EMBJ3 Embraer
Conteúdo de contexto: explica o que move a ação e não envelhece. O snapshot de cotação é atualizado periodicamente.
A Embraer é uma das maiores fabricantes de aviões do mundo e a maior indústria de alta tecnologia do Brasil. Ela projeta, fabrica e vende jatos comerciais de médio porte, aviões executivos e aeronaves de defesa, presta serviços de manutenção e suporte e ainda aposta em mobilidade aérea urbana por meio da subsidiária EVE. É um negócio global, exportador, de ciclo longo e alta tecnologia, movido pela carteira de pedidos, pelo ritmo de entregas, pelo câmbio e pelos contratos de defesa. A ação é negociada na B3 sob o código EMBJ3, e o papel costuma reagir a encomendas, a entregas e ao ciclo da aviação.
O papel no Radar
A EMBJ3 caiu 5,11% no pregão de 07/10, 4,37 pontos percentuais abaixo do Ibovespa, e fechou a R$ 89,34, com giro de R$ 1,01 bilhão, 1,7 vez a média dos últimos 20 pregões. Em 20 pregões, acumula queda de 6,2% e está 15,3% abaixo da máxima de 52 semanas (R$ 105,50, em 27/01/2026). Foi a terceira queda seguida.
Na tese do Radar
Leitura de 05/10. O setor tem o câmbio a favor, pela receita de exportação em dólar; a sobretaxa americana atinge parte da pauta, com aeronaves de fora. Ler a tese inteira.
Fechamento, variação e giro do pregão de 07/10/2026; histórico oficial da B3 (arquivo COTAHIST), com preços sem ajuste por proventos. Conteúdo informativo, não é recomendação.
Última notícia sobre EMBJ3 · de 02/10/2026 · conferido em 08/10/2026
Embraer entrega 66 aeronaves no terceiro trimestre, o melhor terceiro trimestre da sua história
A Embraer entregou 66 aeronaves no terceiro trimestre de 2026: 22 jatos comerciais (11 E175 e 11 da família E2), 41 executivos e 3 de defesa (um KC-390 Millennium e dois A-29 Super Tucano). O número supera em 6% o de um ano antes e em 2% o do segundo trimestre. Em nove meses, foram 175 entregas, contra 153 no mesmo período de 2025. A ação fechou a R$ 98,25 no pregão de 02/10, alta de 1,26%.
A companhia manteve a estimativa de 2026: de 80 a 85 jatos comerciais e de 160 a 170 executivos. Com 52 comerciais e 115 executivos em nove meses, faltam de 28 a 33 comerciais e de 45 a 55 executivos no quarto trimestre.
Interpretação do Radar, sem chamada de preço: a própria companhia diz que o nivelamento da produção vem reduzindo a concentração de entregas no fim do ano, e é isso que o quarto trimestre vai testar.
Fonte: Comunicado da companhia ao mercado de 02/10/2026, 07h58 (CVM, protocolo 1573530) · 02/10/2026. Conteúdo informativo, não é recomendação.
Antes disso
- 01/10/2026, Embraer convoca assembleia para 30/10 para incorporar a subsidiária GPX, sem aumento de capital (Edital de convocação da assembleia extraordinária de 30/10/2026, publicado pela companhia em 01/10/2026)
- 28/09/2026, A companhia entregou o primeiro C-390 Millennium à Força Aérea do Uzbequistão, e a XP manteve compra com alvo de US$ 90 por ADS (Divulgação da companhia e relatório da XP Investimentos, ambos de 25/09/2026)
- 25/09/2026, Instabilidade global no sistema de GPS afeta a operação da frota E2, e a companhia diz que não houve comprometimento de segurança (Comunicado da companhia sobre a operação da frota E2, 23/09/2026)
- 24/09/2026, Instabilidade global no sistema de GPS afeta a operação da frota E2, e a companhia diz que não houve comprometimento de segurança (Comunicado da companhia sobre a operação da frota E2, 23/09/2026)
- 22/09/2026, Conselho aprova incorporar a Embraer GPX a partir de 31/10 e convoca assembleia (Ata da reunião do conselho de administração protocolada na CVM em 21/09/2026)
- 10/09/2026, Sobe 0,58% em 10/09, depois de a Fitch elevar a nota de crédito para BBB (Ação de rating da Fitch divulgada em 09/09 e pregão da B3 no fechamento de 10/09)
O que é a Embraer e o que você compra com a EMBJ3
A EMBJ3 é a ação da Embraer, uma das maiores fabricantes de aviões do mundo e a maior indústria de alta tecnologia do Brasil. Quem compra o papel se associa a uma companhia global que atua em quatro frentes: aviação comercial, com jatos de médio porte para companhias aéreas; aviação executiva, com jatos para uso corporativo e particular; defesa e segurança, com aeronaves militares; e serviços e suporte, que dá manutenção e assistência à frota em operação. Há ainda a EVE, subsidiária que desenvolve o carro voador elétrico, o eVTOL, uma aposta de longo prazo em mobilidade aérea urbana. A Embraer é líder mundial no nicho de jatos comerciais menores, abaixo do porte dominado por Boeing e Airbus, e exporta a maior parte da produção. É um negócio de ciclo longo, alta tecnologia e forte componente de exportação.
