRB e BMG. A WIZC3 é a ação ordinária, listada no Novo Mercado. Entender de onde vem a comissão, e o que acontece quando um contrato grande vence, é entender o papel.

Por Redação Radar Ibov · Última revisão: 18 de setembro de 2026 · Conteúdo informativo e jornalístico, não é recomendação.

O papel no Radar

O papel no fechamento de 09/10/2026dados da B3

A WIZC3 subiu 3,52% no pregão de 09/10, 2,14 pontos percentuais acima do Ibovespa, e fechou a R$ 9,12, com giro de R$ 7,1 milhões, 2,3 vezes a média dos últimos 20 pregões. Em 20 pregões, acumula alta de 16,6% e está 12,1% abaixo da máxima de 52 semanas (R$ 10,37, em 03/02/2026). Foi a oitava alta seguida.

Fechamento
R$ 9,12
+3,52% no dia
Contra o Ibovespa
+2,14 p.p.
diferença no dia
Contra o setor
+3,54 p.p.
Seguros, média de -0,02%
Giro
R$ 7,1 mi
2,3 vezes a média de 20 pregões · 85º de 85
5 pregões
+11,4%
20 pregões
+16,6%
No ano
+2,2%
desde 30/12/2025
Da máxima de 52 sem.
-12,1%
máxima de R$ 10,37 em 03/02/2026
Onde está na faixa de 52 semanas
mín. R$ 7,33 (11/06/2026)máx. R$ 10,37 (03/02/2026)

Proventos com data pela frente

Dividendo de R$ 0,3126365199 por ação: data-com encerrada em 28/04/2026, pagamento em 31/12/2026.

Valor por ação como no documento da companhia; a regra de imposto e a agenda completa estão na agenda de proventos.

Na tese do Radar

Leitura de 05/10. As seguradoras estão entre as que o cenário favorece: com a Selic parada por mais tempo, o dinheiro que elas mantêm aplicado rende mais. Ler a tese inteira.

Fechamento, variação e giro do pregão de 09/10/2026; histórico oficial da B3 (arquivo COTAHIST), com preços sem ajuste por proventos. Conteúdo informativo, não é recomendação.

Notícias sobre WIZC3 · conferido em 09/10/2026

O que move o papel

Corretora de seguros que perdeu a exclusividade na rede da Caixa: a tese hoje é diversificar os canais de venda para repor essa receita, e o que move a ação é o sucesso em fechar parceiros e produtos novos.

Sem fato relevante próprio na varredura de 09/10/2026. Quando a companhia divulgar resultado, provento, fato relevante ou comunicado, ele entra aqui com a leitura do Radar. Conteúdo informativo, não é recomendação.

CotaçãoR$ 9,12
No dia+3,52%
DY 12m6,9%
snapshot · 09/10/2026

O que é a Wiz Co e o que você compra com a WIZC3

A WIZC3 é a ação da Wiz Co Participações e Corretagem de Seguros, uma companhia cujo produto é a venda. A Wiz não é seguradora: quem assume o risco das apólices são as seguradoras parceiras. O que a empresa faz é distribuir, pelos canais que opera, seguros, consórcios, previdência e outros produtos financeiros, recebendo comissão sobre tudo o que vende. O coração do modelo é o bancassurance, a venda de seguros dentro do balcão de um banco, no momento em que o cliente contrata um crédito, financia um imóvel ou abre uma conta. Quem compra WIZC3 está comprando, na prática, uma máquina de distribuição: contratos que dão à companhia o direito de explorar canais de venda, uma operação enxuta que transforma comissão em caixa e uma cultura comercial construída ao longo de décadas dentro do maior balcão público do país. É um negócio sem fábrica e sem estoque, cujos ativos decisivos são os contratos e a capacidade de vender.

