RADAR DA AÇÃO

B3SA3 B3

Bolsa e FinanceiroJCP e recompra
Relações com Investidores ↗
Move o preço:Volume negociadoNúmero de investidoresJuro (renda fixa x bolsa)Novos produtos
CotaçãoR$ 17,59
No dia-0,06%
DY 12mver no RI
snapshot · 18/09/2026

Conteúdo de contexto: explica o que move a ação e não envelhece. Dados de dividendo conferidos na data indicada; o DY muda com o preço.

A B3 é a dona da bolsa brasileira. Ela ganha uma fração de cada negócio feito no pregão, então sua receita acompanha de perto o volume e o apetite por risco.

Radar de Risco · 18/09/2026: risco extremo, faixa da semana de R$ 16,70 a R$ 18,48. Evento na janela: negocia sem o juro sobre capital a partir de 23/09. Leitura informativa do que o preço das opções da B3 indica, não é recomendação.

O papel no Radar

O papel no fechamento de 18/09/2026dados da B3

A B3SA3 caiu 0,06% no pregão de 18/09, 0,35 ponto percentual acima do Ibovespa, e fechou a R$ 17,59, com giro de R$ 1,19 bilhão, 1,9 vez a média dos últimos 20 pregões. Em 20 pregões, acumula alta de 22,7% e está 13,5% abaixo da máxima de 52 semanas (R$ 20,33, em 17/04/2026).

Fechamento
R$ 17,59
-0,06% no dia
Contra o Ibovespa
+0,35 p.p.
diferença no dia
Contra o setor
+0,60 p.p.
Financeiro, média de -0,66%
Giro
R$ 1,19 bi
1,9 vez a média de 20 pregões · 6º de 85
5 pregões
+1,8%
20 pregões
+22,7%
No ano
+26,6%
desde 30/12/2025
Da máxima de 52 sem.
-13,5%
máxima de R$ 20,33 em 17/04/2026
Onde está na faixa de 52 semanas
mín. R$ 12,16 (07/10/2025)máx. R$ 20,33 (17/04/2026)

Proventos com data pela frente

JCP de R$ 0,22650738 por ação (bruto), R$ 0,18686859 líquido após retenção na fonte: data-com em 22/09/2026, data ex em 23/09/2026, pagamento em 07/10/2026.

Valor por ação como no documento da companhia; a regra de imposto e a agenda completa estão na agenda de proventos.

O que as opções precificam

Nível de risco extremo: a proteção está muito cara perto do que a ação costuma balançar (a oscilação que as opções embutem equivale a 1,62 vez a histórica). A faixa que o mercado paga para ver vai de R$ 16,70 a R$ 18,48, 5,1% para cada lado, até 25/09/2026. Nível e faixa medem o tamanho do movimento, sem dizer a direção. Ver o Radar de Risco.

Na tese do Radar

Leitura de 18/09. Os bancos estão entre os sensíveis nos dois sentidos: o juro alto sustenta a margem, mas o prêmio de risco da eleição e a inadimplência pesam, e o que separa um do outro agora é a qualidade do resultado. Ler a tese inteira.

Fechamento, variação e giro do pregão de 18/09/2026; histórico oficial da B3 (arquivo COTAHIST), com preços sem ajuste por proventos. Conteúdo informativo, não é recomendação.

Última notícia sobre B3SA3 · de 18/09/2026 · conferido em 18/09/2026

Juro sobre capital de R$ 1,128 bilhão tem data-com em 22/09, com pagamento em 07/10

Fato

Depois do fechamento de 17/09, o conselho aprovou R$ 1,128 bilhão em juro sobre capital próprio, de R$ 0,22650738 por ação no valor bruto e R$ 0,18686859 no líquido, sendo R$ 378 milhões em juro ordinário e R$ 750 milhões em extraordinário. A data-com é 22/09, a negociação sem o direito começa em 23/09 e o pagamento sai em 07/10/2026. A ação fechou a R$ 17,59 no pregão de 18/09, queda de 0,06%.274 negócios e 67.879.900 papéis negociados, o 6º maior volume entre as 85 ações acompanhadas.274 negócios e 67.879.900 papéis negociados, o 6º maior volume entre as 85 ações acompanhadas.