De EMBR3 a EMBJ3: a troca de código na bolsa
Quem acompanha a Embraer há mais tempo conhece o papel pelo código antigo, EMBR3. Em novembro de 2025, a companhia trocou o ticker na B3, e as ações ordinárias passaram a ser negociadas como EMBJ3. Nos Estados Unidos, onde a empresa tem recibos de ações e títulos de dívida, o código também mudou, de ERJ para EMBJ. A troca teve como objetivo unificar a identidade da companhia nas diferentes bolsas em que atua, e não alterou o número de ações em circulação nem o preço dos papéis. Para o investidor, a mudança é apenas de código: a empresa, os ativos e o histórico seguem os mesmos, agora sob o ticker EMBJ3. Ainda é comum encontrar o nome antigo em textos e ferramentas mais antigos, mas o código válido na bolsa brasileira passou a ser EMBJ3.
As quatro frentes: comercial, executiva, defesa e serviços
A Embraer se organiza em quatro grandes áreas. A aviação comercial é o coração histórico, com a família de jatos de médio porte usada por companhias aéreas no mundo todo em voos regionais e de média distância, segmento em que a empresa é líder global. A aviação executiva fabrica jatos menores para uso corporativo e particular, um mercado que cresceu bastante nos últimos anos. A defesa e segurança produz aeronaves militares, com destaque para um cargueiro multimissão que vem sendo vendido a forças armadas de vários países, abrindo uma frente importante de crescimento e de diversificação. Serviços e suporte cuida da manutenção, das peças e da assistência da frota já vendida, uma receita mais recorrente e estável que ajuda a suavizar o ciclo. Essa diversificação entre civil, executivo e militar é uma força da Embraer, porque cada frente tem o seu próprio ritmo.
Como uma fabricante de aviões ganha dinheiro
Entender a EMBJ3 exige entender o ritmo da indústria aeronáutica. Vender avião é um negócio de ciclo longo: a companhia acumula uma carteira de pedidos, o chamado backlog, que são encomendas firmes a serem entregues ao longo de anos, e vai reconhecendo a receita conforme produz e entrega as aeronaves. Por isso, a carteira de pedidos é o melhor termômetro do futuro da empresa, pois dá visibilidade do que será faturado adiante. O custo é alto e intensivo em engenharia, com desenvolvimento de novos modelos, certificação e uma cadeia complexa de fornecedores, de motores a componentes eletrônicos. O lucro depende de encher a linha de produção, entregar no prazo e diluir o custo fixo em um volume grande de aeronaves, além de vender serviços de manutenção ao longo da vida útil dos aviões. É um negócio de escala global, com alta barreira de entrada, em que reputação, tecnologia e capacidade de execução valem muito.
Câmbio: por que a Embraer é uma exportadora
A Embraer é, antes de tudo, uma exportadora, e isso faz do câmbio um vetor central da tese. A companhia vende a maior parte dos aviões em dólar, para clientes no mundo todo, enquanto parte relevante do custo, como mão de obra e estrutura no Brasil, é em real. Por isso, um dólar mais alto tende a ajudar a receita e as margens quando convertidas para reais, ao passo que um real muito forte aperta o resultado. Esse efeito de câmbio costuma pesar bastante nos números trimestrais e na percepção do mercado sobre a ação. Para o investidor, acompanhar a moeda é parte de ler a EMBJ3, lembrando que a empresa também tem custos e dívidas em dólar, o que cria proteções naturais, mas o saldo costuma ser o de uma exportadora que se beneficia de um real mais fraco.