Da Fenae à Wiz Co: a história do papel

A companhia nasceu em 1973, no Rio de Janeiro, como Fenae Corretora, criada pela federação das associações do pessoal da Caixa para operar seguros dentro do universo do banco. Em 2010 virou Par Corretora e, em 2015, abriu capital na bolsa, no único IPO do Brasil naquele ano. Em 2017 adotou a marca Wiz. Até então, a essência era uma só: a empresa era a corretora do balcão da Caixa, com um contrato de exclusividade que garantia um fluxo previsível de comissões sobre uma rede de milhares de agências. Esse vínculo, que era a força do negócio, virou o seu maior teste quando o banco decidiu não renovar a exclusividade, encerrada em 2021. A resposta foi o reposicionamento como Wiz Co, anunciado no fim de 2022, com o ticker migrando de WIZS3 para WIZC3 no início de 2023: de corretora de um único balcão para uma plataforma multicanal de distribuição, com participações em corretoras de outros bancos e verticais próprias. A história explica o desconto e o ceticismo que o papel carrega, e também a tese de quem enxerga na reinvenção um negócio mais diversificado do que o original.

Como uma corretora de seguros ganha dinheiro

O modelo é simples de descrever e difícil de replicar. A seguradora cria o produto e assume o risco; o canal, em geral um banco, tem o cliente; a corretora conecta as duas pontas e opera a venda, ficando com uma comissão sobre o prêmio emitido. A receita da Wiz cresce, portanto, com o volume de prêmios que passa pelos seus canais, e não com a sinistralidade das apólices, que é problema da seguradora. Isso tem duas consequências importantes para o investidor. A primeira é que o negócio exige pouquíssimo capital: não há reservas técnicas, não há indenizações a pagar, e a estrutura se resume a gente, tecnologia e contratos, o que permite margens altas e uma conversão forte de lucro em caixa. A segunda é que a fortuna da companhia está amarrada à saúde dos canais: se o banco parceiro empresta mais, vende mais crédito e mais seguro prestamista junto; se o canal encolhe, a comissão encolhe na mesma proporção. É um negócio alavancado na atividade de terceiros, para o bem e para o mal.

O fim da exclusividade da Caixa: o divisor de águas

Durante décadas, a Wiz foi na prática o braço de vendas de seguros do balcão da Caixa, e o mercado precificava o papel como um anexo do banco. O anúncio de que a exclusividade não seria renovada derrubou a tese original e obrigou a companhia a se reconstruir. O processo teve dois desfechos. No negócio, a Wiz partiu para comprar participações em corretoras ligadas a outros bancos e para montar verticais próprias, replicando em balcões menores o que sabia fazer no maior deles. Na estrutura societária, o vínculo remanescente também se desfez: a CNP Seguros Holding, sócia ligada ao grupo segurador da Caixa que detinha um quarto do capital, vendeu toda a posição em janeiro de 2025 para a Integra Participações, que consolidou o controle. Para quem analisa o papel hoje, o episódio deixou duas lições que seguem válidas: contratos de distribuição têm prazo, e a receita de uma corretora vale o que vale a renovação dos seus canais. É a régua com que o mercado mede cada nova parceria da companhia.

As frentes de hoje: BRB, BMG, Corporate e consórcio

A Wiz de hoje é um portfólio de canais. A parceria mais relevante é com o BRB, o banco de Brasília: uma sociedade que opera o balcão de seguros do banco e responde por uma fatia relevante do resultado do grupo. Na mesma lógica funciona a corretora em sociedade com o Banco BMG, com força em produtos de saúde e no público do crédito consignado. Fora do balcão bancário, a Wiz Corporate atende grandes riscos e clientes corporativos, uma frente que cresce com a economia real e com apólices de maior tíquete, e a vertical de consórcios distribui cartas de crédito. Complementam o desenho unidades de tecnologia e serviços que dão suporte à operação e vendem capacidade de distribuição para parceiros. O investidor deve ler essa colcha de retalhos com a régua certa: o que importa em cada frente é o prêmio emitido, a comissão média e o prazo do contrato que sustenta o canal. Diversificar balcões reduziu a dependência de um cliente único, mas não mudou a natureza do negócio, que segue sendo vender pelos canais dos outros.

Capital leve, margem alta: a mecânica do resultado

Corretagem é um dos raros negócios em que o crescimento não consome capital. A Wiz não precisa construir fábrica, imobilizar estoque nem constituir reservas: cada real de comissão que entra vira margem depois de cobrir uma estrutura relativamente fixa de pessoas e tecnologia. Por isso o setor combina margens altas com retornos elevados sobre o capital, e por isso empresas assim tendem a devolver caixa ao acionista em vez de retê-lo. A contrapartida é que não há ativo físico que proteja o valor: o que sustenta a receita são contratos com prazo e a performance comercial dentro deles. No caso da Wiz, parte do resultado vem de sociedades em que a companhia divide o negócio com o banco parceiro, o que significa que o lucro consolidado mistura participações de terceiros. Quem acompanha o papel aprende a olhar menos para a última linha isolada e mais para a foto completa: prêmios emitidos por vertical, receita líquida, margem e a parcela do resultado que pertence de fato ao acionista da Wiz.