O que muda

A companhia registra que o valor por ação é estimativa sujeita a mudança em razão de movimentação de ações em tesouraria e de recompra até a data-com. Outras duas companhias do quadro aprovaram juro sobre capital na mesma noite, a TIM e a Cemig, as três com data-com no mesmo 22/09.

A leitura do Radar

Interpretação do Radar, sem chamada de preço: a parcela extraordinária é maior do que a ordinária nesta rodada, e distribuição extraordinária não entra na série histórica de distribuição da companhia: quem projeta a próxima rodada pela soma desta projeta sobre uma base que a empresa não se comprometeu a repetir.

Fonte: Aprovação do conselho divulgada pela companhia ao mercado em 17/09/2026 e pregão da B3 no fechamento de 18/09 e pregão da B3 no fechamento de 18/09 e pregão da B3 no fechamento de 18/09 e pregão da B3 no fechamento de 18/09 e pregão da B3 no fechamento de 18/09 e pregão da B3 no fechamento de 18/09 · 18/09/2026. Conteúdo informativo, não é recomendação.

Antes disso

  • 17/09/2026, Volume médio diário em ações sobe 26,1% em agosto na comparação anual, para R$ 30,284 bilhões por dia (Divulgação da companhia ao mercado em 16/09/2026)
  • 14/09/2026, Estreou em 14/09 a divulgação do Ibovespa convertido em dólar e confirmou a entrada de recibos no índice (Comunicado ao mercado da própria bolsa e regulamento do índice)
  • 14/09/2026, Passa a divulgar hoje, 14/09, o Ibovespa convertido em dólar pela taxa de referência das 16h de Londres (Comunicado da própria bolsa divulgado em 11/09)

O que é a B3 e o que ela faz

A B3 é a empresa que opera a bolsa de valores brasileira, e investir em B3SA3 significa, na prática, comprar uma fatia da própria infraestrutura do mercado. Ela nasceu em 2017 da fusão entre a BM&FBovespa e a Cetip, e hoje concentra praticamente toda a cadeia: o pregão de ações, os derivativos, o mercado de balcão, a custódia, a liquidação e o registro de operações, além de abrigar o Tesouro Direto. O modelo de receita é simples e poderoso, porque a B3 cobra uma tarifa por cada negócio realizado, em qualquer mercado e de qualquer investidor, e ainda fatura com listagem de empresas, dados de mercado e serviços de tecnologia. Como o negócio exige pouco capital para crescer e tem margem alta, a empresa transforma boa parte da receita em caixa, o que sustenta um histórico de distribuição generosa. É, em essência, um pedágio do mercado de capitais: quem quer comprar ou vender ações no Brasil passa, de um jeito ou de outro, pela B3.

B3SA3, a ação única da bolsa

Diferente da maioria das empresas da bolsa, a B3 tem uma só classe de ação, a ordinária B3SA3, sem preferenciais nem units. Não há um acionista controlador definido, já que o capital é pulverizado, com free float perto da totalidade das ações, o que faz da B3 uma das poucas corporações puras da bolsa brasileira, gerida por executivos profissionais e fiscalizada por um conselho independente. Para o investidor, isso significa que não existe a discussão de ON contra PN nem de tag along que aparece em outros papéis, porque comprar B3SA3 é comprar a empresa inteira, com o mesmo direito a voto e a dividendo de qualquer outro acionista. Comparar a B3 com pares no Brasil é difícil, porque não há outra empresa igual; o paralelo mais próximo são as operadoras de bolsa lá fora, como as que controlam a Nasdaq ou as bolsas americanas de futuros, negócios de infraestrutura que costumam valer múltiplos altos justamente pela posição dominante e pela forte geração de caixa.