Carteira de pedidos e entregas: o termômetro do papel
O que move a Embraer no dia a dia é o fluxo de encomendas e de entregas. Cada grande pedido de uma companhia aérea ou de uma força armada engorda a carteira e sinaliza receita futura, e o mercado costuma reagir forte a esses anúncios. Do outro lado, o ritmo de entregas mostra se a empresa está conseguindo produzir e faturar o que vendeu, o que depende da cadeia de fornecedores e da capacidade industrial. Em anos recentes, a Embraer alcançou níveis recordes de carteira de pedidos, sustentados pela forte demanda global por aviões mais novos e eficientes e pela retomada do tráfego aéreo. Acompanhar os pedidos anunciados, o tamanho do backlog e o número de aeronaves entregues a cada trimestre ajuda a antecipar como a receita deve evoluir, mais do que olhar o resultado isolado de um período.
Defesa: o cargueiro militar e a frente de crescimento
A frente de defesa ganhou peso na tese da Embraer. O principal produto é um avião de transporte militar multimissão, capaz de levar carga e tropas, reabastecer outras aeronaves no ar e atuar em missões variadas, que vem sendo escolhido por forças armadas de vários países, sobretudo na Europa. Cada venda desse tipo costuma vir acompanhada de contratos de suporte de longo prazo e abre portas para novos mercados. Num cenário global em que muitos países decidiram reforçar os seus orçamentos de defesa, esse segmento se tornou um vetor relevante de crescimento e de diversificação, menos sujeito ao ciclo das companhias aéreas comerciais. Para o investidor, a defesa adiciona uma perna mais ligada a decisões de governo e a orçamentos militares, com contratos grandes e de longa maturação.
EVE e o futuro: a aposta no carro voador
A Embraer também carrega uma aposta de longo prazo: a EVE, subsidiária dedicada ao desenvolvimento do eVTOL, o veículo elétrico de pouso e decolagem vertical, popularmente chamado de carro voador. A ideia é criar um novo mercado de mobilidade aérea urbana, com aeronaves elétricas para trajetos curtos dentro e entre cidades. É um projeto ainda em desenvolvimento, que depende de certificação, de escala industrial e de a tecnologia se provar comercialmente, e por isso é mais uma opção de valor futuro do que uma fonte de receita atual. Para o investidor, a EVE funciona como um bônus de crescimento de longo prazo embutido na tese: se der certo, abre uma avenida nova; se demorar ou não vingar, o núcleo do negócio segue nas quatro frentes tradicionais. É um ponto a acompanhar, sem confundir promessa com resultado já entregue.
O que move o preço da EMBJ3
A EMBJ3 responde a alguns fatores principais. O primeiro é a carteira de pedidos, porque novos contratos sinalizam receita futura e mexem com a ação. O segundo é o ritmo de entregas, que mostra a capacidade de produzir e faturar o que foi vendido. O terceiro é o câmbio, já que a empresa é exportadora e o dólar afeta receita e margens. Somam-se os contratos de defesa, com vendas do cargueiro militar; o ciclo da aviação comercial, ligado à saúde das companhias aéreas e do tráfego aéreo; e a opção de longo prazo representada pela EVE. Como há forte componente de ciclo e de expectativa, o mercado precifica bastante o tamanho do backlog e a perspectiva de entregas, então o papel tende a reagir a pedidos, a recordes de carteira e a notícias de defesa, mais do que ao resultado de um único trimestre.