O controle: Integra, Fenae e o free float

Desde o início de 2025, a Integra Participações, veículo ligado à Fenae, reúne pouco mais da metade do capital da companhia, depois de comprar os 25% que pertenciam à CNP Seguros Holding. O restante circula no mercado. A WIZC3 está listada no Novo Mercado, o segmento mais exigente da B3: só ações ordinárias, todas com direito a voto e tag along de 100%. Para o investidor, o desenho tem méritos e pontos de atenção. O mérito é a simplicidade da estrutura e a proteção formal do segmento de listagem. O ponto de atenção é a natureza do controlador, uma entidade ligada ao mundo associativo do pessoal da Caixa, cuja governança já foi questionada publicamente por investidores; decisões societárias relevantes passam por esse acionista. Como sempre em empresas com controle definido, a leitura do papel inclui a leitura do dono: alinhamento com minoritários, apetite por dividendos e disposição de investir na diversificação dos canais.

WIZC3 e o dividendo

O caixa forte e a baixa necessidade de reinvestimento fazem da Wiz uma pagadora natural de proventos, e boa parte do público do papel o carrega por renda. A política vigente prevê distribuir no mínimo um quarto do lucro, mas o histórico mostra payouts bem maiores em vários exercícios, chegando perto da totalidade do lucro em anos de caixa folgado. O rendimento efetivo depende de duas variáveis: o lucro do ano, que oscila com os prêmios emitidos pelos canais, e a decisão da administração sobre quanto reter para aquisições e novas parcerias, que são o motor de crescimento de uma plataforma de distribuição. O investidor de renda deve tratar o dividendo da Wiz como consequência do modelo, não como promessa: quando um contrato grande vence ou uma nova sociedade consome caixa, a distribuição pode ceder espaço. Os valores por ação, as datas de corte e o histórico completo ficam no site de Relações com Investidores e nos sistemas da B3.

O que move o preço da WIZC3

Quatro forças dominam o papel. A primeira são os contratos de balcão: anúncio, renovação ou perda de parceria com banco é o evento mais importante que existe para uma corretora, como o precedente da Caixa deixou claro. A segunda é o resultado das sociedades, em especial a do BRB, cuja participação no lucro consolidado concentra a atenção do mercado; notícias sobre a saúde do banco parceiro contaminam diretamente o papel. A terceira é o ciclo de crédito: seguro prestamista e produtos vendidos junto com empréstimos acompanham o apetite dos bancos por emprestar, que por sua vez responde ao juro e à inadimplência da economia. A quarta é o dividendo, que funciona como âncora de valor em um papel de baixa liquidez. Como a WIZC3 é uma small cap fora dos grandes índices, fluxos relativamente pequenos movem o preço, e o papel pode passar longos períodos fora do radar institucional, amplificando tanto as altas quanto as quedas quando o noticiário muda.

Os riscos do case

O primeiro risco é a concentração: a sociedade com o BRB responde por uma fatia desproporcional do resultado, e qualquer abalo no banco, na sua carteira de crédito ou na sua reputação atinge a Wiz em cheio; o noticiário de 2025 em torno de aquisições do BRB no setor financeiro, sob escrutínio de órgãos de controle, é o exemplo vivo desse canal de contágio. O segundo é o prazo dos contratos: toda a receita da companhia se apoia em acordos de distribuição que precisam ser renovados, e a história da própria empresa mostra o tamanho do estrago quando o canal principal decide seguir sozinho. O terceiro é a execução da diversificação: comprar participações em corretoras menores exige preço certo e integração bem feita, e nem toda parceria entrega o que promete. Somam-se a governança do controlador, já questionada publicamente, e a liquidez baixa do papel, que dificulta montar e desmontar posições sem mover o preço. É um case de contratos, e contratos se leem um a um.