O que move o preço da B3SA3

O motor do papel é o volume negociado. Como a B3 ganha por transação, a receita sobe quando o mercado gira muito e encolhe quando o giro cai, e por isso a ação amplifica o humor da bolsa: num dia de aversão a risco, ela costuma cair junto com o índice e ainda sofrer pela perspectiva de menos negócios à frente; quando o apetite volta, sobe em dobro. O nível do juro é a outra alavanca central. Com a Selic muito alta, parte do dinheiro migra da bolsa para a renda fixa, o que reduz o volume de ações e pesa na receita; quando o juro cai, o caminho é inverso, e a expectativa de corte costuma ser lida como combustível para os volumes. Somam-se a isso o número de investidores ativos, o ritmo de novas listagens (IPOs) e o lançamento de produtos, que ampliam as fontes de tarifa. É um papel que funciona como termômetro: quando a bolsa brasileira anda, a B3 anda junto, com folga.

Dividendos e proventos da B3SA3

A B3 tem perfil de empresa que combina crescimento com distribuição. Por gerar muito caixa e precisar de pouco capital para operar, ela costuma devolver boa parte do lucro ao acionista por meio de juros sobre capital próprio (JCP) e dividendos, normalmente em pagamentos ao longo do ano, e ainda mantém programas de recompra de ações, que concentram o valor em quem permanece sócio. O dividend yield, porém, tende a ser mais modesto do que o de bancos e elétricas pagadoras, porque a ação é precificada também pela expectativa de crescimento dos volumes e dos novos negócios, não só pela renda corrente. Para quem busca dividendo puro, B3SA3 raramente é a primeira escolha; para quem aceita um yield menor em troca de exposição ao crescimento do mercado de capitais, o perfil faz mais sentido. O valor e o calendário exatos de cada provento saem no RI da empresa e variam a cada trimestre, e o snap no topo desta página traz o dado de dividendo na data indicada.

Os riscos da B3SA3

O maior risco da B3 é, hoje, a quebra do monopólio. Depois de quase duas décadas como única bolsa do país, a empresa passou a enfrentar projetos de concorrentes com nomes de peso por trás, ligados a grandes bancos e a fundos internacionais, que ainda dependem de autorização da CVM e do Banco Central. O mais adiantado para ações, a Base Exchange, ligada à ATG e ao fundo Mubadala, prevê começar a operar só no segundo semestre de 2027, e a CSD BR, que já faz registro e custódia, aguarda autorização do Banco Central para virar bolsa. A tese da concorrência é que mais de uma bolsa reduz custos e atrai liquidez; a tese contrária é que o mercado brasileiro ainda é pequeno em número de empresas e investidores, o que pode não comportar dois ambientes com a mesma profundidade. Para o acionista, o ponto a monitorar é o efeito sobre preço e participação, porque mesmo que o volume total cresça, a chegada de rivais pode pressionar as tarifas e a fatia da B3 ao longo do tempo. A empresa respondeu acelerando o lançamento de produtos e investindo em novas frentes, de derivativos a criptoativos, dados e tokenização. Além da concorrência, o papel carrega o risco de ciclo, porque, como vive de volume, sofre em mercados de baixa prolongada e em juros muito altos, e está exposto a mudanças regulatórias e tributárias sobre operações financeiras.

O que observar nos resultados trimestrais

No balanço da B3, a linha que mais importa é o volume, em especial o volume financeiro médio diário negociado no mercado à vista de ações, o chamado ADTV, que é a melhor proxy do nível de atividade da bolsa. Vale acompanhar como ele evolui de um trimestre para o outro e na comparação anual, junto com os volumes de derivativos e de balcão, porque é daí que vem o grosso da receita. Olhe também a diversificação das receitas, já que, quanto mais a B3 cresce em dados de mercado, infraestrutura, tecnologia e novos produtos, menos dependente fica do humor do mercado acionário, o que dá mais previsibilidade ao resultado. Como a margem é alta, parte relevante do crescimento de receita costuma chegar ao lucro, então a comparação entre receita e lucro mostra se a empresa está mantendo a eficiência. Por fim, o número de investidores ativos e o ritmo de listagens sinalizam se a base do mercado está crescendo, o que sustenta o volume no longo prazo.