EMBJ3 e o dividendo: crescimento antes de renda
A Embraer não é, hoje, uma ação de dividendo. Depois de anos de reestruturação, a companhia voltou a gerar caixa e a melhorar os resultados, mas o foco está em crescer, investir em novos modelos e tecnologias e aproveitar a forte carteira de pedidos. Por isso, a distribuição de proventos costuma ser modesta perto de empresas maduras como bancos ou elétricas, e o investidor que compra EMBJ3 aposta sobretudo na valorização ligada ao ciclo de crescimento e à execução, não em uma renda recorrente. É um perfil típico de indústria de alta tecnologia em fase de expansão, que prioriza reinvestir o caixa. Eventuais dividendos e juros sobre capital aparecem conforme o resultado, e os valores e as datas ficam sempre no site de relações com investidores da companhia e na B3.
Os riscos do case
O maior risco da EMBJ3 é o ciclo da aviação. A demanda por aviões depende da saúde das companhias aéreas e da economia global, e uma desaceleração forte ou uma crise no setor aéreo, como já se viu em choques anteriores, reduz pedidos e entregas. O segundo é a execução e a cadeia de fornecedores: atrasos na entrega de motores e componentes, ou problemas de produção, podem segurar o faturamento mesmo com a carteira cheia. O terceiro é o câmbio, porque um real muito forte aperta as margens da exportadora. Há ainda a concorrência global, de fabricantes tradicionais e de novos entrantes; a dependência de orçamentos de governo na frente de defesa; a concentração em poucos clientes grandes; e o risco da EVE, que pode atrasar ou não se provar comercialmente. São riscos típicos de uma indústria global de alta tecnologia e ciclo longo, que pedem leitura atenta da carteira de pedidos e do ambiente da aviação.
Perguntas frequentes sobre a EMBJ3
O que é a EMBJ3 e o que ela representa?
EMBJ3 é a ação da Embraer, uma das maiores fabricantes de aviões do mundo e a maior indústria de alta tecnologia do Brasil. Comprar o papel é se associar a uma companhia global que atua em aviação comercial, executiva, defesa e serviços, além de desenvolver o carro voador elétrico pela subsidiária EVE.
Por que o código mudou de EMBR3 para EMBJ3?
Em novembro de 2025, a Embraer trocou o ticker na B3 para unificar a sua identidade nas bolsas em que atua. As ações ordinárias, antes EMBR3, passaram a ser EMBJ3, e nos Estados Unidos o código mudou de ERJ para EMBJ. A troca não alterou o número de ações nem o preço; a empresa é a mesma.
Como a Embraer ganha dinheiro?
Projetando, fabricando e vendendo aviões comerciais, executivos e de defesa, e prestando serviços de manutenção à frota. É um negócio de ciclo longo, em que a empresa acumula uma carteira de pedidos e reconhece a receita conforme produz e entrega as aeronaves, vendendo a maior parte em dólar.
O que move o preço da EMBJ3?
A carteira de pedidos, que sinaliza receita futura; o ritmo de entregas; o câmbio, porque a empresa é exportadora; os contratos de defesa; e o ciclo da aviação comercial. A aposta de longo prazo na EVE também entra como opção de valor futuro.
Por que o câmbio é tão importante para a Embraer?
Porque a Embraer é uma exportadora: vende a maior parte dos aviões em dólar e tem parte do custo em real. Um dólar mais alto tende a ajudar receita e margens convertidas para reais, enquanto um real muito forte aperta o resultado, ainda que a empresa também tenha custos e dívida em dólar.
A EMBJ3 paga bons dividendos?
Não é o seu principal atrativo. A Embraer prioriza crescer e investir em novos modelos e tecnologias, então a distribuição costuma ser modesta. O investidor aposta sobretudo na valorização ligada ao ciclo de crescimento, e não em renda recorrente. Os valores ficam no RI e na B3.
Qual é o maior risco da EMBJ3?
O ciclo da aviação, porque a demanda por aviões depende da saúde das companhias aéreas e da economia global. Somam-se a execução e a cadeia de fornecedores, o câmbio, a concorrência global, a dependência de orçamentos de defesa e o risco da aposta de longo prazo na EVE.
Veja o que move o mercado todo dia no briefing do Radar e a renda da bolsa no mapa de dividendos. Veja também a aba de Ações com os perfis dos principais papéis.
Página de contexto do Radar Ibov. Explica o que move a ação e não constitui recomendação de compra ou venda. O snapshot de cotação é atualizado periodicamente; confirme valores e datas de proventos no RI da companhia.