Fora do Ibovespa: onde o papel se encaixa

A WIZC3 não integra o Ibovespa: é uma small cap, com valor de mercado na casa do bilhão de reais e volume diário modesto. Isso muda a natureza do investimento. O papel não recebe o fluxo passivo dos fundos de índice, aparece pouco em carteiras institucionais e reage com atraso, ou com exagero, ao noticiário. Dentro do setor de seguros listado na B3, a Wiz ocupa uma prateleira própria: não é seguradora como a Porto (PSSA3), não é o braço de seguridade de um bancão como BB Seguridade (BBSE3) e Caixa Seguridade (CXSE3), nem resseguradora como o IRB (IRBR3); é a ponta da distribuição, o pedágio da venda. Na comparação de múltiplos, isso costuma se traduzir em desconto pela concentração de contratos e prêmio pela leveza do capital. Para quem monta posição no bloco de seguros e seguridade, a Wiz é o jeito mais direto de comprar comissão pura, com os riscos que vêm juntos.

Perguntas frequentes sobre a WIZC3

O que é a Wiz Co e o que ela faz?

A Wiz Co é uma corretora e distribuidora de seguros e produtos financeiros. Ela não assume o risco das apólices: vende seguros, consórcios e previdência criados por seguradoras, principalmente dentro de balcões de bancos parceiros, e recebe comissão sobre o que distribui. WIZC3 é a ação ordinária, listada no Novo Mercado da B3.

A Wiz ainda tem relação com a Caixa?

Não. A empresa nasceu ligada ao ecossistema da Caixa e operou por anos o balcão de seguros do banco, mas a exclusividade terminou em 2021. Em janeiro de 2025, a CNP Seguros Holding, sócia histórica ligada ao grupo segurador da Caixa, vendeu sua fatia de 25% para a Integra Participações, encerrando o vínculo societário.

Quem controla a Wiz Co?

A Integra Participações, veículo ligado à Fenae, a federação das associações do pessoal da Caixa, que reúne pouco mais da metade do capital. O restante circula em bolsa. A companhia está listada no Novo Mercado, segmento que exige só ações ordinárias, com direito a voto e tag along de 100%.

WIZC3 paga dividendos?

Sim. O modelo de corretagem exige pouco capital, e isso historicamente permitiu payouts elevados; a política vigente prevê um piso de 25% do lucro, e a companhia já distribuiu bem mais que isso em vários anos. O valor de cada rodada depende do lucro e das decisões da administração. Datas e valores ficam no RI e na B3.

Quais são os principais riscos da WIZC3?

Concentração de receita em poucos contratos de balcão, com destaque para a parceria com o BRB; a renovação desses contratos, como mostrou o precedente da Caixa; o noticiário em torno da saúde do sócio bancário; e a baixa liquidez típica de small cap fora do Ibovespa, que amplifica os movimentos do papel.

Por que a empresa já se chamou Par Corretora e Wiz Soluções?

A companhia nasceu em 1973 como Fenae Corretora, virou Par Corretora em 2010 e abriu capital em 2015 com esse nome. Em 2017 adotou a marca Wiz e, no fim de 2022, reposicionou-se como Wiz Co, com o ticker migrando para WIZC3 em 2023. As mudanças acompanharam a transição de corretora de um balcão único para plataforma multicanal.

Calendário de proventos

A Wiz Co costuma remunerar o acionista de forma relevante quando o lucro e o caixa permitem, refletindo o perfil de capital leve e alta conversão de resultado em caixa do negócio de corretagem. Os valores por ação, as datas de corte e as datas de pagamento são definidos pela companhia e divulgados em comunicados oficiais.

As datas e os valores de proventos da WIZC3 devem ser confirmados diretamente no site de Relações com Investidores da empresa e nos sistemas da B3. Esta página é informativa e evergreen, não acompanha valores correntes e não substitui a consulta às fontes oficiais.

Conteúdo informativo, de contexto, não é recomendação de compra ou venda. A leitura de preço é responsabilidade do investidor.

Veja o bloco de seguros no mapa de dividendos e o que move o mercado todo dia no briefing do Radar. Compare com os perfis de BBSE3, CXSE3 e PSSA3 na aba de Ações.

Página de contexto do Radar Ibov. Explica o que move a ação e não constitui recomendação de compra ou venda. O snapshot de cotação é atualizado periodicamente; confirme valores e datas de proventos no RI da companhia.