Peso no Ibovespa e correlações

A B3 é uma das maiores empresas da bolsa e tem peso relevante no Ibovespa, então o desempenho de B3SA3 ajuda a puxar o índice nos dois sentidos. A correlação mais forte do papel é com o próprio apetite por risco do mercado local: quando o Ibovespa sobe com volume, a B3 tende a subir mais, porque o ganho de volume entra direto na sua receita; quando a bolsa cai, ela costuma cair junto e ainda mais. Há também uma ligação clara com a curva de juros, porque, como a expectativa de corte da Selic estimula a migração de recursos para a renda variável, notícias que reforçam a aposta de queda do juro costumam favorecer o papel, e o contrário também vale. Por isso a B3 funciona, na prática, como uma aposta alavancada no humor da bolsa brasileira, já que não tem a exposição a commodity de Vale e Petrobras nem a dinâmica de crédito dos bancos, e sim uma sensibilidade direta ao quanto o mercado gira.

O que acompanhar agora

O que acompanhar agora, em ordem de importância: primeiro, o avanço das novas bolsas, ou seja, se e quando os concorrentes recebem aval da CVM e do Banco Central e como a B3 reage em preço e em produtos, porque é o tema que pode mudar a tese de longo prazo. Segundo, o volume negociado e a trajetória do juro, já que a aposta de corte da Selic e a volta do apetite por risco são o combustível direto da receita. Terceiro, o ritmo de novas listagens e de novos produtos, de derivativos a dados, criptoativos e tokenização, que ampliam as fontes de tarifa e reduzem a dependência do mercado à vista. É contexto para acompanhar o papel, não recomendação de compra ou venda.

Perguntas frequentes sobre a B3SA3

O que é a B3 e o que representa a ação B3SA3?

A B3 é a empresa que opera a bolsa de valores brasileira, o pregão de ações, os derivativos, a custódia e a liquidação. Comprar B3SA3 é, na prática, comprar uma fatia da própria infraestrutura do mercado, que ganha uma tarifa por cada negócio realizado.

O que move o preço da B3SA3?

O principal motor é o volume negociado, porque, como a B3 ganha por transação, a receita sobe quando o mercado gira muito e cai quando o giro encolhe. O nível do juro também pesa, já que a Selic alta desloca dinheiro da bolsa para a renda fixa.

A B3SA3 paga bons dividendos?

A B3 distribui via JCP, dividendos e recompra de ações, com boa geração de caixa, mas o dividend yield tende a ser mais modesto que o de bancos e elétricas. A ação é precificada também pela expectativa de crescimento dos volumes, não só pela renda corrente.

Qual é o maior risco da B3?

Hoje, a quebra do monopólio. Projetos de novas bolsas, apoiados por grandes bancos e fundos internacionais, ainda dependem de autorização, com a estreia mais adiantada prevista para o segundo semestre de 2027, o que pode pressionar as tarifas e a participação da B3 ao longo do tempo, mesmo que o volume total do mercado cresça.

A B3 ainda é a única bolsa do Brasil?

Sim, desde a fusão de 2017 a B3 é a única bolsa em operação no país, mas o cenário está mudando, com concorrentes em estudo e em processo de autorização junto à CVM e ao Banco Central, com a estreia mais adiantada prevista para o segundo semestre de 2027.

Por que a B3SA3 sobe e cai junto com o humor da bolsa?

Porque a receita depende do volume negociado. Em dias de aversão a risco, a ação cai com o índice e ainda sofre pela perspectiva de menos negócios; quando o apetite volta, sobe em dobro. Por isso funciona como uma aposta alavancada no humor do mercado.

Calendário de proventos

Os proventos (JCP e dividendos) saem junto aos balanços trimestrais, complementados pela recompra. Para datas e valores, a fonte é o RI.

Veja o que move o mercado no briefing e o setor no mapa de dividendos.

Página de contexto do Radar Ibov. Explica o que move a ação e não constitui recomendação de compra ou venda. Dados de dividendo conferidos na data indicada; confirme valores e datas no RI da companhia.